RELÓGIO DO APOCALIPSE

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Gastos mais 100 milhões na última semana do ano

Os portugueses movimentaram mais de mil milhões de euros com cartões de débito e crédito entre 27 de Dezembro 2010 e 2 de Janeiro deste ano, mais 103 milhões face ao mesmo período de 2009, revelou a SIBS.


7,1 milhões de euros levantados e 14,3 milhões em compras

Este valor corresponde a um aumento do dinheiro movimentado, através de levantamentos e compras pagas nos terminais de pagamentos automáticos, de 9,7%.

De acordo com a SIBS, que gere a rede Multibanco, no período entre 27 de Dezembro do ano passado e 2 de Janeiro deste ano, foram efectuados, nas caixas automáticas da rede Multibanco, 7,1 milhões de levantamentos no valor de 519 milhões de euros, mais 4,21%. Uma média de 73 euros por dia, quando em 2009 este valor se fixou nos 72 euros.

No mesmo período, foram efectuadas nos terminais de pagamento automático 14,3 milhões de compras no valor de 643 milhões de euros, o que representa um aumento de 14,6%.

A média diária de compras foi de 45 euros, mais dois euros que no período homólogo.

fonte: JN

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Internautas bloquearam sites governamentais na Tunísia para protestar contra o regime

 

Ben Ali (à esquerda) e Habib Bourguiba, falecido em 2000, foram os dois únicos presidentes da Tunísia em 55 anos

Os protestos foram desencadeados pela morte de um vendedor ambulante que se imolou pelo fogo e agora passam também por ataques aos sites governamentais.

Vários sites ligados ao governo da Tunísia, liderado há 23 anos pelo Presidente Zine el-Abidine Ben Ali, estiveram bloqueados durante horas devido a ciberataques de internautas contra o regime tunisino. Os protestos, os piores dos últimos anos, intensificaram-se após a morte de Mohammed Bouazizi, um licenciado no desemprego, de 26 anos, que tentou imolar-se pelo fogo a 17 de Dezembro, depois de as autoridades lhe terem confiscado o seu carrinho de venda ambulante, e acabou por morrer na sequência dos ferimentos.

Esta quarta-feira estiveram bloqueados vários sites do governo tunisino, o do banco Zitouna e o da agência tunisina ligada à Internet, adiantou a AFP. Os ataques foram a reposta a um apelo feito por um grupo que se apresenta como “Anónimos” e protesta contra os ataques à liberdade de expressão na Tunísia e o “nível escandaloso de censura” no país. O grupo sublinhou também a responsabilidade dos órgãos de informação internacionais em “dar conta daquilo que os meios de comunicação tunisinos não podem relatar”.

“Os tunisinos estão fartos de 23 anos de ditadura, corrupção e falta de liberdade de expressão, escreveu Lina Ben Mhenni, de 23 anos, no seu blogue. “Os manifestantes estão a criticar o poder”, adiantou, citada pelo diário espanhol “El País”.

Mohammed Bouazizi morreu na terça-feira, dias depois de se ter incendiado para protestar contra a confiscação do seu carrinho de mercadorias em Sidi Bouzid, a 200 quilómetros de Tunis. O seu acto fez aumentar a onda de protestos de activistas de direitos humanos e sindicalistas que se estenderam a várias cidades. Esta quarta-feira, no seu funeral, acompanhado por cerca de 5000 pessoas, ouviu-se gritar “vergonha para o governo!”

O vendedor ambulante foi a quarta pessoa a morrer na sequência das manifestações, depois de dois civis terem sido mortos por disparos da polícia em Bouaziane, no Sul do país, e de outro licenciado ter morrido depois de se agarrar a cabos de alta voltagem para protestar contra “a miséria e o desemprego” no país.

Ainda esta quarta-feira uma mulher e os seus três filhos subiram a um poste de alta tensão em Sidi Bouzid, que tem sido um dos principais palcos de contestação, e ameaçaram suicidar-se. Pediram trabalho e habitação, contou à AFP um professor tunisino e sindicalista, Slimane Rouissi. As autoridades acabaram por cortar a electricidade no local e a família foi retirada.

