RELÓGIO DO APOCALIPSE

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terça-feira, 1 de maio de 2018

O Facebook tem um exército que vigia o que publica


É mais um dos mistérios da rede social com mais utilizadores em todo o mundo. Várias pessoas já se queixaram de publicações que foram apagadas alegadamente por não respeitarem as regras impostas por Zuckerberg. Quem controla isso e quais são as normas?

Obras de arte com corpos despidos já foram eliminadas do Facebook com a desculpa de não cumprirem as normas da rede social. Há relatos de fotos relativas a protestos políticos que desapareceram do mapa digital. Tudo isto acontece ao mesmo tempo que as notícias falsas continuam sem um verdadeiro controlo, dando a sensação de que o Facebook não tem uma política bem clara sobre o que se pode ou não publicar.

Ainda a recuperar da polémica em torno da "Cambridge Analytica", o Facebook desvendou esta semana alguns pontos sobre a máquina que controla aquilo que entra na rede.

Os "Padrões da Comunidade" foram divulgados pela empresa num longo documento com oito mil palavras que incluem expressões que não podem ser usadas. "Odeio", "Não gosto", "X é o pior", são alguns dos exemplos que vão merecer mais atenção por parte da rede social. Também não deve usar "Nojento", "desprezível" e "asqueroso". Outro dos aspetos que mais chama a atenção nesta nova lista está relacionado com a atenção dada às informações pessoais dos utilizadores." Não deves publicar informações pessoais ou confidenciais sobre outras pessoas sem o seu consentimento", explica o documento.

Pela primeira vez, a rede social admite reavaliar quando um determinado conteúdo é apagado. Os utilizadores, como se de um tribunal se tratasse, podem apresentar um recurso que será depois analisado pelo Facebook

E como é que este controlo funciona? O Facebook tem um exército com mais de sete mil pessoas que estudam todas as denúncias feitas pelos utilizadores. Para ajudar este grupo de trabalho, a rede social conta com um software que analisa aquilo que chega à rede social através dos seguidores.


sábado, 14 de abril de 2018

Televisão russa alerta para a III Guerra Mundial e dá conselhos à população


A estação televisiva estatal russa Rossiya - 24news alertou para a iminência de uma III Guerra Mundial e até deixou conselhos aos telespectadores sobre o que fazer quando tal acontecer.

Tudo aconteceu durante um bloco noticioso do canal em que o pivot aconselhou a população a comprar alimentos com um maior prazo de validade.

"Podem sobreviver com carne enlatada durante algum tempo, até cinco anos. Peixe enlatado pode ser conservado até dois anos. Claro que será difícil viver sem leite, açúcar, sal (...)", começou por referir o jornalista.

Perante um cenário de guerra nuclear, o jornalista referiu que "(...) a vida no mundo subterrâneo será particularmente difícil para os doces. Chocolates, leite condensado, tudo terá que ser deixado para trás" e enumerou mesmo as quantidades necessárias de comida para sobreviver durante determinados períodos de tempo:

Depois juntou-se um especialista à conversa, que alertou para a importância do consumo de água para sobreviver durante um período de tempo maior: "Quanto mais água, melhor. Podemos sobreviver duas ou três semanas sem comida mas muito dificilmente sobrevivemos três dias sem água", referiu.

Esta rubrica da Rossiya-24news surge na sequência de um cada vez mais acentuado clima de tensão que se vive entre Rússia e Estados Unidos em torno da situação que se vive na Síria.

Já hoje, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que "a Guerra Fria voltou" e denunciou que a situação em solo sírio representa, atualmente, o maior perigo para a paz e segurança mundiais.


fonte: SIC Noticias

sábado, 14 de outubro de 2017

China vai ter base de dados de reconhecimento facial para todos os seus habitantes


A intenção é ligar o sistema à vasta rede de câmaras de vigilância instaladas na maioria das cidades chinesas.

As autoridades chinesas estão a preparar uma base de dados com os rostos dos quase 1.400 milhões de habitantes do país, de forma a reconhecer qualquer pessoa em segundos.

A notícia é avançada pelo jornal South China Morning Post, citado pela Lusa, que acrescenta que o projeto foi lançado pelo ministério de Segurança Pública, em 2015, e, neste momento, tem um sistema com uma precisão de reconhecimento de 90%.

O sistema suscita preocupações sobre a proteção dos dados pessoais dos cidadãos, mas os responsáveis pelo projeto asseguram que o uso comercial será estritamente proibido.

Os mesmos responsáveis, citados pelo diário chinês, garantem que para aceder à base de dados é necessário passar por códigos e chaves de segurança de diferentes altos quadros do ministério de Segurança Pública, tornando o roubo de dados "extremamente difícil".

Na China, o reconhecimento facial é já muito usado, nomeadamente para pagar em restaurantes ou fazer check in em aeroportos.

fonte: SAPO TEK

sábado, 19 de agosto de 2017

Sorria. Esta lâmpada está a filmá-lo

As câmaras chegam a cada vez mais lugares

As câmaras chegam a cada vez mais lugares JOAO GUILHERME / PUBLICO

Há cada vez mais produtos pequenos e discretos para nos ajudar a manter o nosso mundo sob controlo, e outros para nos esconder de quem quer fazer o mesmo.

O mundo da videovigilância, espionagem e reconhecimento facial é cada vez mais fácil, mas também mais assustador. Com a tecnologia a tornar possível câmaras e microfones cada vez melhores, mais pequenos e mais discretos, torna-se fácil instalar sistemas de vigilância em qualquer lugar.

Por um lado, a evolução ajuda as pessoas a sentirem-se mais seguras (as câmaras de segurança em tempo real não servem só para apanhar ladrões, mas para ver se está tudo bem com filhos que ficaram em casa com a ama, ou animais de estimação sozinhos), por outro, leva-as a terem medo do big brother (a Amazon utiliza reconhecimento facial na sua loja física, e empresas tecnológicas como a Apple e o Facebook utilizam-na para categorizar as fotografias dos seus utilizadores).

Eis alguns produtos que nos ajudam a manter o mundo sob controlo e, outros para nos esconder de quem quer fazer o mesmo:

Lâmpadas que espiam

A Tovnet é uma câmara com wifi integrado escondido numa “lâmpada LED inteligente”. O objectivo é oferecer um equipamento de vigilância barato e discreto que também é capaz de iluminar uma divisão.

Independentemente de as luzes serem ligadas, a câmara começa a gravar assim que detecta movimento na zona em que está instalada, e pode enviar um sms a avisar o dono, que pode ver imagens em tempo real na aplicação. A câmara vem ainda com uma visão nocturna (que detecta luz infravermelha) para continuar a gravar caso seja activada durante a noite. É fácil de instalar a câmara (basta enroscar uma lâmpada), e caso os utilizadores queiram uma cópia de segurança das filmagens (além das que são enviadas para o telemóvel), há a opção de inserir um cartão de memória adicional. A aplicação também permite que os utilizadores activem a câmara, remotamente, a qualquer altura.


Foto Basta enroscar uma lâmpada, para instalar a câmara TOVNET

O projecto completou uma campanha de financiamento no site IndieGogo o mês passado. Os primeiros modelos – que custam 175 dólares (cerca de 152 euros) – começam a ser exportados em Setembro. 

Acessórios que gravam tudo

Além de lâmpadas, há vários acessórios (desde botões e brincos, a relógios ou colares) com pequenas câmaras inseridas. Este Verão, a Ubiquiti lançou o FrontRow, uma câmara para filmar que passa por um pendente para homens ou mulheres. Foi concebida para transmitir vídeos, ao vivo, nas redes sociais (e editar, automaticamente, um resumo visual do dia no final), mas também é visto como um acessório pequeno, discreto e leve (só pesa 55 gramas) que permite aos utilizadores filmarem (com uma qualidade de cinco ou outo megapixéis, consoante a fase do colar que está à mostra) em qualquer lugar. Custa 399 dólares (cerca de 340 euros).


