RELÓGIO DO APOCALIPSE

domingo, 30 de janeiro de 2011

Caças sobrevoam o Cairo onde estão milhares de manifestantes


Milhares de egípcios demonstram a sua força na Praça Tahir e pedem que Mubarak parta

Vários aviões de caça estão a sobrevoar a capital egípcia a baixa altitude, num dia em que milhares de manifestantes continuam a protestar na praça Tahir, símbolo dos protestos.

A praça Tahrir tem sido palco de confrontos nos últimos dias entre a polícia e manifestantes que protestam contra o regime do presidente Hosni Mubarak.

Milhares de manifestantes no local eram hoje, domingo, vigiados por um contingente militar que delimitou um perímetro em torno da praça, mas a atmosfera era menos tensa.

"Os soldados são nossos, são do povo", disse um dos manifestantes à Lusa, enquanto outro criticou a actuação da polícia, acusando-a de, concertadamente com o regime, "fazer as pessoas sentirem-se inseguras e usar o seu descontentamento como desculpa para matar inocentes".

Entretanto, a administração Obama revelou que não começou ainda a discutir a possibilidade de suspender a ajuda americana ao Egipto, assegurou hoje a secretária de Estado, Hillary Clinton.

A chefe da diplomacia americana sublinhou que o presidente egípcio, que é contestado pela população, ainda não fez o suficiente pela democratização do país, mas mostrou ser partidária de "uma transição ordenada".

Enquanto isso, na praça de Tahir, a multidão insiste em pedir a saída de Mubarak.

fonte: JN

Reserva alimentar deve ser uma prioridade política para Portugal


Guardar aliementos para enfrentar situações de crise alimentar, catástrofes naturais ou convulsões sociais inesperadas é algos que preocupa pouco os portugueses.

Portugal deve dar prioridade política à constituição de uma reserva alimentar, defendeu hoje o presidente da AICEP, Basílio Horta.

Basílio Horta, presidente da AICEP , alertou para o aumento dos preços dos bens alimentares a nível internacional e para a elevada dependência de Portugal face ao exterior.

"Ter uma reserva alimentar é uma questão de prioridade política", declarou o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), acrescentando que Portugal "tem terras disponíveis" e deve aproveitá-las para "não continuar a importar dois terços do que consome".

O presidente da AICEP falou à Lusa após um pequeno-almoço sobre o sector agro-alimentar, organizado pela Vida Económica, sublinhando que as exportações têm aumentado e representam já cerca de 11% do total nacional, "o que revela um grande esforço por parte do setor". Ainda assim, a balança comercial ainda apresenta um défice de €4 mil milhões.

Pôr os campos a produzir

Basílio Horta frisou que se torna "cada vez mais relevante a criação de uma reserva alimentar que passa por todo o género de alimentos" e que é preciso incentivar a produção agrícola, face ao aumento dos preços dos alimentos e das matérias-primas.

Recorde-se que Portugal depende em mais de 80% do exterior para suprir as suas necessidades só no sector dos cereais. O país apenas é auto-suficiente em vinho, leite, hortofrtícolas e carne.

No subsector do azeite Portugal começa agora a aproximar-se da autosuficiência, após quatro décadas de grande dependência do exterior, nomeadamente de Espenha.

fonte: Expresso

I WANT YOUR INTERNET OFF


Haverá dois sóis em 2012


Uma segunda estrela pode aparecer no céu já em 2012, revelou Brad Carter, professor de Física da Universidade Southern Queensland, na Austrália.

Segundo o investigador, uma explosão dez milhões de vezes mais brilhante que o sol formar-se-á e aparecerá Betelgeuse - uma estrela em fim de ciclo devido ao fim do combustível no seu centro.

Brad Carter frisa que, com a explosão na nebulosa de Orion, «a terra receberá de imediato um intenso brilho durante um breve período de tempo, cerca de duas semanas, vindo a desvanecer-se posteriormente e podendo não ser visível em todos os pontos da terra». Outros investigadores, contudo, são adversos a esta teoria, defendendo que a explosão pode provocar um buraco negro a uma distância de 1.300 anos luz do nosso planeta.

A detonação da velha estrela do céu nocturno - Betelgeuse - fará com que se possa observar uma chuva de neutrinos, iluminando o céu de noite. Esta explosão não afectará a vida na terra, já que a Betelgeuse é formada por elementos existentes na terra como alcatrão, ouro, prata e urânio.

