RELÓGIO DO APOCALIPSE

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Como sobreviver num mundo de nove mil milhões


Em 2050 a população mundial vai atingir novo marco. Seremos nove mil milhões à procura de alimentos, água, habitação e energia. Com conflitos, migrações e o efeito das alterações climáticas para gerir. Soluções, procuram-se.

Gente, gente, gente

O contador não pára. Em Portugal a população está a envelhecer, mas olha-se para lá do país e da Europa e a ideia deixa de ser um número: tudo indica que 2011 é o ano em que chegamos aos sete mil milhões de pessoas. Um artigo no diário britânico Guardian dizia que a comemoração seria a 31 de Outubro, com o nascimento de uma criança no estado de Uttar Pradesh, um dos mais populosos da Índia, com cerca de 194 milhões de habitantes.

A escalada continuará pelo menos até 2050, quando, segundo as previsões demográficas, formos nove mil milhões. As Nações Unidas estão a fazer um levantamento extenso das populações dos países para apurar melhor os números de hoje e corrigir previsões. Mas é esta rapidez que assusta.

"Se os níveis de fertilidade e de mortalidade que temos hoje não se alterarem, a população mundial vai adicionar mil milhões de pessoas em tempos muito pequenos", disse ao PÚBLICO Hania Zlotnik, Directora da Divisão de População das Nações Unidas.

Herdámos este boom do século XX. Em cem anos a população passou dos 1,6 para os 6,1 mil milhões. "O aumento não ocorreu porque as pessoas começaram a reproduzir-se mais; em vez disso (...) deixaram finalmente de morrer como moscas", escreveu o especialista em política económica e demografia Nicholas Eberstadt num artigo na revista Foreign Affairs, onde alertava para as consequências económicas do envelhecimento das populações.

No século passado a saúde melhorou, a esperança média de vida passou de 30 para 65 anos e o progresso económico ascendeu no Ocidente. Em contrapartida, a fertilidade diminuiu muito na Europa e em países como o Japão - para níveis em que a população não está a ser reposta. O fenómeno atinge a China devido às políticas de natalidade.

Se a Ásia continua a ter os países com maior população (a China e a Índia estão em primeiro e segundo lugares com mais de mil milhões de pessoas cada), a fertilidade está agora na África subsariana. O continente, onde hoje vivem mil milhões de pessoas, vai duplicar o número até 2050.

Mas a Terra é capaz de ter tanta gente? "A História da humanidade mostra que já fomos muito poucos, mas fomos sempre capazes de gerir as pessoas que tivemos", observou ao PÚBLICO Jorge Malheiros, especialista em migrações do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa. "O número perfeito [de pessoas] tem que ver com o modelo da sociedade."

Depois de 2050, as previsões dizem que pode haver uma quebra na população mundial, ou pelo menos uma estagnação. Prevê-se que vá acontecer nos países emergentes o que aconteceu no mundo ocidental: um desenvolvimento económico acompanhado de uma diminuição de fertilidade. Até lá precisamos de espaço.

Cidades e migrações

Um relatório de Janeiro da Instituição dos Engenheiros Mecânicos intitulado População: Um Planeta, Demasiadas Pessoas?, que abordava as problemáticas deste assunto, alertava para a questão da urbanização. Metade da população mundial vive em cidades, em 2050 será 75 por cento. Se isso é evidente em metrópoles como São Paulo, Pequim ou Nova Iorque, não se pode esquecer África. Em 1950 só Alexandria e o Cairo tinham mais de um milhão de pessoas, no futuro 80 cidades do continente africano vão estar nesta situação.

"A urbanização é uma resposta ao desenvolvimento económico", afirmou a especialista das Nações Unidas Hania Zlotnik. "Os países mais urbanizados tendem a ser os que estão melhor, um exemplo importante é a China." Segundo Zlotnik, o modelo de desenvolvimento económico que a humanidade inventou passa pela urbanização e não pela manutenção das pessoas no mundo rural.

Do ponto de vista ecológico traz vantagens. "Tudo se torna mais eficiente, se as pessoas estiverem agrupadas - é mais fácil fornecer o saneamento, a água, a electricidade", afirmou ao PÚBLICO John Bongaarts, vice-presidente do Conselho Populacional em Nova Iorque, que ajudou a produzir o relatório. Por outro lado, áreas com alta concentração de pessoas permitem deixar espaço livre. Algo que "é fundamental para garantir que alguns ecossistemas sobrevivem e desempenham funções importantes", comentou ao PÚBLICO Francisco Ferreira, especialista em energia e dirigente da associação ambientalista Quercus.