Foto A câmara de filmar passa por um pendente para homens ou mulheres FRONTROW

A empresa canadiana Shonin está a desenvolver um produto muito semelhante: a Streamcam é uma câmara (que se cola na lapela do casaco) e que pode ser activada a qualquer altura para transmitir imagens, em directo, para as redes sociais. Porém, o aparelho é descrito como um acessório de segurança. Se o utilizador estiver numa zona sem Internet, a câmara consegue armazenar imagens (encriptadas) num cartão de memória interno com 8GB. A câmara é à prova de água, regista a localização GPS do utilizador e consegue filmar cerca de duas horas consecutivas.


Foto A câmara pode-se prender na lapela do casaco SHONIN

Padrões anti-espionagem

Com câmaras em quase todo o lado torna-se difícil fugir a sistemas de reconhecimento facial, mas, do outro lado da equação, já há roupa “anti-vigilância” que utiliza padrões coloridos para confundir sistemas de segurança. Este ano, a Hyphen-Labs apresentou um cachecol que utiliza desenhos personalizados para confundir os algoritmos utilizados para identificar pessoas. Ainda não se conhece o preço, mas o lançamento está previsto para o final de Agosto. Foi desenvolvido com a ajuda de Adam Harvey, um investigador e artista que se especializa no ramo da contra vigilância.

O cachecol utiliza os padrões do projecto Hyperface (criado por Harvey) para simular centenas de “caras falsas” distraindo os programas de reconhecimento facial da verdadeira cara de pessoa. O objectivo é introduzir o conceito do Hyperface em vários ambientes, incluindo edifícios e espaços urbanos.


Foto O protótipo do cachecol foi apresentado no início do ano HYPHEN-LABS E HYPERFACE

“As pessoas têm outras prioridades e não têm de estar preocupadas com a vigilância. Contudo, a realidade é que as empresas de tecnologia têm-se apoderado da fraca regulação na recolha de informação e imagens, e o resultado é um estado de híper-vigilância”, comenta Harvey.

Além do projecto da Hyperface, há várias empresas a venderem aparelhos para prevenir métodos de vigilância furtivos como detectores de câmaras e outros aparelhos com radiofrequência. Porém, muitas vezes, as empresas que os desenvolvem (por exemplo, a Brick House Security e a SpyTec Inc) também vendem aparelhos para filmar discretamente.

fonte: Público

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Trump pode fazer ponteiros do Relógio do Apocalipse avançarem


Tensão entre Rússia e EUA, alterações climáticas e potencial guerra nuclear preocupam Boletim de Cientistas Atómicos.

O Boletim de Cientistas Atómicos pode amanhã adiantar o Relógio do Apocalipse (Doomsday Clock).

Este relógio marca atualmente três minutos para meia-noite, indicando que vivemos uma situação tão perigosa quanto a da Guerra Fria, o último período da história em que o ponteiro dos minutos esteve tão avançado.

Contudo, contra o jornal Metro, os ponteiros podem avançar ainda mais, estando um encontro do grupo responsável pelo relógio agendado para esta quinta-feira.

No mês passado, o Boletim de Cientistas Atómicos alertou para a “tensão entre os Estados Unidos e a Rússia, a níveis que lembram a Guerra Fria, a ameaça das alterações climáticas e as preocupações nucleares”, fatores que influenciarão o ajuste na ‘hora’.

Sem referir diretamente Donald Trump, este será em parte responsável por afastar ou aumentar os alertas mundiais nestes três campos.

Recorde-se que o republicano considera as alterações climáticas "uma farsa", tendo já anunciado que os EUA vão abandonar a sua política de redução de energias poluentes e retomar as perfurações do petróleo e gás de xisto.

Também admitiu poder ordenar o uso de bombas nucleares, nomeadamente no Médio Oriente. Questionado sobre se usaria uma bomba na Europa, a resposta foi “não vou tirar essa hipótese de cima da mesa”.

O relógio do Apocalipse foi criado em 1947 para mostrar, simbolicamente, quanto tempo faltava para a civilização enfrentar uma catástrofe global.

É gerido por um boletim de cientistas que ajudaram a desenvolver a bomba atómica e conta atualmente com 18 prémios Nobel entre os seus diretores e patrocinadores.

Desde a sua criação, o relógio do Apocalipse viu os seus ponteiros moverem-se 22 vezes em resposta a acontecimentos mundiais.


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Empresa norte-americana vai colocar chips nos funcionários


Os chips, implantados debaixo da pele, vão permitir aos trabalhadores pagar no refeitório, ligar os computadores, utilizar diferentes máquinas, como as fotocopiadoras, e abrir portas

Uma empresa tecnológica de Wisconsin, nos Estados Unidos, vai colocar microchips, do tamanho de grãos de arroz, nos funcionários. A “Three Square Market” será pioneira nesta iniciativa, com início a 1 de agosto.

Segundo o jornal The Independent, a colocação do microchip é opcional, no entanto, a empresa espera uma adesão de mais de 50% dos trabalhadores. Aliás, a companhia afirma que 50 dos seus funcionários já se inscreverem voluntariamente para receber a nova tecnologia.

Os chips serão implantados debaixo da pele, entre o polegar e o indicador, e vão permitir o pagamento da comida e bebidas no refeitório, fazer o login nos computadores, viabilizar a utilização de máquinas e abrir portas dentro da empresa.

Através de um comunicado, o diretor-executivo da empresa, Todd Westby, explicou ainda que os chips podem ser utilizados para desbloquear telefones, trocar cartões de visita e armazenar informações médicas.

Eventualmente, esta tecnologia tornar-se-á padronizada, permitindo a qualquer um usá-la como seu passaporte, passe de transporte público ou para fazer compras”, acrescentou Todd, num comunicado de imprensa, de acordo com o The Independent.

Mais experiências

A tecnologia e informação biométrica estão a tornar-se cada vez mais populares. No início deste ano, uma empresa ferroviária sueca começou a oferecer a opção, aos seus passageiros, de usarem um chip, implantado na mão, em vez de um bilhete de papel.

Na última semana, o banco britânico TSB anunciou que irá disponibilizar em setembro uma aplicação para smartphones que reconhece a íris do olho do cliente e lhe permite aceder às suas contas bancárias.

O mercado internacional está aberto e acreditamos que a trajetória futura da participação será conduzida por quem capturar primeiro essa área”, considera Patrick McMullan, um dos responsáveis de empresa norte-americana “Three Square Market”.

fonte: TVI24

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Putin prepara-se para uma guerra nuclear (e tem bunkers para se salvar)

O presidente da Rússia, Vladimir Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin

O Presidente russo, Vladimir Putin, tem dois “enormes” bunkers 300 metros abaixo do solo, mesmo por baixo de Moscovo. Lá cabem 10 mil pessoas. Isto é Putin a preparar-se para os tempos de guerra, diz o Pentágono.

Segundo um relatório da Defense Intellignece Agency, DIA, citado pelo jornal britânico The Times, a Rússia está a preparar-se para a eventualidade de uma guerra nuclear, por acreditar que os Estados Unidos estão a preparar a queda do presidente Vladimir Putin.

“O Kremlin – complexo fortificado no centro da capital russa – está convencido de que os EUA estão-se planear uma mudança de regime na Rússia”, indica o relatório. “Moscovo está preocupado que os Estados Unidos tentem impor um conjunto de normas internacionais que ameacem a base do poder russo, permitindo a ‘intervenção’ de países estrangeiros nos assuntos internos russos”, lê-se ainda.