Brad Carter afirma que a presença desta nova estrela só irá beneficiar a Terra já que «fornecerá elementos necessários para a sobrevivência e continuidade da espécie animal». Após a explosão, a mistura dos componentes da nova estrela farão com que a noite na terra seja 99 por cento iluminada, tornando-se também em dia.

Esta notícia, segundo o news.com.au, está a ser encarada como um presságio do apocalipse. Associado ao «Star Wars», a provável explosão da Betelgeuse já está a despertar o pânico entre algumas pessoas, provocando a procura a produtos enlatados e locais onde se possam abrigar.

fonte: TVI 24

Inquérito federal conclui que crise podia ter sido evitada


A crise mundial de 2008 foi um desastre «evitável» causado por falhas generalizadas na supervisão governamental das operações financeiras, má gestão empresarial e jogadas de risco negligentes em Wall Street, concluiu um inquérito federal nos Estados Unidos.

A comissão que investiga a crise apontou o dedo em várias direcções: acusou duas administrações, culpou a Reserva Federal (FED) e outros reguladores por terem permitido uma mistura calamitosa de operações: empréstimos hipotecários nefastos, venda de dívidas a investidores e apostas arriscadas em títulos suportados pelas dívidas.

«A maior tragédia é aceitarmos que ninguém poderia ter previsto este cenário e que nada pudesse ser feito», pode ler-se no relatório da investigação, citada pelo The New York Times. «Se aceitarmos esta realidade, ela vai repetir-se outra vez».

Enquanto o painel de investigadores da Comissão de Inquérito à Crise Financeira acusa várias instituições financeiras de «ganância», «incompetência» ou ambas, algumas das falhas mais graves encontram-se ao nível estatal, o que é embaraçoso para ambas as partes. Porém, o painel era dividido também em opostas linhas partidárias, o que poderá ter diminuído o impacto das conclusões.

O relatório critica principalmente dois presidentes da Reserva Federal: Alan Greenspan, dirigente quando a bolha imobiliária rebentou, e o seu sucessor, Ben S. Bernanke, que não previu a crise, mas desempenhou um papel crucial na resposta.

A comissão realizou audições ao longo de 19 dias e entrevistas com mais de 700 testemunhas. Este material deverá ser divulgado online.

Muitas destas conclusões têm sido amplamente faladas, mas o conjunto de entrevistas, documentos e testemunhos, juntamente com o aval da Administração Obama, imprime autoridade e uma vitória clara das teorias que já vinham sendo defendidas por outros especialistas, entre as quais o documentário de Charles Ferguson, Inside Job.


fonte: Sol

Google bloqueia resultados relacionados com downloads ilegais


O Google está a filtrar os resultados das buscas que sugerem sites que estejam relacionados com downloads ilegais

Kent Walker, no blog de políticas públicas da Google, afirma que «mesmo sendo difícil saber com segurança quais as palavras que são utilizadas numa pesquisa para encontrar conteúdos protegidos, vamos trabalhar para evitar que os resultados que aparecem automaticamente sejam disponibilizados».

Este compromisso tinha sido afirmado em Dezembro, e agora o site Torrentfreak vem afirmar que esta medida já está em vigor, assegurando que o Google Instant já não mostra os resultados que estejam relacionados com downloads que possam ser suspeitos de violar os direitos de autor.

Segundo o site já não aparecem os resultados que estejam relacionados com Megauload, Rapidshare e BitTorrent

fonte: Sol

sábado, 29 de janeiro de 2011

Manifestante egípcio atingido a tiro

Egipto em estado de alerta máximo e internet bloqueada


Desde o início dos protestos já morreram seis pessoas

As forças de segurança egípcias estão em estado de alerta máximo desde a madrugada, sendo esperadas milhares de pessoas nas ruas de várias cidades, incluindo a capital, onde o influente opositor reformista Mohamed ElBaradei se irá juntar aos protestos contra o Presidente, Hosni Mubarak.

Com a vaga de contestação a entrar hoje no quarto dia consecutivo – e um balanço acumulado de seis mortos, quatro manifestantes e dois polícias – há relatos esta manhã de um bloqueio quase total dos serviços de internet e comunicações textuais por via telefónica, que foram até agora usados pelos manifestantes para se organizarem.

O Governo terá mesmo dado ordens aos quatro principais fornecedores de internet no país (Link Egypt, Vodafone/Raya, Telecom Egypt, Etisalat Misr) para cessarem os seus serviços, afectando as ligações ao exterior de clientes privados, empresas, bancos, escolas e até departamentos governamentais. A empresa norte-americana de monitorização da Internet Renesys, que confirmou a interrupção de serviços no Egipto, avaliou que esta suspensão “não tem precedentes na história da Internet”.