Em Tunis, um rapaz estudante do ensino secundário também tentou deitar fogo às suas roupas mas acabou por ser socorrido por colegas e professores, adiantou a AFP. Foi depois levado para o hospital para ser tratado a diversas queimaduras.

A Tunísia tem um regime autoritário e apenas conheceu dois presidentes desde a independência de França, há 55 anos. O actual líder, Zine el-Abidine Ben Ali, está no poder há 23 anos e tem trabalhado com os aliados ocidentais contra extremistas e a rede terrorista Al-Qaeda. Apesar do défice democrático e da repressão a Tunísia é considerada pelos seus aliados como um modelo de estabilidade e prosperidade no mundo árabe. Mas o país enfrenta uma grave crise que já fez a taxa de desemprego disparar para 25 por cento entre os licenciados.

fonte: Público

EUA: lei para fazer escutas no Facebook e Skype



Os EUA pretendem fazer nos serviços de comunicação através da Internet, como o Facebook e o Skype, o mesmo que já conseguem fazer com telefones ou correios electrónicos: filtrar as mensagens para detectar ameaças de terrorismo e à segurança do país.

A lei está a ser preparada pela Administração de Barack Obama e será apresentada em breve ao Congresso, agora dominado pelo Partido Conservador, mas que deverá dar o aval à legislação. "Estamos a falar de interceptações autorizadas por lei. Não queremos expandir a autoridade, mas preservar a nossa capacitar de executar a autoridade já existente para proteger o público e a segurança nacional", afirmou Valerie Caproni, conselheira-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), um dos organismos de segurança que está a preparar a lei para a Casa Branca.

A Presidência dos Estados Unidos ainda não aprovou qualquer ante-projecto de lei, mas os grupos de defesa das liberdades civis já estão alarmados, que não querem tecnologia com "uma porta das traseiras para a espionagem". É que, além das ameaças à privacidade, uma legislação deste tipo iria obrigar a mudanças na tecnologia usada nos chats de comunidades online, como o Facebook, de programas de comunicação via Internet, como o messenger, ou de software que permite chamadas telefónicas através da 'web', como o Skype.

Estas alterações vão aumentar os riscos de os cibernautas serem alvo de escutas ilegais ou de outros cibercrimes, devido às vulnerabilidades causadas pelas alterações impostas pela lei e pelas limitações que esta irá determinar no desenho e programação do 'software'. "Basicamente querem voltar no tempo e fazer serviços de Internet funcionar como um telefone", explicou à correspondente da Folha de São Paulo o director do programa para liberdade, segurança e tecnologia do Centro para Democracia e Tecnologia, Gregory Nojeim.

fonte: DN

Comissão Europeia começa a investigar Google

A Comissão Europeia começou a investigação relativa às práticas da Google com o envio de um questionário a empresas e organizações. A comissãop pretende detectar se existem anomalias no líder dos motores de busca.


De acordo com o El País, o documento questiona as companhias sobre alterações na hierarquia dos links apresentados pelas pesquisas do Google. Questões dirigidas a empresas que ofereçam serviços semelhantes aos oferecidos pela Google foram, também, colocadas de maneira a tentar perceber se a Google manipula os resultados das pesquisas a seu favor.

O questionário pretende obter informação sobre a qualidade do índice do serviço AdWords da Google e sobre o impacto económico que eventuais alterações de tarifas de serviços publicitários possa ter acarretado.

O questionário, que compreende cem perguntas, inaugura a investigação da Comissão Europeia ao sistema de busca da Google anunciada em dezembro.

A Google tem sido acusada por companhias rivais de privilegiar as suas ligações e conteúdos nas pesquisas feitas no motor de busca.


