RELÓGIO DO APOCALIPSE

sábado, 22 de janeiro de 2011

Fundador da Blackwater apoia mercenários sul-africanos


Eric Prince está a dar apoio a uma empresa sul-africana de mercenários que se tenta envolver na guerra civil na Somália, para combater os islamitas e os piratas que actuam no golfo de Áden. Prince é o fundador da Blackwater Worldwide, gigante internacional de segurança envolto em fortes polémicas no Iraque e Afeganistão.

Foi nestas duas guerras que a Blackwater se tornou num gigante milionário, fruto dos contratos de segurança com o Exército norte-americano, diplomatas e políticos. Mas o comportamento negligente dos seus operativos, que resultou em inúmeras mortes de civis no Iraque, tem valido à empresa investigações das autoridades norte-americanas e vários processos judiciais.

De acordo com o The New York Times, Prince mudou-se para os Emirados Árabes Unido no final do ano passado e está a apoiar uma empresa de mercenários que tenta envolver-se na Somália, um país no caos há décadas que é para Prince o novo palco do seu combate contra o radicalismo islâmico. A empresa quer proteger o governo local, da área não dominada pelos islamitas, treinar o exército local, combater os extremistas e ainda os piratas.

fonte: DN

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Portugal paga €11 mil por minuto, só em juros

Portugal vai pagar ao estrangeiro €28,5 mil milhões em juros, dividendos e rendimentos



Os portugueses pagaram, em média, €11 mil por minuto em juros ao estrangeiro ao longo dos 10 primeiros meses de 2010. Até outubro, segundo os últimos dados disponíveis do Banco de Portugal (BdP), foram já pagos €4,7 mil milhões em encargos só com os títulos de dívida (pública e privadas) de curto e longo prazo. Em contrapartida, recebeu apenas €2,8 mil milhões, o que significa um saldo negativo de quase €2000 milhões que foram retirados à riqueza produzida este ano.

Mas isto é apenas uma parte dos rendimentos totais transferidos para o exterior, onde se incluem também remunerações de trabalho, lucros e dividendos de participações em empresas. Quando se incluem todas estas parcelas, a fatia que o exterior leva do produto interno bruto (PIB) português é ainda maior. Até Outubro foi de €6,3 mil milhões mas o BdP estima que possa ser de 4,5% do PIB no final do ano, ou seja, qualquer coisa como cerca de €7,78 mil milhões.

E o pior é que a tendência é para se agravar. No Boletim Económico divulgado esta semana, onde prevê que a economia caia 1,3% em 2011 e cresça 0,6% no próximo ano, o banco central aponta para um agravamento do défice da balança de rendimentos para 5,4% em 2011 e 6,3% em 2012. Assim, os portugueses não terão apenas que enfrentar uma diminuição do PIB este ano como verão aumentar a parte do rendimento nacional transferida para o exterior para pagar dívidas e investimentos em território nacional.

É a consequência do avolumar de dívida externa mas também do aumento dos custos perante a crise da dívida soberana. A taxa de juro da dívida pública a dez anos está agora próxima dos 6,9%. Em média, no ano passado, foi de 4,2%.

Para a banca nacional, altamente endividada no exterior (cerca de €170 mil milhões no final do terceiro trimestre), esta crise traduz-se também em taxas de juro mais altas. Enquanto o Estado tem neste momento uma taxa 5,9% na dívida a cinco anos, há bancos a pagar mais de 10%. Durante o ano passado, perante um mercado monetário com pouca (ou nenhuma) vontade em emprestar às instituições financeiras nacionais, foi o Banco Central Europeu (BCE) a estender a mão. Os empréstimos de Frankfurt atingiram um valor recorde em Agosto, ao chegar a €49 mil milhões. Entretanto, desceu mas voltou a subir em Dezembro para €40,9 mil milhões.

Um buraco a aumentar

Em 2004, por exemplo, o défice da balança de rendimentos foi de apenas 2% do PIB. No próximo ano será o triplo. Entre 2010 e 2012, pelos cálculos do Expresso a partir das projeções do BdP para o crescimento nominal da economia (usando a taxa de inflação por falta de dados sobre o deflator do produto) e para a balança de rendimentos, serão €28,5 mil milhões pagos ao exterior. Cerca de um terço deste valor são juros.

No Boletim Económico, o banco sublinha mesmo que esta situação resulta do "atual contexto de elevados prémios de risco da dívida soberana para Portugal". Sobre a política monetária futura do BCE, o BdP não faz antevisões mas nas projeções admitiu a hipótese de manutenção das atuais medidas durante o horizonte de projeção. Leia-se, a atual política de cedência de liquidez ilimitada nos leilões semanais à taxa fixa de 1% é para continuar até 2012. Antes da crise, os leilões tinham montantes limitados e a taxa era uma base de licitação podendo subir com as ofertas. Está também subjacente a possibilidade de Frankfurt continuar a comprar dívida soberana no mercado secundário para tentar dar alguma estabilidade às taxas de juro e travar a pressão sobre os países periféricos. Esta semana, por exemplo, o BCE fez uma forte intervenção em títulos portugueses na terça-feira para acalmar os investidores antes do leilão de quarta-feira.