Os bunkers “gigantes” são mantidos debaixo de terra – mesmo por baixo da capital russa – para que a elite do Kremlin lá possa viver durante meses após um ataque nuclear – algo que a administração russa está convencida que são esses os planos do Pentágono.

“Há uma instalação subterrânea profunda no Kremlin e um enorme bunker perto da Universidade do Estado de Moscovo, destinadas a assegurar a sobrevivência da autoridade de comando nacional em tempo de guerra”, continua o relatório.

“Sistemas de suporte de vida altamente eficazes permitem operações independentes muitos meses depois de um ataque nuclear”, diz o relatório citado pelo jornal britânico.

Segundo o relatório da Agência de Inteligência de Defesa sobre o poder militar de Moscovo – o primeiro desde os tempos da Guerra Fria, mas que traz de volta a “paranóia” que se vivia nesse tempo – os enormes bunkers estão a 985 pés, cerca de 300 metros, debaixo do solo e têm capacidade para albergar até 10 mil pessoas.

Os abrigos estão ligados a outros fora da cidade e ao terminal VIP no aeródromo de Vnukovo, a 28 kms do centro de Moscovo, caso Putin e a sua comitiva precisem de fugir.

O relatório – que antecede a eleição de Donald Trump como Presidente dos EUA, mas só agora foi divulgado – diz ainda que Putin acredita que a potência americana está empenhada na mudança de regime russo, como parte dos esforços para “promover a democracia em todo o mundo”.

Desde 1981 que o Pentágono produzia uma avaliação sobre as capacidades de guerra da União Soviética, mas esses documentos pararam em 1991, dez anos depois, com a queda do Estado socialista.

O tenente general Vincent Stewart – diretor da DIA – disse que era hora de voltar a fazer os relatórios, devido ao ressurgimento da Rússia no cenário político mundial.

A agência destaca ainda a forma como o Kremlin mantém os bunkers interligados por uma rede ferroviária que dá aos membros da elite política e militar russa a oportunidade de uma fuga rápida na eventualidade de um qualquer evento catastrófico.

Durante a campanha eleitoral de Donald Trump era esperado que as relações entre as duas potências aquecessem e se tornassem numa bonita amizade, mas isso nunca aconteceu – pelo menos até agora – porque a Casa Branca envolveu-se num escândalo que liga a campanha republicana ao Kremlin.

Além disso, a tensão entre as duas potências tem crescido devido à divergência de posições acerca da Síria – a só aumentou depois de Trump ter prometido agir contra Bashar al-Assad, um velho aliado de Putin.

Mas Putin enfrenta agora um desafio substancial: apesar de um aumento contínuo nas despesas com a defesa, este ano o orçamento russo cairá em 30% devido à baixa do preço do petróleo.
Os bunkers e os líderes mundiais – uma história íntima

Esta não é a primeira vez que se ouve falar em bunkers para salvar líderes mundiais.O norteamericano Robert Vicino, especialista em sobrevivência, alega que os líderes das principais nações mundiais “já sabem que o fim do mundo está próximo”, e estão secretamente a preparar-se para ele construindo bunkers subterrâneos.

Em fevereiro, o especialista deu uma entrevista ao britânico The Sun, na qual conta que os líderes mundiais estão a preparar-se para o fim do mundo, construindo bunkers subterrâneos secretos para a elite política, diz Vicino, que garante que os governos dos EUA e do Reino Unido já estão a fazer planos secretos para salvar as suas vidas, planos esses que não nos incluem. “Eles não têm um plano para si ou para mim, só para eles“.

Segundo o perito, o maior destes abrigos nos EUA foi planeado em 1983 e encontra-se debaixo da cidade de Denver. Tem capacidade para apenas 10 mil pessoas e está “reservado exclusivamente a funcionários do governo e pessoas poderosas”.

O especialista cita ainda um “exercício de preparação para um desastre nuclear” realizado na Rússia, no qual participaram 40 milhões de pessoas, que diz ser uma prova de que o fim pode estar mais próximo do que imaginamos.

Mas segundo Robert Vicino, a razão destes planos secretos não é uma provável Terceira Guerra Mundial – o verdadeiro receio da elite que governa o mundo e se prepara para o seu fim é na realidade que aconteça um desastre natural de proporções gigantescas.

fonte: ZAP aeiou

terça-feira, 6 de junho de 2017

Bilderberg: o clube mais secreto do mundo está de olho em Donald Trump


Até domingo, os destinos da Humanidade estão sob discussão de políticos, banqueiros, presidentes ou administradores de grandes empresas. Quais as figuras portuguesas que fizeram parte destes encontros?

Os “senhores do mundo” estão reunidos desde quinta-feira naquele que é um dos encontros de líderes mais importantes a nível global: as conferências de Bilderberg. Ao longo de quatro dias, os destinos da Humanidade estão sob discussão de políticos, banqueiros, presidentes ou administradores de grandes empresas, nos quais se incluem Christine Lagarde, Luis de Guindos, Michael O’Leary, Ana Botín, entre outros.

O tema a que os participantes vão dar mais atenção é ao governo de Donald Trump, que ainda esta semana fez correr tinta por ter abandonado oficialmente o Acordo de Paris sobre as alterações climáticas. De acordo com o comunicado da organização, os principais pontos a debate são a nova administração dos Estados Unidos da América e as relações transatlânticas.

As personalidades da política e economia mundiais vão fazer a radiografia ao percurso do presidente americano e a avaliar a implicação das suas medidas na Europa e América anglo-saxónica, mas de Donald Trump nem palavras nem tweets até ao momento. “É possível abrandar a globalização?” e “Por que está o populismo a crescer?” são outras das questões a que a centena de convidados procura responder, bem como a proliferação nuclear, o papel da Rússia a nível internacional e o futuro da União Europeia e da China.

Curiosamente, o clube reuniu-se um dia depois da cimeira Europa-China, em Bruxelas, onde o comércio e a concorrência desleal entre as duas potências foram temas-chave. Nessa ótica, calcula-se que os líderes mundiais tragam à tona o acordo de investimento que o projeto europeu tenta negociar com Pequim desde 2013. Porém, não passam de probabilidades, porque o desfecho destas negociações é um autêntico covfefe (leia-se: dilema por decifrar).

Bild… quê?

O secretismo envolto no clube muito se deve ao facto de os meios de comunicação social terem pouco (ou nenhum) acesso a informação sobre as conversas que os convidados têm. A última conferência de imprensa de Bilderberg foi em meados dos anos 70, mas a organização desvaloriza a situação, dizendo que durante várias décadas reuniram os jornalistas no final dos eventos mas acabaram por pôr fim às conferências de imprensa “por falta de interesse”, conforme se pode ler numa nota publicada online.

O The Guardian não se deixa embalar pelo argumento e, num artigo publicado recentemente, o diário britânico critica severamente esta opção tomada pelos responsáveis dos Encontros de Bilderberg e considera que certos tópicos são irónicos, como a discussão sobre as fake news [“The war on information”, um dos assuntos em cima da mesa].

“A conferência mais secreta do mundo, que opta por perder milhares de dólares a tentar afastar os jornalistas dos debates, (…) quer garantir a transmissão da verdade?”, escreve a correspondente no local. Quanto à questão dos populismos, o jornal vê como uma “piada” e diz que “deviam olhar ao espelho” devido ao lobby que os oradores fazem.

