RELÓGIO DO APOCALIPSE

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Corrupção existe, mas sem pena!


Na última década, em Portugal, tornou-se pública a investigação feita aos crimes económicos, o que fez com que muitas notícias de supostas corrupções se tornassem conhecidas. E digo supostas, porque este é um crime muito difícil de provar, já que ninguém vai assumir abertamente que corrompeu, nem que foi corrompido. Contudo, a verdade é que estas histórias chegam a público, com escutas autorizadas ou não, e uma coisa é certa as coisas sabem-se! Só que as benditas das escutas, muitas delas não autorizadas pelas instâncias competentes, acabaram por não poder servir de prova nem para abrir um processo, nem para provar a culpa ou a inocência.

Em Portugal tivemos dois casos que foram, de facto, os mais mediáticos: o famoso “Apito Dourado” e os vários episódios que recaíram sobre o primeiro-ministro, José Sócrates. Só que o pior do “circo” que foi montado em volta destas situações foi o facto de nunca se saber, de forma inequívoca, se os visados eram culpados ou inocentes, ou seja, ficou sempre no ar, com o arquivamento dos processos, a eterna dúvida: será que eram mesmo inocentes? Será que se não tivessem o poder ou a notoriedade, os processos também teriam sido arquivados? Estas e muitas outras perguntas ficaram sem resposta.

Os portugueses e a corrupção

Para 83% dos portugueses o flagelo da corrupção piorou em Portugal, durante esta década; e 75% consideram que as medidas que o Governo tem vindo a tomar para a combater são insuficientes, inclusive o deputado do PS apresentou propostas de lei para combater a corrupção, mas foi afastado da bancada socialista.

Segundo uma sondagem feita em vários países, Portugal inclusive, este problema é uns dos grandes flagelos dos nossos dias, pois, para além da evolução tecnológica ter trazido muitas vantagens, também trouxe mais e melhores formas de fugir à investigação deste género de crimes. 3% dos portugueses inquiridos afirmaram ter pago um suborno nos últimos 12 meses, isto foram apenas os que admitiram.

No nosso País, 7 em cada 10 crimes de corrupção são praticados nas autarquias, ou seja, no poder local, onde os responsáveis políticos estão muito mais próximos das pessoas, quer isto dizer, que o vereador da área A, B ou C tem sempre o primo ou o amigo do amigo que conhece e que facilita o acesso a determinadas decisões.

Os portugueses também consideram os partidos políticos, a Assembleia da República e a Justiça como a áreas mais corruptas; em sentido contrário, encararam os religiosos como os menos corruptos; e os setores vistos como mais sensíveis à corrupção são a Polícia, a Justiça e os Registos.


Pensões dos políticos custaram 80 milhões em 10 anos


O mais recente relatório da Caixa Geral de Aposentações, a que o Diário de Notícias teve acesso, revela que o Estado gastou mais 3,5 milhões de euros com 383 deputados do que com as reformas de mais de 22 mil pensionistas que ganham até 217 euros.

Para um funcionário público ter acesso à reforma precisa de trabalhar 30 anos. Porém, até 2005, bastava a um político trabalhar oito ou 12 para ter direito a uma pensão vitalícia. De acordo com o DN, são estas pensões para a vida toda que vão custar ao Estado 80 milhões de euros só numa década.

Entretanto, revela também a investigação do DN, a despesa subiu todos os anos, gastando-se já mais 33% com estas pensões do que há 10 anos. ES a tendência é que este valor dispare ainda mais.

Segundo as contas do DN, o somatório da despesa com estas pensões é superior ao conjunto de todas as pensões mínimas.

Almeida Santos, Manuela Ferreira Leite ou Santana Lopes são exemplos de beneficiários desta reforma, assim como os candidatos presidenciais Manuel Alegre e Cavaco Silva, embora este último tenha abdicado da pensão enquanto exerce o cargo de Presidente da República.

fonte: Sol

EUA pediram ao Twitter dados sobre apoiantes do WikiLeaks


O Governo norte-americano pediu ao Twitter dados pessoais sobre várias pessoas relacionadas com o WikiLeaks

A informação surge em documentos judiciais de um tribunal do estado da Virgínia citados pela BBC.

De acordo com os documentos, a justiça norte-americana pediu ao popular serviço de micro-blogues diversos dados pessoais sobre pessoas ligadas ao site criado por Julian Assange.

Os dados das pessoas em causa, que incluíam o próprio Assange ou uma deputada islandesa, diziam respeito à identidade dos visados no Twitter, morada, contacto telefónico ou detalhes de pagamentos, entre outros aspectos.

Nos documentos a informação detida pela rede social é descrita como «relevante para uma investigação criminal em curso».

Datados de 14 de Dezembro de 2010, os documentos referem que o Twitter teria de dar uma resposta às autoridades no prazo de três dias, sem contudo tornar pública a investigação.

A estação britânica refere que as ordens do tribunal foram entretanto alteradas e a empresa detentora do serviço pôde revelar o pedido aos utilizadores visados.

Em comunicado Julian Assange critica a ordem judicial afirmando que «se o Governo iraniano tentasse obter de forma coerciva esta informação de jornalistas ou activistas estrangeiros, os grupos de direitos humanos de todo o mundo falavam no assunto», adiantando que o caso apenas foi conhecido devido ao próprio Twitter.

Em declarações à BBC o advogado do criador do WikiLeaks, Mark Stephens, argumenta que «é uma grade desilusão que o Departamento de Justiça [dos EUA] tenha deixado de brincar aos advogados e passou a brincar às políticas».