O Governo passou esta semana com sucesso o primeiro de muitos testes que tem pela frente este ano. Mas a fatura dos juros do Estado e do setor privado cresce a cada emissão, à medida que as novas taxas (mais altas) vão substituindo as anteriores (mais baixas). O preço a pagar não vai parar de aumentar nos próximos anos. Só nos cerca de quatro minutos que demorou a ler este artigo foram mais €44 mil.

fonte: Expresso

Vaticano terá aconselhado bispos irlandeses a esconder padres pedófilos


Um departamento do Vaticano pediu à Igreja na Irlanda que não informasse as autoridades sobre os padres alegadamente envolvidos em abusos sexuais contra menores, revela uma carta enviada em 1997 e divulgada hoje pela cadeia televisiva irlandesa RTE.

Dirigida aos bispos irlandeses, a missiva critica uma iniciativa que pretendia «informar por obrigação» qualquer denúncia de abuso, política que gerou «sérias reservas» entre as autoridades do Vaticano.

A carta está assinada pelo já falecido arcebispo Luciano Sotero, que representava diplomaticamente o Papa João Paulo II na Irlanda, e poderá ser meio de prova nos julgamentos dos casos, segundo a RTE.

Entretanto, o porta-voz do Vaticano, o padre Federico Lombardi, já reagiu e afirmou que uma carta escrita pelo Núncio Apostólico na Irlanda aos bispos do país, em 1997, não prova uma alegada política de encobrimento dos casos de abusos sexuais, segundo escreve a agência Ecclesia.

«Em primeiro lugar, é preciso notar que a carta não sugere, de forma alguma, que as leis do país não devem ser seguidas», refere o padre Lombardi. O director da sala de imprensa da Santa Sé afirma que a carta tem recebido um «tratamento tendencioso» por parte dos media que a apresentaram como «prova de uma instrução, do Vaticano, para encobrir casos de abusos sexuais de menores».

fonte: DN

Fonte do WikiLeaks condenada a pena suspensa


Rudolf Elmer, o ex-banqueiro conhecido por ter disponibilizado informação ao WikiLeaks, foi considerado culpado por violação do sigilo bancário por um tribunal suíço. A condenação é de dois anos de pena suspensa

O veredicto foi conhecido hoje, num julgamento realizado na Suíça, onde o antigo responsável pelas operações do banco Julius Baer nas Ilhas Caimão era acusado de violação do sigilo bancário e ameaças contra um funcionário da instituição.

Segundo avança a agência Reuters, o ex-banqueiro foi considerado culpado e condenado a dois anos de prisão, com pena suspensa, e uma multa de 7200 francos suíços, cerca de 5500 euros.

Em tribunal Rudolf Elmer, que se tornou conhecido há cerca de três anos por ter disponibilizado informação ao WikiLeaks, chegou a admitir ter divulgado dados financeiros confidenciais às autoridades fiscais da Suíça, mas negou as acusações de ameaças ou ter recebido dinheiro em troca da informação.

Esta semana Rudolf Elmer voltou a ser notícia, depois de ter entregue a Julian Assange, o fundador do site, dois discos rígidos com os dados de cerca de 2 mil pessoas e entidades com dinheiro depositado em contas offshore.

fonte: Sol

Detido dá detalhes sobre tortura apoiada por Londres


Nove celas, dois corredores onde prisioneiros são mantido acorrentados e duas salas de interrogatório compõem um centro de detenção dos serviços secretos do Bangladesh onde se pratica tortura e para onde foram levadas pessoas com nacionalidade britânica, por indicação do Reino Unido, que depois pressionou por informações.

Cerca de uma dúzia de pessoas com nacionalidades dos dois países foram levadas para este centro depois de Londres ter exigido a Dhaka maior colaboração na luta contra o terrorismo. Os suspeitos foram submetidos a tortura enquanto lhes lhes perguntavam por nomes de outros terroristas, por células terroristas no Reino Unido e por ligações destas às mesquitas britânicas. O centro de detenção é controlado por uma unidade paramilitar do Bangladesh que os grupos de defesa dos direitos humanos dizem funcionar como um esquadrão de morte governamental e que foi treinador por operacionais britânicos.

O centro foi concebido para pressionar os prisioneiros através de condições desumanas e tortura. Alguns detidos ficavam em celas minúsculas, enquanto outros ficavam dias ou semanas nos corredores, ajoelhados e com as mãos acorrentadas por cima das cabeça, segundo os relatos obtidos pelo The Guardian.

Numa das salas de interrogatório praticava-se tortura através de choques eléctricos. Antigos detidos dizem que o chão estava cheio de unhas arrancadas. Noutra sala os prisioneiros eram expostos a fotos de torturados antes de serem drogados e amarrados a uma cadeira, que girava a 180 rotações por minutos.

fonte: DN

Preço da gasolina atinge recordes históricos


De acordo com o site do Diário Económico, o preço da gasolina avançou para o valor mais elevado de sempre, superando o máximo registado em Julho de 2008 de 1,525 euros por litro.