No evento deste fim de semana vão estar representantes do The Economist, do El País, da Bloomberg ou do The Wall Street Journal, sendo que em edições anteriores estiveram repórteres ou editores da CBS, do Le Monde, do Le Figaro, etc. Há cinco anos, a jornalista portuguesa Clara Ferreira Alves, do semanário Expresso, foi convidada pelo presidente do grupo Impresa para representar o país.

A sombra em redor deste clube tem motivado o interesse de vários académicos e enriquecido o património literário com obras sobre os encontros, como «Toda a Verdade sobre o Clube Bilderberg», de Daniel Estulin, «O Clube Secreto dos Poderosos», da autoria de Cristina Martín Jiménez e, uma das mais recentes, «O Governo de Bilderberg», redigida por Frederico Duarte Carvalho.

Neste último trabalho de investigação, o autor refere que “não há, no mercado livreiro nacional e internacional, uma história isenta sobre o que é esta organização que, desde os anos 80, conta com dois ex-primeiros-ministros portugueses na lista dos membros permanentes”.

Numa rara ocasião em que comentou o tema, em 2013, o antigo membro permanente Francisco Pinto Balsemão – entretanto substituído por Manuel Durão Barroso – levantou ligeiramente o véu e confessou que “cada membro do comité diretor tem os critérios” para a escolha dos convidados à reunião anual. “Procuramos convidar pessoas que ou já têm influência ou que nós entendemos que poderão vir a ter relevância política, social, cultural”, explicou.

Os bilderbergers portugueses de 2017 são Manuel Durão Barroso e o seu antigo ministro-adjunto José Luís Arnaut. O ex-presidente da Comissão Europeia convidou o managing partner da CMS Rui Pena & Arnaut e o presidente da EDP para o acompanharem a Virginia, no entanto, o nome de António Mexia já não consta da lista de participantes que foi divulgada no site oficial do clube.

Recorde-se que esta sexta-feira, no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público, António Mexia e João Manso Neto, CEO da EDP Renováveis, foram constituídos arguidos por suspeitas de corrupção. Além destes empresários, o Jornal Económico noticiou que outros dois responsáveis da REN, João Faria da Conceição e Pedro Furtado, estariam a ser investigados.

A reunião de Bilderberg deste ano, que decorre até este domingo, dia 4, realiza-se no Hotel Westfields Marriott, na região de Chantilly, localizada no estado norte-americano de Virgínia. É a quarta vez que esta unidade hoteleira recebe os todo-poderosos, depois de em 2002, 2008 e 2012 também ter sido o local selecionado pela organização.

As conferências de Bilderberg, cujo nome advém do hotel onde ocorreu a primeira, em 1954, contam na generalidade com dois terços de participantes europeus e os restantes são oriundos da América do Norte. Ao todo, 131 personalidades de 21 países confirmaram a sua presença em Chantilly. Veja que outras figuras portuguesas já fizeram parte de encontros anteriores:

António José Seguro

Paulo Portas

Luís Amado

Paulo Rangel

Francisco Pinto Balsemão

Manuel Pinho

José Sócrates

José Pedro Aguiar-Branco

Santana Lopes

José Manuel Durão Barroso

Nuno Morais Sarmento

António Costa

Rui Rio

Manuela Ferreira Leite

Augusto Santos Silva

Marcelo Rebelo de Sousa

António Guterres

Ferro Rodrigues

Jorge Sampaio

Luís Mira Amaral

Vítor Constâncio

Fernando Teixeira dos Santos

José Medeiros Ferreira

Joaquim Ferreira do Amaral

António Morais Barreto

João Cravinho

Artur Santos Silva

Francisco Murteira Nabo

Clara Ferreira Alves

António Nogueira Leite

Manuel Ferreira de Oliveira

Ricardo Salgado

Inês de Medeiros

Paulo Macedo

Carlos Gomes da Silva

Maria Luís Albuquerque


sábado, 3 de junho de 2017

O clube secreto onde se discute o rumo do mundo


Durão Barroso, membro português do Comité Diretor de Bilderberg

As reuniões do Bilderbeg começam hoje. Donald Trump é um dos principais temas de conversa para a fina flor que reúne os maiores empresários do mundo e vários governantes. Este ano, Durão Barroso convidou José Luís Arnaut e António Mexia

Dizem que é uma convenção privada, mas o secretismo à volta das reuniões do Bilderberg dão-lhe aquela aura de clube, onde só entra quem a direção convidar. O que é verdade.

De hoje, 1 de junho, até dia 4, 131 participantes de 21 países vão discutir o que se passa no mundo. Nada do que vai acontecer no hotel The Westfields Marriott, em Washington, nos EUA, pode ser revelado. Não são feitos relatórios escritos, não há resoluções nem votações. Há conversa, debate e, depois, cada um reflete para si próprio.

Mas o que faz do Bilderberg assunto internacional? É que é ali que vão estar vários governantes, a fina flor da academia, os presidentes das maiores empresas do mundo, especialistas em economia finanças e patrões dos media.

Este ano, e como não poderia deixar de ser, Donald Trump é assunto. O primeiro ponto em contenda será sobre a nova administração norte-americana. “The Trump Administration: A progress report” vai ser falado a poucos quarteirões da Casa Branca e Trump tem lá a sua “guarda pretoriana” para o defender, como McCaster (conselheiro nacional de segurança), Wilbur Ross (secretário do Comércio) e Chris Liddell (um dos seus estrategas).

Mas se Trump está na agenda, também a Rússia e a China fazem parte do “cardápio” de assuntos. Do lado chinês estará presente o próprio embaixador da China nos EUA, o que parece transformar o debate numa reunião institucional, já que este tema será tratado entre o secretário americano do Comércio, os maiores investidores americanos na China, incluindo a Google, e dirigentes de topo da CIA (a agência de informações de segurança).

E há mais. O rumo da União Europeia, o crescimento do populismo, a guerra da informação, o nuclear ou as alianças de defesa são outros pontos na ordem de trabalhos.

REIS E GOVERNANTES

Se a Holanda marca presença com o ministro da Defesa e o próprio rei, Guilherme Alexandre, a Alemanha tem, por exemplo, o presidente da Airbus e da Bayer, assim como o do Deutsch Bank.

De Portugal estarão lá Durão Barroso que, no ano passado, substituiu Francisco Pinto Balsemão no Comité Diretor de Bilderberg (quem faz os convites), José Luís Arnaut, ministro nos Governos de Durão Barroso e Santana Lopes, atualmente advogado e conselheiro da Goldman Sachs, e António Mexia, presidente da EDP.

Em 2015, o jornalista Rui Pedro Antunes escreveu o livro “Os planos de Bilderberg para Portugal”. A investigação levou-o a concluir: “Dos 73 portugueses nos encontros, 43 foram (ou são) ministros, oito desempenharam funções como secretários de Estado, 12 foram líderes dos três partidos do 'arco da governação', cinco foram primeiros-ministros e um foi Presidente da República [Jorge Sampaio]” . Agora já são dois Presidentes, já que Marcelo Rebelo de Sousa esteve presente na reunião de 1998, quando era presidente do PSD.

O jornalista acentua que estas reuniões estão vocacionadas para o chamado bloco central. "Em Portugal o limite será o PS, não é convidado ninguém do PCP ou do Bloco de Esquerda”

Recorde-se que Bilderberg é o nome do hotel holandês onde, pela primeira vez, em 1954, se reuniu este grupo.

fonte: Visão

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Bilderberg 2017 - Lista de Participantes


Os pontos de discussão da agenda e a lista de participantes para o 65º Congresso anual dos Bilderberg foi divulgado.

Um comunicado de imprensa no site oficial BilderbergMeetings.org divulgou os nomes dos líderes de finanças, mídia e política que estarão em Chantilly, Virgínia, esta semana de 1 a 4 de junho.