Mas Boongarts advertiu para um dos maiores problemas destes grandes agrupamentos urbanos, em que as pessoa migram à procura de um estilo de vida melhor: "Muito do crescimento urbano na África subsariana está a ser feito em bairros da lata. As pessoas vivem miseravelmente, a mortalidade é alta, não há acesso a infra-estruturas, serviços, etc." Parte da solução é melhorar a habitação destes bairros, mas os governos, segundo o especialista, muitas vezes não podem suportar essa despesa.

Há a questão da alimentação, um dos maiores problemas que se avizinham: "As pessoas que estão nas cidades também comem, e muitas vezes comem mais produtos que são ecologicamente mais caros de cultivar."

África, o último campo agrícola

A proporção é conhecida, há comida para todos, mas um sétimo da população mundial está subnutrida, uma grande percentagem em África, e o outro sétimo come a mais. Em cima deste problema há o crescimento populacional e o desenvolvimento económico que muda os hábitos alimentares.

O Banco Mundial prevê que a necessidade de cereais aumente 50 por cento entre 2000 e 2050 e a necessidade de carne aumente 85 por cento durante este período. Para alimentar todos os animais do sector pecuário já em 2030, será preciso cultivar a mesma área agrícola que alimentava a população humana em 1970.

"A resposta para os países ricos é sim, eles têm que consumir menos", defendeu Hania Zlotnik. "As dietas são uma coisa fundamental que provavelmente tem que mudar, não só para salvar o planeta, mas porque sabemos que dietas muito ricas em comida animal são más para a saúde das pessoas."

Esta pressão já se fez sentir nas crises alimentares nos últimos anos, como a crise do arroz em 2008. No futuro, prevê-se um aumento no valor dos alimentos, que poderá tornar rentáveis espaços para a agricultura que até agora eram marginais, mas vai dificultar a vida às populações pobres, que gastam a maioria do seu rendimento em alimentação.

O espaço arável na maioria da Terra está preenchido. A revolução verde permitiu, através dos fertilizantes, pesticidas e das sementes, duplicar várias vezes o rendimento das colheitas, mas esse aumento tem limites.

África, contudo, ainda não teve a sua revolução verde. "O desafio é que as mudanças nas técnicas de agricultura em África sejam suficientemente céleres e possam ter em conta a rapidez com que a população está a aumentar e talvez, se tivermos sorte, possam produzir comida para o resto do mundo", explicou Zlotnik. A especialista também referiu a importância da construção de infra-estruturas, acessos, locais de armazenamento dos produtos agrícolas para diminuir a perda de estrago, que ainda é enorme nos países africanos, e, por outro lado, a abrir a possibilidade de os agricultores competirem nos mercados nacionais e internacionais. Foram estas limitações que suscitaram crises alimentares como a da Etiópia em 2003.

Maria José Roxo, geógrafa e especialista em desertificação da Universidade Nova de Lisboa, argumentou, por seu lado, que um desenvolvimento agrícola tem de ter em conta os recursos naturais. "Não se pode importar modelos, nem se pode fazer o exagero que se fez nos países desenvolvidos", observou a investigadora ao PÚBLICO. "A agricultura tem que ser muito mais adaptada às condições naturais, sustentável", defendeu.

Onde está a água?

Um dos maiores problemas que esta investigadora detecta actualmente é a degradação dos solos devido à má utilização, ao abuso excessivo de fertilizantes, que pode tornar uma terra estéril e poluir lençóis de água. "Se não tiver solos, não tenho água; quanto mais contaminação de solos tiver no planeta, menos água potável vai existir", admitiu.

As cidades podem ajudar a combater a falta de água. Quando a escassez ou as oscilações entre precipitação e períodos secos são cada vez mais demarcadas, o armazenamento de águas pluviais nas casas pode combater esta falta. "Muita da água de chuva que cai não é aproveitada, por isso ainda é possível ser-se muito mais eficiente com o seu uso. É preciso armazenar esta água e aproveitá-la", explicou John Bongaarts.

Novo paradigma energético

O bom aproveitamento dos recursos pode ser a diferença entre a morte e a sobrevivência. Há alimentos que se estragam, água que não é aproveitada e energia mal gasta. De todas as questões, a da energia é a que não está tão directamente relacionada com o aumento demográfico. "Os países que estão a aumentar a população mais rapidamente não são os que estão a consumir mais. Se continuarem pobres e subdesenvolvidos, vão continuar a consumir pouca energia per capita. Não é o que se quer, mas é a realidade", adiantou Zlotnik.