As gasolineiras voltaram a aumentar o preço dos combustíveis, noticia a edição online do "Diário Económico". A Galp aumentou o preço do litro da gasolina em 2 cêntimos e o gasóleo em 3 cêntimos, avançou fonte da empresa ao jornal económico. Um litro litro de gasolina na Galp custa agora 1,533 euros e o gasóleo 1,348 euros o litro.

A BP também aumentou os preços. A gasolina sem chumbo 95 e o gasóleo sofreram um acréscimo de 1 cêntimo, passando para 1,529 euros e 1,329 euros por litro, respectivamente.

Também a Cepsa alterou os preços, com um aumento de 2,1 cêntimos no gasóleo e de 1 cêntimo na gasolina. Na Cepsa, um litro de gasóleo custa 1,339 euros e a gasolina 1,523 euros o litro.

fonte: DN

Após escândalo vem a lista de medicamentos sob vigilância


A França publicou uma lista de 59 medicamentos que estão sob um procedimento especial de vigilância, para acompanhar eventuais efeitos secundários ou testar a real eficácia do fármaco. Um "novos sistema" mais independente da indústria farmacêutica é que promete o governo francês depois do escândalo Mediator.

Este medicamento, cujo princípio activo é o benfluorex, era usado como anti-diabético e também para tratar da obesidade. Segundo um relatório recente do estado francês, deveria ter sido retirado do mercado em 1999, mas, quando alguns países proibiram o uso do Mediator como fármaco anti-obesidade, a Servier forçou a sua manutenção no mercado como anti-diabético, levando à morte de entre 500 e 2000 pessoas devido ao efeitos secundários.

A passividade da a Agência Francesa de Segurança Sanitária dos Produtos de Saúde (Afssaps) era tal que só em 2009 o Mediator foi retirado do mercado francês. A Afssap publicou uma lista de 59 medicamentos que estão sob vigilância, noticia do Le Parisien, mas ficaram de fora vários medicamentos apontados como perigosos ou inúteis pela revista Prescrire (alguns em Portugal, ver relacionado), que denunciou o caso Mediator.

Bruno Toussaint, director da revista, está insatisfeito, pois continuarão as ser as farmacêuticas a reportar à Afssaps os registos dos efeitos secundários e não peritos independentes. Os laboratórios Servier já foram visados por buscas das autoridades.

fonte: DN

Todos os dias comemos substâncias tóxicas às refeições


Viktor Iushchenko quase morreu vítima de uma tentativa de assassínio com uma dioxina quando era candidato à presidência da Ucrânia, a mesma que agora foi parar, em valores quase residuais, a ovos e carne de porco e frango da Alemanha. As substâncias tóxicas fazem parte do menu diário da alimentação dos humanos, que em 80% dos casos adoecem devido a dietas contaminadas ou erradas.

As dioxinas, tóxicos cancerígenos criados pelos humanos e usados na guerra do Vietname, foram introduzidos na cadeia alimentar por produtores de rações para animais, que se suspeita terem tentado poupar nos custos comprando óleos de resíduos de biodiesel, não autorizados para uso humano. Milhares de quintas que tinham comprado as rações contaminadas foram encerradas e os respectivos animais abatidos.

Peritos ouvidos pelo El Mundo dizem que este escândalo não é uma excepção. "Não é um caso isolado. Numerosos estudos têm documentado que a contaminação com dioxinas e outros compostos orgânicos persistentes é habitual em rações e alimentos", afirmou Miquel Porta, catedrático de saúde Pública da universidade Autónoma de Barcelona.

"Já vimos vários escândalos que demonstram o fracasso do sistema de gestão e controlo dos contaminantes químicos. Assim que uma substância química perigosa é fabricada ou é gerdo por uma emissão [poluente], acaba por chegar ao meio ambiente, à cadeia alimentar e às pessoas. Há uma incapacidade do sistema para evitar e prevenir isto", alertou Dolores Romano, coordenadora da área de risco químico do Instituto Sindical de Trabalho, Ambiente e Saúde, em Espanha.

fonte: DN

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Veja o vídeo do debate "O estado a que o Estado chegou"


A Grande Investigação DN revelou o verdadeiro peso do Estado na economia. Na sexta-feira, 14 de Janeiro, o assunto foi alvo de um grande debate, que pode ver aqui na íntegra.

A debater "O Estado a que o Estado chegou" esteve Lebre de Freitas, economista e professor universitário, Miguel Cadilhe, ex-ministro das Finanças, Carlos Moreno, juiz jubilado do Tribunal de Contas, e Álvaro Santos Pereira, professor universitário. O debate foi moderado por António Perez Metelo, redactor principal do Diário de Notícias, e realizou-se no Auditório DN, em Lisboa.











fonte: DN

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