Os membros que participam das conferências juram sigilo sob as regras da Chatham House que eles afirmam que permitem-lhes discutir questões sem medo de críticas dos meios de comunicação ou do público.

Chantilly foi anteriormente o local de numerosas conferências Bilderberg, a última em 2009.


LISTA DE PARTICIPANTES


PRESIDENTE 

Henri de Castries (FRA), ex-presidente e CEO da AXA; Presidente do Institut Montaigne

PARTICIPANTES

Paul M. Achleitner (DEU), presidente do Conselho Fiscal, Deutsche Bank AG

Andrew Adonis (GBR), presidente da Comissão Nacional de Infra-estrutura

Marcus Agius (GBR), Presidente, PA Consulting Group

Mustafa Akyol (TUR), Fellow Visitante Sénior, Projeto Freedom no Wellesley College

Kjetil B. Alstadheim (NOR), Editor Político, Dagens Næringsliv

Roger C. Altman (EUA), fundador e presidente sénior da Evercore

José Luis Arnaut (PRT), sócio-gerente da CMS Rui Pena e Arnaut

José M. Durão Barroso (PRT), presidente da Goldman Sachs International

Oliver Bäte (DEU), CEO da Allianz SE

Werner Baumann (DEU), presidente da Bayer AG

Nicolas Baverez (FRA), parceiro da Gibson, Dunn & Crutcher

René Benko (AUT), fundador e presidente do conselho consultivo, SIGNA Holding GmbH

Anne-Catherine Berner (FIN), ministra dos Transportes e Comunicações

Ana P. Botín (ESP), presidente Executiva do Banco Santander

Svein Richard Brandtzæg (NOR), presidente e CEO da Norsk Hydro ASA

John O. Brennan (EUA), consultor sênior da Kissinger Associates Inc.

Frank Bsirske (DEU), presidente da United Services Union

Thomas Buberl (FRA), CEO da AXA

M. Elaine Bunn (EUA), ex-vice-secretária adjunta da Defesa

William J. Burns (EUA), presidente da Carnegie Endowment for International Peace

Levent Çakiroglu (TUR), CEO da Koç Holding AS

Cansu Çamlibel (TUR), chefe do departamento de Washington DC, jornal Hürriyet

Juan Luis Cebrián (ESP), presidente Executivo, PRISA e El País

Kristin Clemet (NOR), CEO da Civita

David S. Cohen (EUA), ex-diretor adjunto da CIA

Patrick Collison (EUA), CEO da Stripe

Tom Cotton (EUA), senador

Tiankai Cui (CHN), embaixador dos EUA

Mathias Döpfner (DE), CEO da Axel Springer SE

John Elkann (ITA), presidente da Fiat Chrysler Automobiles

Thomas Enders (DE), CEO da Airbus SE

Ulrik Federspiel (DNK), executivo do grupo Haldor Topsøe Holding A/S

Roger W. Ferguson Jr. (EUA), presidente e CEO da TIAA

Niall Ferguson (EUA), membro sênior da Hoover Institution, e Universidade de Stanford

Fabiola Gianotti (ITA), diretora geral do CERN

Sandro Gozi (ITA), Secretário de Estado dos Assuntos Europeus

Lindsey Graham (EUA), senador

Evan G. Greenberg (EUA), presidente e CEO da Chubb Group

Kenneth Griffin (EUA), fundador e CEO da Citadel Investment Group, LLC

Lilli Gruber (ITA), editora-chefe e âncora do "Otto e mezzo", La7 TV

Luis de Guindos (ESP), Ministro da Economia, Indústria e Competitividade

Avril D. Haines (EUA), ex-consultora adjunta de segurança nacional

Victor Halberstadt (NLD), professor de Economia da Universidade de Leiden

Ralph Hamers (NLD), presidente do Grupo ING

Connie Hedegaard (DNK), presidente da Fundação KR

Jeanine Hennis-Plasschaert (NLD), Ministra da Defesa dos Países Baixos

Mellody Hobson (EUA), presidente da Ariel Investments LLC

Reid Hoffman (EUA), co-fundador do LinkedIn e Parceiro Greylock

Nicholas Houghton (GBR), ex-chefe de defesa

Wolfgang Ischinger (INT), presidente da Conferência de Segurança de Munique

Kenneth M. Jacobs (EUA), presidente e CEO da Lazard

James A. Johnson (EUA), presidente da Johnson Capital Partners

Vernon E. Jordan Jr. (EUA), diretor Gerente Sênior da Lazard Frères & Co. LLC

Alex Karp (EUA), CEO da Palantir Technologies

Carsten Kengeter (DE), CEO da Deutsche Börse AG

Henry A. Kissinger (EUA), presidente da Kissinger Associates Inc.

Susanne Klatten (DE),Director principal da SKion GmbH

Klaus Kleinfeld (EUA), ex-presidente e CEO da Arconic

Klaas HW Knot (NLD), presidente do De Nederlandsche Bank

Ömer M. Koç (TUR), presidente do Koç Holding AS

Stephen Kotkin (EUA), professor de História e Assuntos Internacionais da Universidade de Princeton

Henry R. Kravis (EUA), co-presidente e co-CEO da KKR

Marie-Josée Kravis (EUA), parceira da Hudson Institute

André Kudelski (CHE), presidente e CEO do Grupo Kudelski

Christine Lagarde (INT), gerente diretora do Fundo Monetário Internacional

François Lenglet (FRA), conselheiro-chefe do France 2

Thomas Leysen (BEL), presidente do KBC Group

Christopher Liddell (EUA), assistente do presidente e diretor de iniciativas estratégicas

Annie Lööf (SWE), líder do partido Center Party

Jessica T. Mathews (EUA), convidada distinta da Carnegie Endowment for International Peace

Terence McAuliffe (EUA), governador da Virgínia

David I. McKay (CAN), presidente e CEO do Royal Bank of Canada

HR McMaster (EUA), assessor de segurança nacional

António Luís Guerra Nunes Mexia (PRT), Presidente, Eurelectric e CEO, EDP Energias de Portugal

John Micklethwait (INT), editor-chefe do Bloomberg LP

Zanny Minton Beddoes (INT), editor-chefe do The Economist

Maurizio Molinari (ITA), editor-chefe do La Stampa

Lisa Mônaco (EUA), ex-oficial de segurança interna

Bill Morneau (CAN), ministro das Finanças

Craig J. Mundie (EUA), presidente da Mundie & Associates

Gene M. Murtagh (IRL), CEO do Kingspan Group plc

HM Holanda, o Rei da (NLD)

Peggy Noonan (EUA), autor e colunista do The Wall Street Journal

Michael O'Leary (IRL), CEO da Ryanair DAC

George Osborne (GBR), editor do London Evening Standard

Alexis Papahelas (GRC), editor executivo do jornal Kathimerini

Dimitri Papalexopoulos (GRC), CEO da Titan Cement Co.

David H. Petraeus (EUA), presidente do KKR Global Institute

Søren Pind (DNK), Ministro do Ensino Superior e da Ciência

Benoît Puga (FRA), Grande Chanceler da Legião de Honra e Chanceler da Ordem Nacional do Mérito

Gideon Rachman (GBR), chefe dos assuntos externos do The Financial Times

Heather M. Reisman (CAN), presidente e CEO da Indigo Books & Music Inc.