Francisco Ferreira concorda - o problema é o mundo desenvolvido. Com ou sem aumento de população, o certo é que os combustíveis fósseis são finitos e estão a acelerar de dia para dia as alterações climáticas. Segundo o ambientalista, é preciso mudar o paradigma da energia.

"É preciso apostar na eficiência energética e na redução de consumo, de modo a que continue a haver energia para todos, suportando a mobilidade, electricidade", disse Francisco Ferreira. Isto é importante que aconteça nos países desenvolvidos, de modo a diminuírem o consumo per capita. Por outro lado, é preciso "disciplinar o aumento de consumo de energia dos países emergentes, de forma a não seguirem este caminho".

O ambientalista assegura que a nível tecnológico é ainda possível optimizar muito os recursos; depois é necessário passar gradualmente dos combustíveis fósseis para os combustíveis verdes. Para isso deverá melhorar-se a interconectividade entre regiões e países, de modo a fazer coincidir a produção de energia com o gasto. O relatório aponta para a aposta na energia nuclear. Francisco Ferreira acredita que se consegue "perspectivar à escala mundial um fornecimento de energia sem nuclear". Mas acrescenta que não será possível acabar com o nuclear de um dia para o outro.

Gerir um clima imprevisível

Sobre todos estes factores cai um aspecto imprevisível: as alterações climáticas. Na agricultura, um futuro em que a variabilidade do clima é ainda maior vai obrigar os agricultores a estarem preparados. Isso não será possível sem ajuda. "Os agricultores sempre tiveram que lidar com estas oscilações e no mundo desenvolvido eles fazem-no porque têm instituições que os ajudam", comentou Hania Zlotnik, acrescentando que estas instituições têm que ser "expandidas para os locais onde não existem neste momento".

As cidades também vão estar sob pressão. Fenómenos como o ciclone Katrina, que em 2005 fustigou Nova Orleães, nos Estados Unidos, ou a precipitação que devastou a serra junto do Rio de Janeiro, no Brasil, no mês passado, não vão acabar.

Parte deste problema é que as pessoas são atraídas para as zonas litorais, onde existe um risco acrescido, mas que são mais interessantes do ponto de vista social. "É preciso que as pessoas pensem sobre estes riscos e isso não é muito comum", adiantou Maria José Roxo, explicando que a resolução do problema passa pelo ordenamento do território e por uma cartografia das zonas de risco.

Mesmo que as catástrofes não aumentem, com mais densidade populacional o mais certo é haver mais mortes, considerou Zlotnik. "A forma como as pessoas e os governos funcionam é que esperam até as coisas estarem realmente más para se mexerem."

fonte: Público

Another day of danger for journalists in Egypt

EUA preocupados com poderio militar espacial chinês


A China está a desenvolver armas espaciais capazes de abater satélites ou baralhar os sinais, revelou sexta-feira o Pentágono.

«Os investimentos da China nas suas capacidades militares espaciais preocupam-nos», declarou o secretário da Defesa adjunto para o espaço, Gregory Schulte.

Schulte falou aos jornalistas na conferência sobre a Estratégia a dez anos dos Estados Unidos no espaço em matéria de segurança (National Security Space Strategy).

fonte: Sol

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Bebés portugueses obrigados a ter número de contribuinte


Os portugueses vão ter de pedir o número de identificação fiscal (NIF) dos filhos, mesmo que estes sejam recém-nascidos. Só com o número de contribuinte das crianças é que os pais podem incluí-las na declaração de IRS de 2011.

A identificação fiscal de «descendentes, ascendentes, colaterais ou beneficiários» passa a ser obrigatória já na declaração de rendimentos Modelo 3 do IRS relativa a 2010, comunicou a Direcção Geral das Contribuições e Impostos (DGCI).

Em esclarecimento enviado à Lusa, a DGCI acrescenta ainda que passa também a ser obrigatória «a identificação, em factura emitida nos termos legais, do sujeito passivo ou do membro do agregado a que se reportem, nos casos em que envolvam despesa».

O organismo afecto ao Ministério das Finanças explica que, neste último caso, não há obrigatoriedade de identificação fiscal.