ACAPOR já entregou mil denúncias de piratas

A ACAPOR entregou esta manhã mil denúncias de pirataria na Internet na Procuradoria-Geral da República (PGR)


Com este ato, a Associação do Comércio Audiovisual, de Obras Culturais e de Entretenimento de Portugal (ACAPOR) cumpre o prometido no final de 2010, com o início de uma ofensiva legal contra a pirataria na Net em Portugal.

Nuno Pereira, presidente da associação que representa os clubes de vídeo em Portugal, admitiu durante o ato, que pretende pressionar as autoridades portuguesas a tomarem iniciativas legislativas que tornem efetivas as penas para os piratas na Net.

Atualmente, a lei prevê penas de que podem chegar a um máximo de três anos de prisão - mas são raras as condenações por pirataria on-line.

Nuno Pereira aproveitou a ocasião para voltar a aprontar o dedo aos operadores que fornecem os acessos à Internet e alegadamente lucram com a pirataria que os clientes levam a cabo na Internet.

De acordo com a imprensa diária, as denúncias foram entregues na PGR agrupadas em 11 caixotes.

Este será apenas o primeiro episódio desta ofensiva antipirataria. Dos planos da ACAPOR consta a entrega mensal de mil denúncias (e os correspondentes números de IP) na PGR.


Site da ACAPOR atacado

O servidor onde está alojada a página Web da associação dos clubes de vídeo portugueses foi atacada e mais de 600 MB de e-mails desta associação chegaram aos torrents.


O site www.acapor.pt apresentava a inscrição "Payback is a bitch, isn't it? - Operation Payback" em conjunto com o logótipo do The Pirate Bay, um conhecedor site de indexação e pesquisa de torrents (sistema de partilha de ficheiros através da Internet).

Nuno Pereira, presidente da ACAPOR, confirmou à Exame Informática que, além da mudança da página de entrada do site, os "piratas" conseguiram aceder a mais de 600 MB de e-mails, que estavam alojados no mesmo servidor. A Exame Informática confirmou que estes ficheiros estão disponíveis via torrents e indexados pelo The Pirate Bay (ver imagem).

Segundo o responsável, a informação contida nos e-mails é "meramente residual e não tem informações sensíveis". Nuno Pereira referiu ainda que a ACAPOR já apresentou queixa à Polícia Judiciária e que vai dar início a um processo judicial para tentar averiguar responsabilidades.

O presidente da associação acredita que o site original da ACAPOR será "reposto até amanhã" e que a página de abertura "plantada" pelos "piratas" será removida ainda hoje.


Israel asfixiou economia da Faixa da Gaza


Israel asfixiou de forma deliberada a economia da Faixa de Gaza, território palestiniano controlado pelo Hamas, segundo revelam telegramas obtidos pelo WikiLeaks e publicadas nesta quarta-feira por um jornal norueguês.

Numa nota da Embaixada dos Estados Unidos em Tel Avive datado do dia 3 de Novembro de 2008, os diplomatas americanos mencionam a vontade israelita de asfixiar o pequeno território, onde residem milhão e meio de palestinianos, escreve a AFP.

«No âmbito do seu embargo global em Gaza, dirigentes israelitas confirmaram (...) em múltiplas ocasiões a intenção de manter a economia da faixa à beira do abismo, sem sufocá-la por completo», pode ler-se na nota.

Israel abrandou o seu bloqueio à Faixa de Gaza depois de intensas pressões internacionais que se seguiram à morte de nove turcos no ataque da marinha israelita a um navio humanitário que tentava chegar ao enclave palestiniano.

A Faixa de Gaza tem uma economia estagnada e uma taxa de desemprego superior a 35%, uma das mais altas do mundo.

fonte: Sol

Prisões flutuantes para conter imigração ilegal


Responsáveis gregos disseram hoje que admitem recorrer ao uso de prisões flutuantes para deter candidatos a asilo, no que é a última medida considerada para reduzir a imigração ilegal.