Albert Rivera Díaz (ESP), presidente do Partido Ciudadanos

Johanna Rosén (SWE), professora em Física de Materiais da Universidade de Linköping

Wilbur L. Ross (EUA), secretário de Comércio

David M. Rubenstein (EUA), co-fundador e co-CEO do The Carlyle Group

Robert E. Rubin (EUA), co-presidente do Conselho de Relações Exteriores e ex-secretário do Tesouro

Susanne Ruoff (CHE), CEO da Swiss Post

Gwendolyn Rutten (BEL), presidente da Open VLD

Michael Sabia (CAN), CEO, Caisse de dépôt et placement du Québec

John Sawers (GBR), presidente e Parceiro da Macro Advisory Partners

Nadia Schadlow (EUA), assistente adjunta do presidente do Conselho de Segurança Nacional

Eric E. Schmidt (EUA), presidente Executivo da Alphabet Inc.

Johann Schneider-Ammann (CHE), Conselheiro Federal da Confederação Suíça

Rudolf Scholten (AUT), presidente do Bruno Kreisky Forum para o Diálogo Internacional

Beppe Severgnini (ITA), editor-chefe do 7-Corriere della Sera

Radoslaw Sikorski (POL), conselheiro senior da Universidade de Harvard

Boyan Slat (NLD), CEO e fundador da The Ocean Cleanup

Jens Spahn (DEU), Secretário de Estado Parlamentar e Ministério Federal das Finanças

Randall L. Stephenson (EUA), presidente e CEO da AT & T

Andrew Stern (EUA), Presidente emérito, SEIU e membro senior do Economic Security Project

Jens Stoltenberg (INT), secretário geral da OTAN

Lawrence H. Summers (EUA), professor, Charles W. Eliot University e Universidade de Harvard

Bruno Tertrais (FRA), diretor adjunto da Fondation pour la recherche stratégique

Peter Thiel (EUA), presidente da Thiel Capital

Jakob Haldor Topsøe (DNK), presidente da Haldor Topsøe Holding A / S

Sinan Ülgen (TUR), fundadora e parceira da Istambul Economics

JD Vance (EUA), autor e parceiro do Mithril

Björn Wahlroos (FIN), presidente do grupo Sampo, Nordea Bank, UPM-Kymmene Corporation

Marcus Wallenberg (SWE), presidente da Skandinaviska Enskilda Banken AB

Walter, Amy (EUA), editor do The Cook Policy Report

Weston, Galen G. (CAN), CEO e presidente executivo da Loblaw Companies Ltd e George Weston Companies

White, Sharon (GBR), chefe executivo da Ofcom

Leon Wieseltier (EUA), bolsista sênior de Isaiah Berlin em cultura e política, The Brookings Institution

Martin H. Wolf (INT), diretor-chefe do Financial Times

James D. Wolfensohn (EUA), presidente e CEO da Wolfensohn & Company

Pierre Wunsch (BEL), vice-governador do Banco Nacional da Bélgica

Gerhard Zeiler (AUT), presidente da Turner International

Jeffrey D. Zients (EUA), ex-diretor do Conselho Económico Nacional

Robert B. Zoellick (EUA), presidente não executivo da AllianceBernstein LP

***

Os pontos de discussão a serem discutidos na reunião incluem "A administração do Trump", "A globalização pode ser abrandada?" E "a proliferação nuclear".

Mais do site BilderbergMeetings.org:

O 65º Encontro Bilderberg ocorrerá de 1 a 4 de junho de 2017 em Chantilly, Virgínia, EUA.

CHANTILLY, 31 DE MAIO DE 2017

O 65º Encontro Bilderberg ocorrerá de 1 a 4 de junho de 2017 em Chantilly, Virgínia, EUA. A partir de hoje, 131 participantes de 21 países confirmaram sua presença. Como sempre, um grupo diversificado de líderes políticos e especialistas da indústria, finanças, academia e mídia foram convidados. A lista de participantes está disponível aqui.


Os principais tópicos para a discussão deste ano incluem:

1 - Administração Trump: Um relatório de progresso

2 - Relações transatlânticas: opções e cenários

3 - A aliança de defesa transatlântica: munições, bytes e dólares

4 - A direcção da União Europeia

5 - A globalização pode ser abrandada?

6 - Empregos, rendimentos e expectativas não realizadas

7 - A guerra à informação

8 - Por que o populismo está a crescer?

9 - Rússia na ordem internacional

10 - O Próximo Oriente

11 - Proliferação nuclear

12 - China

13 - Eventos actuais

Ler mais AQUI e AQUI


OS PARTICIPANTES PORTUGUESES


José M. Durão Barroso (PRT), presidente da Goldman Sachs International 
e o Chefão dos Bilderberg em Portugal


José Luis Arnaut (PRT), sócio-gerente da CMS Rui Pena e Arnaut

sábado, 13 de maio de 2017

Wikileaks oferece 100 mil dólares por eventuais gravações de conversas entre Trump e Comey


O WikiLeaks anunciou estar disponível para pagar 100 mil dólares (91,4 mil euros) por eventuais gravações de conversas entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ex-diretor do FBI James Comey, despedido na terça-feira.

A possibilidade de existirem gravações das conversas foi insinuada na sexta-feira pelo próprio Donald Trump que, numa série de 'tweets', afirmou que seria melhor James Comey torcer para que não haja "cassetes" das conversas antes de começar a fazer revelações aos 'media'.

Fontes próximas de James Comey, citadas pela cadeia televisiva CNN, garantiram que o ex-diretor do FBI "não está inquietado" com a ameaça de Donald Trump, indicando que, "se houver alguma cassete, não há nada que o preocupe" relativamente ao conteúdo.

Com a dúvida instalada sobre a existência de gravações, o WikiLeaks anunciou, através do Twitter, oferecer 100 mil dólares (91,4 mil euros) por elas.

Trump despediu Comey na terça-feira sob o argumento de que geriu mal a investigação contra Hillary Clinton pelo uso de contas privadas de correio eletrónico quando era secretária de Estado em comunicações com informação classificada como confidencial.

Não obstante, o despedimento gerou uma grande controvérsia, dado que Comey liderava a investigação às alegadas relações entre a equipa de campanha eleitoral de Donald Trump e o Governo da Rússia.

Na quinta-feira, numa entrevista à televisão NBC, Trump afirmou sempre ter tido a intenção de despedir o diretor do FBI, o qual descreveu como "um gabarola, um fanfarrão".

A decisão do Presidente dos Estados Unidos de demitir o chefe do FBI suscitou uma onda de indignação particularmente entre os representantes do Partido Democrata e colunistas de opinião na imprensa norte-americana.

O Partido Democrata chegou mesmo a comparar o episódio à tentativa de encobrimento feita pelo Presidente Richard Nixon no caso Watergate.

Segundo escreveu, na sexta-feira, o jornal New York Times, Donald Trump exigiu ao ex-diretor do FBI James Comey "lealdade" quando chegou à Casa Branca, mas este apenas lhe ofereceu "honestidade", o que ter-lhe-á custado o cargo.

Essa conversa teve lugar durante um jantar privado uma semana depois da tomada de posse, em 20 de janeiro, de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos, segundo explicou James Comey a alguns colegas seus que falaram ao jornal norte-americano sob a condição de anonimato, após o despedimento.

Segundo essas fontes, num determinado momento da conversa, depois de se gabar da sua vitória nas eleições e das "multidões" que juntava nos seus comícios, Trump pediu a Comey que lhe "jurasse lealdade", o que Comey negou, prometendo-lhe, em vez disso, que seria sempre "honesto" com ele, embora insistindo que não seria "de fiar" no sentido político do termo.

Insatisfeito com a resposta, Trump instou-o mais duas vezes a jurar-lhe lealdade, mas Comey não cedeu, sempre de acordo com a versão do ex-diretor do FBI relatada por colegas ao New York Times.

Comey acredita agora que esse jantar foi "um presságio da sua queda", segundo o jornal nova-iorquino.