«O que se exige é que as facturas sejam, pelo menos, emitidas em nome do sujeito passivo ou membro do agregado familiar a que se reportam», precisa, recordando que este é já «o procedimento seguido pela administração fiscal em matéria de análise das provas documentais associadas a despesas invocadas pelos contribuintes nas suas declarações fiscais».

A DGCI refere também que «atendendo a que as alterações em causa têm natureza procedimental, considera-se que as mesmas entraram de imediato em vigor e, como tal, na declaração de rendimentos Modelo 3 relativa ao ano de 2010 (...) será já obrigatória a identificação fiscal dos dependentes, ascendentes e colaterais relativamente aos quais sejam invocadas deduções».

Estas alterações foram introduzidas pela Lei n.º 55-A/2010, de 31 de Dezembro (Orçamento do Estado para 2011), no n.º 4 do artigo 13.º e no n.º 6 do artigo 78.º, ambos do Código do IRS.

fonte: Sol

«Abutres»

Começou primeira corrida ao ouro no mar, a 1600 metros de profundidade


A empresa fez estudo ambientais

A empresa Nautilus Minerals teve a concessão para extrair ouro e outros minérios do fundo do mar, em águas da Papua-Nova Guiné. A companhia, com sede em Toronto, no Canadá, é a primeira a ganhar direito de explorar o fundo marinho e vai realizar os trabalhos a 1600 metros de profundidade depois de vários anos a fazer a prospecção e a realizar estudos ambientais naquela região, adianta o jornal espanhol El País.

O direito exclusivo dado pelo Governo da Papua-Nova Guiné à Nautilus Minerals é de 20 anos. Segundo as estimativas da empresa, a jazida contem 2,2 milhões de toneladas de material. Destas, 870 mil toneladas têm 6,8 por cento de cobre e 4,8 gramas por tonelada de ouro, além de outros materiais de interesse económico.

Esta jazida é formada por um depósito de sulfuretos polimetálicos que estão associados a chaminés hidrotermais que existem a grande profundidade. A gestão destas jazidas, em águas internacionais, é regulada pela Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos.

Estas chaminés, identificadas há poucas décadas têm uma fauna rica e específica, os ambientalistas temem que este projecto destrua o habitat. Mas uma cientista que trabalhou com a empresa assegura que a Nautilus Minerals assegurou que uma área idêntica à área que vai ser explorada, não vai ser tocada pela empresa. O objectivo, é que esta área intacta sirva para re-colonizar a região explorada quando os trabalhos terminarem.

Numa altura em que os minérios terrestres estão a ficar mais caros, as empresas começam a apostar nos recursos inexplorados que estão no fundo do mar.

fonte: Público

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

MUDARAK JÁ!


As raízes nazis da Irmandade Muçulmana


Cartaz alemão de 1944 que apresenta soldados muçulmanos ao serviço das Waffen SS

A Irmandade Muçulmana, principal força de oposição no Egipto, é uma organização que remonta à Segunda Guerra Mundial, com um passado ligado à Alemanha nazi.

O mundo teme que o Egipto venha a ser governado pela Irmandade Muçulmana, a principal força de oposição no país, que recusa a permanência no poder do presidente Hosni Mubarak. E não é para menos, tais os antecedentes da organização fundamentalista islâmica, que como revelam alguns investigadores, remontam à Segunda Guerra Mundial e a um passado ligado ao nazismo.

Apesar das prisões, deportações e execuções de muitos dos seus membros no passado, a Irmandade Muçulmana não foi destruída nem por Mubarak, nem antes por Nasser ou pelo rei Farouk que a viu nascer em 1928. Hoje, a Irmandade está nas ruas, com mais força que nunca, ao lado de milhões de manifestantes que exigem a demissão do seu presidente, e o futuro do Egipto é uma perigosa incógnita.

De braço dado com a suástica

Peter Levenda, no seu livro " Aliança-Sagrada" (Unholy Alliance), revela que o oficial das SS Otto Skorzeny (famoso, entre outras façanhas, por ter liderado o grupo de comandos que libertou o ditador Benito Mussolini do hotel em que estava detido depois do golpe que o retirou do poder, em 1934) , foi para o Egipto no pós-guerra, onde criou uma "Gestapo" egípcia formada quase completamente por antigos oficiais das SS. De acordo com o autor, esta foi uma medida que recebeu forte apoio de Allen Dulles, então director da CIA, numa operação envolveu a Irmandade Muçulmana, na época associada aos nazis e que nos tempos mais recentes deu origem à al-Qaeda.