Há relatos igualmente de que foram detidas durante a noite várias figuras de topo dos movimentos de oposição ao regime, sobretudo da Irmandade Muçulmana – o maior no Egipto – depois de a organização ter declarado pela primeira vez oficialmente que apoiava os protestos populares.

O Governo de Mubarak, há três décadas no poder, afirmou estar aberto ao diálogo, mas também avisou que tomaria “medidas firmes” para responder à vaga de protestos, que copia a revolta popular na Tunísia, a qual culminou com o derrube do chefe de Estado, Zine al-Abidine Ben Ali. Os manifestantes exigem o afastamento de Mubarak e protestam contra a subida dos preços, o desemprego e o exercício autoritário do poder no país que permite quase ou nenhuma oposição.

É esperado que hoje os protestos sejam os maiores desde terça-feira, contando agora com a participação de ElBaradei – figura de estatuto internacional, ex-director da agência nuclear das Nações Unidas e prémio Nobel da Paz em 2005 – o qual chegou ao Cairo ontem à noite com a “disponibilidade” para liderar a “transição política” no país, “se a população assim o quiser”. Os primeiros sinais são de enormes congregações populares ao início desta tarde, logo após as orações de sexta-feira.

“Isto é uma revolução. Todos os dias vamos aqui voltar”, prometia um jovem manifestante, de 16 anos, ontem à noite em Suez, onde foram registadas escaramuças com a polícia pela madrugada dentro, e onde tinham morrido três dos quatro manifestantes nos confrontos com as forças de segurança.

Obama apela a reformas

Ainda ontem à noite, o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pôs na mesa pela primeira vez o seu peso político desde o início da crise no Egipto, insistindo que é “absolutamente crítico” que o regime do Cairo faça reformas.

Cuidadoso nas palavras, para evitar qualquer sinal de abandono de Mubarak – um importante aliado para o Ocidente – Obama não deixou porém de dizer com clareza que sente “simpatia” para com os manifestantes que expressam agora as suas “frustrações reprimidas” face à ausência de mudanças significativas. “Sempre lhe disse [a Mubarak] que assegurar que avançam nas reformas – políticas, económicas – é absolutamente crucial para o bem-estar a longo prazo no Egipto”.

fonte: Público

Sócrates afirma que Governo não precisa dos conselhos do FMI


fonte: RTP

A Natureza em revolta

As opiniões, teorias, estudos e até filmes falam, explicam e divergem sobre a evolução do Mundo e o destino que nos espera. Mas, existe um facto que ninguém descura, que é o aumento das catástrofes naturais e a intensidade com que estas têm surgido e o grau de destruição que têm deixado por todo o Mundo.

Para além da atividade direta do Homem sobre a Natureza, a expansão da população mundial e a urbanização contribuem e muito para o aumento das catástrofes naturais. 1 em cada 3 pessoas vive a 100 quilómetros do litoral, em 13 das 19 grandes cidades mundiais, com mais de 10 milhões de habitantes. Sendo uma das consequências do aquecimento global a subida do nível do mar, que poderá colocar em perigo milhões de vidas nos próximos anos. Por exemplo, na Indonésia, nos últimos anos, desapareceram 24 ilhas por causa das catástrofes naturais, revelou o ministro indonésio dos Assuntos Marítimos, à agência oficial Antara. “Os cientistas prevêem que a Indonésia possa perder, pelo menos, duas ilhas até 2030”, alertou.

200 milhões em risco, em 2008

Em 2008, mais de 300 catástrofes naturais fizeram cerca de 236 mortos e deixaram 200 milhões de pessoas sem recursos. E, em 2009, foi lançado o relatório “Redução dos riscos de catástrofe: balanço mundial 2009”, o primeiro do género produzido pela ONU. Neste documento é salientado o facto das alterações climáticas, a degradação do Ambiente e a urbanização anárquica estarem a afetar as populações de todo o Mundo.

“Cada país tem a capacidade e o dever de redobrar os esforços para responder a este apelo, para prevenir as catástrofes naturais e atenuar os seus efeitos”, dizia Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas. “Todos nós sabemos que os pobres e os países em desenvolvimento são aqueles que mais sofrem com as catástrofes”, comentou, referindo-se, nomeadamente, ao Bangladesh, à China e à Índia.


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