Sarah Huckabee Sanders, uma porta-voz da Casa Branca, disse ao diário que a versão do ex-diretor do FBI não é um "relato preciso" do que sucedeu no referido jantar e que o Presidente dos Estados Unidos nunca lhe exigiria "lealdade pessoal", mas sim lealdade ao povo e à pátria.

O despedimento do diretor do FBI - algo que só tinha acontecido uma vez na história dos Estados Unidos - teve lugar um dia antes de Donald Trump receber na Casa Branca o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov.


Ataque informático mundial: empresas portuguesas afetadas


Vírus afeta apenas os utilizadores que tenham sistema operativo da Microsoft

Várias empresas portuguesas estão a ser atingidas pelo ataque informático que está a afetar serviços a nível mundial. O DN sabe que vários serviços da PT, EDP, Santander e a consultora KPMG foram afetados e os trabalhadores de muitas empresas estão a receber alertas para um software malicioso que está a tentar "entrar" nos computadores para lhes encriptar os ficheiros, exigindo depois um "resgate" em bitcoin para libertar os documentos.

No caso da PT, por exemplo, centenas de funcionários que trabalham em vários serviços da operadora em todo o país estão sem sistema informático desde as 12:30, mas os serviços residenciais e de comunicações para os clientes não estão a ser afetados.

O vírus "Wannacry" afeta apenas os utilizadores que tenham sistema operativo da Microsoft. O ataque aproveita uma vulnerabilidade de um protocolo chamado SMB, estendendo-se depois a outras máquinas Windows na mesma rede.

Este tipo de ataque, conhecido por "ransomware" - porque "sequestra" os ficheiros no disco do computador e pede resgate - também está a afetar inúmeras empresas em Espanha, sobretudo a Telefonica, mas também a Iberdrola ou o BBVA.

A Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica da Polícia Judiciária já está a investigar o ataque. Segundo fonte da PJ, os inspetores estão a trabalhar em conjunto com o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS).

Ao DN, Pedro Veiga, coordenador do CNCS, revelou que há suspeitas de que a ação possa ter tido origem no Brasil. Porém, como lembrou o mesmo responsável, "neste tipo de ataques é muito difícil encontrar a origem", uma vez que os piratas podem perfeitamente dissuadir online a sua base de operações.

Fonte oficial do Ministério da Administração Interna confirmou que o governo está a acompanhar a situação através das autoridades competentes e que a rede nacional de segurança interna não foi atacada por qualquer ciberataque.

O Centro Criptológico Nacional de Espanha, um organismo que pertence aos serviços de inteligência, emitiu entretanto um comunicado alertando para este "ataque massivo" e referindo que a Microsoft já tinha avisado para esta vulnerabilidade no passado dia 14 de março, aconselhando a que os utilizadores fizessem a atualização dos sistemas operativos ou, em caso de dúvida, desligassem o cabo de rede dos computadores. O nível de ciberameaça, segundo o organismo espanhol, é "muito alto".

A multinacional de serviços tecnológicos Claranet alertou que as empresas de telecomunicações são o principal alvo do ataque informático. "Alertamos para o facto de estar em curso um ciberataque de grandes dimensões, dirigido principalmente a empresas de comunicações mas também com outros alvos em vista", refere a informação enviada pela Claranet aos clientes, a que a Lusa teve acesso.

A Claranet - empresa fundada no Reino Unido e que opera em vários países europeus - diz que "ainda não está completamente apurado o vetor de ataque", podendo o vírus ('malware') ter várias origens, e pede que haja "atenção redobrada" na navegação pela Internet e abertura de anexos de correio eletrónico bem como a comportamentos "anómalos" dos equipamentos, que deverão ser encerrados de imediato.

Já na tarde desta sexta-feira, os médicos de vários hospitais britânicos reportaram situações idênticas de "sequestros" nos computadores, tendo sido obrigados a desviar doentes para outras unidades de saúde. Segundo o The Guardian, o ataque em "larga escala" está a acontecer em hospitais públicos de todo o Reino Unido.


EternalBlue. A ferramenta da NSA usada nos ataques informáticos de hoje


Código desenvolvido pela agência secreta americana foi revelado ao mundo em abril

O "vírus" informático Wannacry, que esta sexta-feira está a atacar milhares de computadores em vários países da Europa, terá na base uma ferramenta de espionagem desenvolvida pela Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla inglesa) americana.

O código, designado EternalBlue, fez parte de um conjunto de programas das "secretas" americanas que foram revelados em abril pelo grupo de "piratas" informáticos Shadow Brokers, como noticia a Forbes.

O EternalBlue utiliza uma vulnerabilidade que existia nos sistemas operativos Windows que deixava transmitir o software malicioso - neste caso um "ransomware" que bloqueia o computador infetado até que seja introduzido um código - entre os computadores da mesma rede.

Quando o código foi divulgado, já a Microsoft tinha há cerca de um mês lançado uma correção para os seus sistemas que "tapava" essa vulnerabilidade.

Ao que tudo indica, os computadores afetados - quase na totalidade de empresas ou serviços públicos - não tinham nunca sido atualizados, estando assim vulneráveis.


sexta-feira, 12 de maio de 2017

“Big Brother is Watching You”: Microsoft aposta num novo sistema de inteligência artificial

Resultado de imagem para “Big Brother is Watching You”

Nova tecnologia funcionará como uma espécie de "olho" inteligente que localiza todos os momentos dos trabalhadores e do material e de forma a "melhorar a segurança e bem-estar" da empresa enviará alertas em caso de risco para o normal funcionamento da empresa.

A multinacional de tecnologia Microsoft quer desenvolver um novo sistema de inteligência artificial para aumentar a segurança dentro do ambiente de trabalho. A ideia anunciada esta quarta-feira pelo o CEO da Microsoft, Satya Nadella, consiste em programar uma câmara que integra uma série de serviços da companhia, como o Azure Stack, Azure IoT Edge e o Microsoft Cognitives Services, para que estas passem a fornecer informações possam identificar as pessoas e os objetos presentes no local e prevenir possíveis acidentes.

“A tecnologia digital e o seu impacto nas nossas vidas é enorme nos dias de hoje. A nossa economia, sociedade, agricultura ou a medicina de precisão, estão a ser moldadas pelos avanços da tecnologia digital”, explicou o CEO da Microsoft, Satya Nadella. “A capacidade de ter o poder de computação, lógica e raciocínio onde os dados estão, está transformando seus negócios. Este é o poder da intelligent cloud a trabalhar com a intelligent edge“.

A nova tecnologia funcionará como uma espécie de “olho” inteligente que localiza todos os momentos dos trabalhadores e do material e de forma a “melhorar a segurança e bem-estar” da empresa enviará alertas em caso de risco para o normal funcionamento da empresa.

A Microsoft sublinha que esta tecnologia será especialmente benéfica para a otimização do trabalho médico, podendo vir a salvar vidas.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Grupo "Anonymous" alerta para o início da terceira guerra mundial


Num vídeo divulgado no Youtube, o grupo cibernauta "Anonymous" alerta para uma possível terceira guerra mundial desencadeada pelo governo norte-americano e pela Coreia do Norte.

"Todos os sinais de uma guerra na península coreana estão a surgir. O conflito será feroz, brutal e rápido. Será devastador tanto para a economia como para o ambiente", ouve-se no início do vídeo narrado por uma voz "computorizada", ao estilo habitual do grupo de "hackers".

Ao longo dos seis minutos da gravação, o narrador insiste que o último míssil balístico intercontinental lançado pelos norte-americanos na semana passada, o Minuteman III, foi um sinal claro de que uma guerra de dimensões globais está prestes a surgir e que os cidadãos serão os últimos a perceber.