A ligação entre os muçulmanos radicais e os nazis, conforme explica Jim Marrs no seu livro "A Ascensão do Quarto Reich", começou com o fundador da Irmandade Muçulmana, Hassan al-Wahhab, que formou um grupo de juventude egípcia, dedicada à reforma social e à moral islâmica. Wahhab era um devoto seguidor de Muhammad ibn Abd al-Wahhab, o muçulmano do século XVIII que fundou a seita Wahhabi, que ensina que qualquer acrescento ou interpretação à lei islâmica posterior ao século X é falsa, devendo por isso ser erradicada de qualquer forma, nem que seja pela violência.

"Nos anos 20 havia um jovem egípcio chamado Al-Banna, de um grupo denominado a Irmandade Muçulmana. Al-Banna era um admirador de Adolf Hitler e escrevia-lhe frequentemente. Foi tão persistente na sua admiração pelo recém-criado partido nazi, que nos anos 30 a Irmandade Muçulmana tornou-se num ramo secreto dos serviços secretos nazis", diz Marrs, citando o antigo advogado John Loftus, que teve acesso quase ilimitado a vários documentos classificados dos Estados Unidos e da NATO. Nessa época, explica , "os nazis árabes tinham muito em comum com as novas doutrinas nazis de então. Odiavam os judeus, a democracia e a cultura Ocidental, pelo que se tornou uma política oficial do Terceiro Reich desenvolver secretamente a Irmandade Muçulmana como um exército no Egipto. Quando começou a guerra, a Irmandade Muçulmana prometeu que iria ajudar o general Erwin Rommel (comandante do Afrika Korps), assegurando-se de que não houvesse um único soldado inglês ou americano vivo, no Cairo ou em Alexandria". Apesar de terem falhado a promessa, os batedores árabes do exército alemão causaram sérios problemas às forças aliadas durante os combates no norte de África durante toda a guerra.

Depois da Segunda Guerra Mundial, escreve Jim Marrs, "a Irmandade Muçulmana e os seus aliados alemães foram procurados por crimes de guerra, uma vez que não eram considerados uma unidade militar tradicional, e depois de várias prisões no Cairo, os seus membros foram entregues aos serviços secretos britânicos que os contrataram para combater o recém-criado Estado de Israel".

Apesar de, segundo o autor, dentro da própria Mossad (serviços secretos israelitas) poucos saberem disso na altura, "muitos dos membros dos exércitos árabes e dos grupos terroristas que tentaram esmagar Israel logo no início, foram os árabes nazis da Irmandade Muçulmana. O que os serviços secretos britânicos fizeram então, foi "vender" os àrabes nazis à antiga OSS, que mais tarde se tornou na CIA, liderada por Allen Dulles. A ideia era usar os nazis árabes no Médio Oriente como um contra-peso aos árabes comunistas. No entanto, os egípcios ficaram assutados com a ideia e Nasser ordenou a toda a Irmandade Muçulmana que saísse do Egipto (1954), sob pena de prisão e execução. Durante os anos 50, a CIA evacuou os nazis da Irmandade Muçulmana para a Arábia Saudita".

Em 1979, a CIA atraiu fanáticos sauditas entre os membros desta Irmandade e enviou-os para o Afeganistão para combater os soviéticos. Num destes grupos, que uma vez fora do Afeganistão viria a ser conhecido como al-Qaeda, estava um jovem saudita, de nome Osama bin Laden. Após a retirada da União Soviética do Afeganistão, os sauditas não quiseram esses fanáticos de volta. Actualmente, conforme afirma Jim Marrs, "Existem muitos ramos muçulmanos radicais, mas são todos da Irmandade Muçulmana, um veneno que se espalhou pelo Médio Oriente e, após o 11 de Setembro, pelo resto do mundo".

Saiba mais sobre a influência nazi no moderno terrorismo islâmico


Saiba mais sobre a história da divisão muçulmana das Waffen SS


fonte: DN

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Governo egípcio diz que violência é "fruto de conspiração"

O vice-presidente egípcio, Omar Suleiman, afirmou, hoje, quinta-feira, numa entrevista televisiva, que a violência entre os manifestantes pró e anti presidente Hosni Mubarak, registados desde quarta-feira no Cairo, resulta de "uma conspiração". O mais recente balanço oficial de vítimas aponta para 13 mortos e cerca de 1200 feridos.


Numa entrevista à televisão estatal, Omar Suleiman defendeu que os incidentes resultam de "uma conspiração" fomentada por pessoas no Egipto ou, até mesmo, por pessoas no estrangeiro.