Já o Twitter negou comentar o pedido das autoridades e revelou que «para ajudar os utilizadores a proteger os seus direitos, é nossa política notificá-los sobre pedidos de informação legais e governamentais, a não ser que sejamos impedidos por lei de o fazer».

fonte: Sol

domingo, 9 de janeiro de 2011

Maioria das entidades públicas não apresenta contas

Combustíveis pagam Scut

Datado de 27 de Maio de 2005


Para pagar as Scut, o Governo vai aumentar em 2,5 cêntimos o preço por litro dos combustíveis - gasolina e gasóleo. O aumento será feito em cada um dos próximos três anos, à margem do aumento normal que acompanha a inflação e a oscilação do preço do petróleo.

fonte: DN

MQ-9 Reaper, Predator B UAV

CNPD vai analisar se ACAPOR recolheu ilegalmente números de IP

A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) confirma que recebeu várias queixas de utilizadores que alegam que a ACAPOR recolheu ilegalmente números de IP para apresentar queixas contra piratas.


Contactada pela Exame Informática, a CNPD não se quis comprometer com qualquer data para o anúncio de uma decisão sobre o assunto.

Os responsáveis da comissão recusaram ainda fornecer dados sobre o processo, mas lembram que o veredicto final que, eventualmente, venham a tomar é independente do processo que está em curso na Procuradoria-Geral da República.

Neste momento, estão sobre a mesa três cenários: 1) A CNPD conclui que não há prática ilícita ou criminal e arquiva as queixas; 2) A CNPD conclui que houve ilícito contra-ordenacional e aplica coimas ou ordena a destruição da informação que originou a violação dos dados pessoais; 3) se verificar que houve prática criminosa, a CNPD encaminha o processo para a PGR para dar início a uma acusação.

Em qualquer destes desfechos, caberá à PGR decidir se, apesar da decisão da CNPD, dá ou não seguimento ao processo iniciado pela ACAPOR com a apresentação de mil denúncias de pirataria que têm por base a recolha de números de IP.

Ao que a Exame Informática apurou, a propriedade dos sites onde se procedeu à recolha dos números de IP é um dos elementos determinantes para determinar se a recolha dos números de IP levada a cabo pela ACAPOR é ou não ilegal.

Os técnicos da CNPD terão ainda de analisar quais os meios usados para a recolha dos números de IP, se estes dados podem ser considerados de foro privado, se foram encaminhados para entidades "terceiras", e deveriam ou não ter exigido a autorização da CNPD.


Vêm aí os micróbios programáveis


A bactéria E.coli pode tornar-se programável em breve

Investigadores da Universidade da Califórnia e da Life Technologies estão a desenvolver um software que permite programar micróbios para a execução de diferentes funções

A investigação liderada pela Universidade da Califórnia tem por objetivo o desenvolvimento de um sistema que permite criar automaticamente "circuitos genéticos" em micróbios, informa a Technology Review.

Com a inclusão destes circuitos, os investigadores norte-americanos acreditam poder controlar os volumes e a variedade de genes, proteínas ou biomoléculas que são consumidos ou transportados por organismos microscópicos. Desta forma, torna-se possível determinar as tarefas que cada micróbio ou outro ser minúsculo deverá executar em cada momento ou cenário.

O desenvolvimento de um software específico tornaria mais fácil a vida aos bioengenheiros que têm como missão programar organismos microscópicos. Atualmente, a equipa liderada pelo investigador Christopher Voigt tem vindo a testar o novo conceito em bactérias E.Coli (responsáveis por intoxicações alimentares e afins), tendo já criado componentes que servem de circuitos básicos que, mais tarde, poderão ser usados pelo software que está a ser desenvolvido em parceria com a Life Technologies.

Quando o novo software estiver concluído, programar um micróbio será muito parecido com o que já se faz ao desenvolver uma nova aplicação, garantem os investigadores norte-americanos. A Technology Review publicou um vídeo sobre a investigação.


Mil portugueses acusados de pirataria foram denunciados hoje


Mil utilizadores da Internet que fizeram downloads ilegais de filmes foram denunciados esta manhã à Procuradoria-Geral da República.

A queixa partiu da Associação do Comércio Audiovisual, Obras Culturais e Entretenimento, que promete repetir a acção nos próximos meses.

fonte: IOL

Alerta de segurança para pessoas referidas nos telegramas


Activistas dos direitos humanos, membros de governos estrangeiros e empresários estão a ser alertados pelo Departamento de Estado dos EUA de que os seus nomes estão referidos nos telegramas diplomáticos obtidos pelo WikiLeaks e que a sua segurança está em risco.

De acordo com o The New York Times, a operação do governo norte-americano envolve 30 pessoas em Washington e vária embaixadas de países onde pessoas que forneceram informações aos EUA possam correr riscos de vida, desde o Afeganistão até ao Zimbabué.

Algumas dessas pessoas já foram deslocadas para locais seguros. Ainda não há registos de ataques ou detenções como resultado directo dos telegramas obtidos pelo WikiLeaks, mas o Ministério tutelado por Hillary Clinton admite que muitos activistas e dissidentes estão sob constante pressão dos seus governos, logo é difícil saber se há alguma relação com a fuga de informação com milhares de documentos diplomáticos.

Além disso, diz o mesmo jornal, a preocupação do Departamento de Estado norte-americano prende-se com o que ainda está por publicar: 99% dos 251287 telegramas na possa do WikiLeaks.

fonte: DN

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