O grupo sugere ainda que países como a China e o Japão já se preparam para o pior. "A China já pediu aos seus cidadãos residentes na Coreia do Norte para voltarem para o país", esclarece o grupo cibernauta no vídeo.

A gravação termina com a mensagem habitual do grupo: "nós somos Anonymous. Somos uma legião. Nós não esquecemos. Nós não perdoamos. Esperem por nós."

Recorde-se que em janeiro de 2017, os "Anonymous" deixaram várias mensagens ameaçadoras a Donald Trump, na rede social Twitter.



quarta-feira, 10 de maio de 2017

Há um cheiro a Watergate em Washington, 45 anos depois



Tal como Nixon, Trump afastou o responsável por uma investigação de que é alvo. Em Washington, vem à memória o escândalo do Watergate, que não acabou bem para o Presidente dos EUA.

O director do FBI James B. Comey estava numa reunião em Los Angeles quando uma televisão na sala transmitiu a notícia de que tinha sido despedido esta terça-feira pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Comey, que cumpria o terceiro de dez anos de mandato, soltou uma gargalhada e pensou tratar-se de uma partida. Mas de imediato, membros do seu staff aproximaram-se e pediram a Comey que os acompanhasse a uma sala ao lado, segundo conta o New York Times esta quarta-feira. Instantes depois, o até ontem director do FBI recebia a confirmação do seu despedimento.

A aparente incredulidade de Comey perante a notícia da sua demissão sublinha a surpresa que com que a decisão de Trump foi unanimemente recebida. Oficialmente, e de acordo com cartas prontamente divulgadas pela Casa Branca, o Presidente dos EUA despediu o director do FBI após uma recomendação do procurador-geral Jeff Sessions. O motivo apontado é uma suposta quebra de confiança em Comey pela forma como este geriu a investigação aos e-mails da candidata presidencial democrata Hillary Clinton (primeiro afirmou que a antiga secretária de Estado não deveria ser acusada de crime algum, depois incendiou a campanha eleitoral ao anunciar a reabertura do processo, a 11 dias da votação). No entanto, Trump beneficiou eleitoralmente da polémica gestão desse dossiê, que lesou a imagem da adversária, tendo até elogiado Comey, publicamente e por diversas vezes, pela condução do processo. “O que ele fez recuperou a sua reputação”, elogiava Trump à data. (Na semana passada, Comey defendeu no Senado a decisão de reabrir a investigação ao caso dos e-mails.)

Em Washington, no Congresso e nos jornais, as atenções viram-se antes para outro caso: a investigação do FBI à interferência russa nas eleições de Novembro, onde o cerco a Trump e aos seus associados continua a apertar. Terá o Presidente dos EUA recorrido a uma 'bomba atómica' para travar um processo cada vez mais incómodo?

As declarações públicas do chefe de Estado não ajudam à sua defesa. O despedimento do director do FBI surge um dia depois de Trump ter afirmado que o caso russo não passa de uma “conspiração” e ter questionado quando é que a suposta “charada paga pelos impostos dos contribuintes [iria] parar”. Mas nem é necessário recorrer, uma vez mais, ao Twitter de Trump. Basta ler a carta que o Presidente enviou a Comey na terça-feira, em que este anuncia a sua decisão: “Apesar de agradecer que me tenha informado, em três ocasiões distintas, que não estou sob investigação, não deixo de concordar com a avaliação do Departamento de Justiça de que não está não está apto para liderar de forma eficaz”. A investigação referida é a da interferência russa no processo eleitoral, e sobre o caso dos e-mails de Hillary não há qualquer menção na missiva.

É difícil encontrar precedentes para o que aconteceu ontem em Washingon. Em 1993, Bill Clinton também despediu um director do FBI, William Sessions, mas em causa estava um escândalo de uso indevido de fundos públicos por parte do responsável da agência federal de investigação. 

Há, no entanto, outro caso que é recordado insistentemente desde a noite de terça-feira: o Watergate, que levou à primeira e única demissão de um Presidente norte-americano. A 20 de Outubro de 1973, Richard Nixon afastou Archibald Cox - não o director do FBI (o fact-check é sublinhado pela Biblioteca e Museu Presidencial Nixon), mas antes o procurador especial que conduzia a investigação ao envolvimento do Presidente republicano no assalto aos escritórios do Partido Democrata, e à tentativa de o encobrir. Em todo o caso, estabelece-se o paralelo entre dois Presidentes que tentam travar processos incómodos de que são alvo.


Mas mais importantes do que as referências nas redes sociais, onde o termo "nixonian" viralizou, são as declarações de altos responsáveis democratas e republicanos. 

Mesmo entre colaboradores próximos de Trump surgem referências ao Watergate. "Dick Nixon está a sorrir algures", tweetou Roger Stone, o homem que prepara dossiês para os republicanos sobre os 'esqueletos no armário' dos adversários eleitorais democratas. Ainda no campo republicano, mas na facção crítica de Trump, o antigo candidato presidencial John McCain afirma que "o timing do despedimento [de Comey] é profundamente preocupante". 

"Estou preocupado com o timing e a justificação da demissão do director Comey", declarou ainda o senador republicano Richard Burr, presidente da comissão do Senado para os serviços secretos, que considera o afastamento do director "uma perda para o FBI e para a nação".

É contudo do campo democrata que, sem surpresa, surgem as críticas mais veementes. Para o senador Bernie Sanders, adversário de Hillary nas primárias de 2016, a decisão de despedir o director do FBI neste momento “levanta sérias questões sobre o que está a Administração [Trump] a esconder”. O democrata considera "claro" que o nome que será escolhido por Trump e confirmado pelo Senado "não irá conseguir conduzir objectivamente a investigação à Rússia".

"O despedimento de Comey mostra o quanto a Administração Trump está assustada com a investigação da Rússia", disse por seu turno o senador democrata Tim Kaine, candidato a vice-Presidente em 2016.

Fala-se mesmo em "crise constitucional", como referiu o senador democrata Richard Blumenthal. Ron Wyden, senador do Oregon e outro membro da comissão do Senado para os serviços secretos, já veio exigir uma audição pública sobre o estado da investigação às ligações entre Rússia e Trump à data em que Comey foi despedido.

De Moscovo também surgem críticas. Não do Kremlin, mas de Edward Snowden, o antigo agente da NSA que fugiu dos EUA e revelou a dimensão global da máquina de espionagem electrónica de Washington. O dissidente lembra que Comey tentou, "durante anos", coloca-lo na prisão, mas que ainda assim é contra o seu despedimento. “Se eu me consigo opor ao seu despedimento, vocês também [conseguem]”, argumenta. Noutra mensagem, Snowden afirma que "todos os norte-americanos devem condenar esta interferência política no trabalho da agência".

Entretanto, Trump tem marcado para as 15h30 (hora de Lisboa) desta terça-feira um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, na Casa Branca.

No editorial desta quarta-feira, e seguindo os apelos de vários senadores como os democratas Chuck Schumer e Blumenthal, o New York Times apela a uma “investigação minunciosa e imparcial à interferência da Rússia nas eleições presidenciais de 2016 em nome de Donald Trump”, em nome da “credibilidade da mais velha democracia do mundo”, agora conduzida por um procurador especial. O diário de referência nova-iorquino também não crê na justificação avançada pela Casa Branca: “Comey merece todas as críticas pela forma como conduziu a investigação [aos e-mails de Hillary], mas essa não é, certamente, a razão pela qual Trump o despediu”.

Por agora, Trump e os seus apoiantes recorrem precisamente às críticas democratas a Comey, e à forma como este conduziu a investigação a Hillary, para justificar o afastamento do director do FBI.

fonte: Público

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