Realçou que, se os protestos continuarem, o país ficará paralisado, pelo que prometeu mão dura contra os manifestantes. "Os sabotadores serão castigados", advertiu.

O pedido da saída imediata do presidente Hosni Mubarak é um "apelo ao caos", segundo realçou.

Omar Suleiman afirmou que é necessário realizar muitas reformas em pouco tempo, no âmbito da actual Constituição, embora lhe vão ser feitas emendas antes das eleições presidenciais marcadas para Setembro.

Adiantou serem necessários entre cinco a 10 dias para realizar as conversações necessárias para efectuar as emendas à Constituição. «Temos de fazer muitas mudanças em menos de 200 dias», disse, referindo-se às eleições, às quais o presidente Hosni Mubarak já anunciou que não se recanditará.

Acrescentou ser necessário tempo para o diálogo entre as partes, mas quer que este inclua representantes dos jovens, que tiveram um papel fundamental no eclodir da revolução egípcia.

"O presidente encarregou-me de iniciar o diálogo, alguns partidos já responderam, outros ainda não», salientou. Sublinhou, também, que «algumas pessoas têm tentado causar instabilidade, fricção e medo», e que o Exército está a tentar impedir os confrontos.

O vice-presidente divulgou, ainda, dez dias depois do início da onda de contestação, que a Irmandade Muçulmana, o principal movimento de oposição no Egipto, foi convidada para participar no diálogo entre o Governo e a oposição.

Por outro lado, Omar Suleiman desvalorizou o pedido de democratização do país feito pela comunidade internacional. No seu entender, "é inaceitável" que países estrangeiros se intrometam em "assuntos internos".

A agência France Presse noticiou que, na praça Tahrir, onde se concentram os protestos, foi espancado até à morte um estrangeiro, o que ocorre pela primeira vez desde o início da contestação a Hosni Mubarak, a 25 de Janeiro, mas desconhece-se a identidade ou a nacionalidade da vítima.


Os graves confrontos que se registam no Cairo desde quarta-feira alastraram a diferentes bairros da cidade, cenário de tiroteios, agressões com arma branca e atropelamentos por veículos descontrolados.

Os jornalistas estrangeiros têm sido alvo de agressões e perseguições, quer pelos manifestantes pró-governamentais, quer pela polícia militar. De acordo com o jornal espanhol "El País", seis jornalistas catalães foram detidos pela polícia militar egípcia e colocados num autocarro com os olhos tapados. Por sua vez, a BBC-Brasil revela que um jornalista brasileiro do jornal "Zero Hora" foi atacado e roubado por um grupo de 50 simpatizantes de Mubarak.

O vice-presidente divulgou, ainda, dez dias depois do início da onda de contestação, que a Irmandade Muçulmana, o principal movimento de oposição no Egito, foi convidada para participar no diálogo entre o Governo e a oposição.

Omar Suleiman, antigo chefe dos serviços secretos egípcios, tomou posse no sábado passado. É o primeiro vice-presidente em quase 30 anos de presidência de Hosni Mubarak.

fonte: JN

Preço dos alimentos a nível mundial atinge novo recorde


Os preços dos alimentos a nível mundial atingiram um novo recorde em Janeiro, o sétimo aumento consecutivo, devido à escalada no preço das matérias-primas, indicou hoje a Organização das Nações Unidas (ONU).

Um índice de 55 matérias-primas alimentares, calculado pela FAO (Food and Agriculture Organization) subiu 3,4 por cento face a Novembro, um aumento de 231 pontos base, o sétimo aumento consecutivo.

A liderar os aumentos estiveram as matérias-primas relacionadas com os lacticínios, que lideraram os crescimentos entre as cinco categorias de produtos alimentares, com uma subida de 6,2 por cento, indicou a agência com sede em Roma.

Os preços das matérias-primas relacionadas com alimentos alargaram as subidas no mês passado, após uma escalada em 2010 devido às secas e cheias que se fizeram sentir desde a Rússia à Argentina, causando graves danos nas plantações.

Os elevados preços dos alimentos contribuíram para a escalada das tensões e dos protestos na Tunísia que levaram ao exílio do presidente Abidine Ben Ali no mês passado e às manifestações que ainda se fazem sentir nas ruas do Egito, onde os manifestantes exigem a demissão do presidente Hosni Mubarak, que já anunciou que não ser irá recandidatar nas eleições de Setembro, depois de mais de três décadas no poder.

fonte: Sol

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