O ministro da Ordem Pública, Christos Papoutsis, disse, citado pela agência AFP, que as prisões flutuantes estão a ser consideradas a par de outras medidas, como a construção de um muro em parte da fronteira greco-turca e a utilização de antigas instalações militares como centros de detenção.

Em 2010 entraram ilegalmente na Grécia cerca de 128 mil imigrantes, o número mais elevado verificado na União Europeia. A Holanda começou a usar instalações flutuantes, oficialmente designadas como plataformas de detenção em 2007, de acordo com a Amnistia Internacional.

fonte: DN

Comando militar secreto vai coordenar ataques a inimigos



O governo norte-americano criou um novo comando militar, secreto, próximo do Ministério da Defesa (Pentágono), para atacar inimigos nos pontos quentes em todo o mundo.

Gerido pela elite militar do Comando Conjunto das Operações Especiais, o novo centro reúne militares, analistas de informações e peritos jurídicos debaixo do mesmo tecto, para atacar a Al-Qaida.

Os dois actuais e dois antigos dirigentes ouvidos pela AP - que insistiram em manter o anonimato para discutir assuntos classificados - disseram que o novo centro será um significativo passo para acelerar as decisões de ataque, que estavam dispersas e repartidas entre os Estados Unidos e os campos de batalha no estrangeiro, e dar à elite militar mais proximidade com os decisores de Washington e os peritos em contraterrorismo.

fonte: DN

Crise leva portugueses ao psiquiatra


Mesmo que a afluência às consultas públicas de psiquiatria tenha vindo a aumentar, alguns médicos ainda continuam a defender que não se pode determinar uma relação direta entre este aumento e a crise em si. Maria Luísa Figueira, diretora do serviço de psiquiatria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, é uma delas, dizendo que “as pessoas andam mais apreensivas, mas para termos a certeza é preciso esperar algum tempo”. “Não sei se é por causa da crise, porque na mudança de estação há mais depressões, suicídios e para-suicídios, mas nas entrevistas as pessoas queixam-se da situação económica”, revelou a psiquiatra Paula Carriço, notando uma maior quantidade de pessoas nas urgências dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

Entre as queixas mais frequentes nestas consultas, entre os adultos com mais de 50 anos, surge o medo da falência da empresa onde trabalham e a insegurança de trabalharem por conta própria; já entre os jovens, com perturbações de ansiedade, pessimistas e sem esperança, o desemprego aparece como o seu maior receio.

Aumento esperado

Carlos Braz Saraiva, chefe do serviço dos HUC, tem verificado, no decorrer das consultas, os efeitos negativos da crise na saúde mental dos portugueses, explicando que “nas sociedades ocidentais, adquirimos um determinado padrão de vida e, com a crise, as pessoas sentem insegurança”. O mesmo refere ainda que muitas pessoas chegam às consultas com “perturbações do sono”, porque estas “são socialmente aceites”. “Têm insónias, mas é apenas a ponta do icebergue, o que se vê. No decorrer da entrevista, vemos que o que está abaixo da linha é muito maior e importante”, sublinha.

Já Pires Preto, diretor clínico do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra, encara como sendo de esperar o aumento das consultas com a crise, porque esta “vai provocar ansiedade, depressão, mas no campo da psiquiatria não se reflete de imediato. Para além de ter um período de incubação longo, há um certo estigma, as pessoas não procuram logo ajuda”. Também Luísa Sales, que trabalha no Hospital Militar de Coimbra e no setor privado, tem notado um acréscimo das primeiras consultas, mas uma quebra na continuidade. “Há um abandono dos acompanhamentos psicoterapêuticos por falta de dinheiro. A portaria que diminuía o preço dos medicamentos para doentes de evolução prolongada foi extinta e as deslocações para ir à consulta também pesam…”, alerta, defendendo que, com a crise, “as pessoas tornam-se muito mais vulneráveis ao sofrimento psíquico”. A mesma refere ainda que há quem não queira meter baixa por “medo de represálias” no emprego.


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