RELÓGIO DO APOCALIPSE

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terça-feira, 25 de setembro de 2018

Julian Assange renunciou ao asilo atribuído pelo Equador


Julian Assange Foto: REUTERS/Peter Nicholls/Arquivo

O fundador do sítio na Internet Wikileaks, Julian Assange, que está refugiado na embaixada do Equador desde 2012, renunciou ao asilo acordado por Quito, segundo uma carta que assinou em dezembro e a France-Press consultou.

Nesta mensagem eletrónica, classificada com "reservada" e datada de 4 de dezembro de 2017, Assange renuncia ao asilo concedido no quadro de uma estratégia do governo, que não se concretizou, que visava nomeá-lo depois diplomata equatoriano, primeiro no Reino Unido e a seguir na Federação Russa.

A carta, assinada pelo australiano de 47 anos e pelo advogado espanhol Baltasar Garzón, foi enviada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Equador a uma deputada do país, Paola Vintimilla, que investiga o processo de naturalização de Assange e a divulgou à comunicação social.

O criador do WikiLeaks renunciou ao asilo alguns dias antes de o Equador lhe ter atribuído a nacionalidade equatoriana, em 12 de dezembro, para a seguir o nomear diplomata, o que lhe permitiria continuar a viver na sua embaixada em Londres e inclusive ser colocado em Moscovo.

Assange refugiou-se na representação diplomática equatoriana há seis anos para, inicialmente, evitar ser extraditado para a Suécia, onde era acusado de violação, processo que foi arquivado.

Hoje, receia sair da embaixada e ser detido, e depois ser extraditado para os Estados Unidos da América, por ter revelado, via WikiLeaks, milhares de documentos confidenciais da diplomacia norte-americana.

A justiça britânica tem mantido um mandado de detenção em seu nome por desrespeito da liberdade condicional, que lhe tinha sido concedida durante a investigação sueca.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Equador recusou-se a fazer comentários sobre a mensagem de Assange ou o seu estatuto atual.

Vintimilla, deputada do partido social-cristão, disse à agência francesa que recebeu os documentos na semana passada.


segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Já aí estão os serviços de "lavagem cerebral" via Internet


Uma empresa oferece pacotes personalizados para influenciar as vontades alheias. Autêntica manipulação ao domicílio. Podem encomendar-se “serviços” para levar alguém a deixar de fumar ou a estar disponível para amar. Uma espécie de vodu dos tempos modernos

No passado, era a publicidade, declarada ou mais subliminar, a influenciar a compra de um carro, de um detergente, a fazer desejar um certo estilo de vida. No futuro, é possível que as nossas vontades e opiniões sejam manipuladas durante os sonhos, como se prevê no thriller de Christopher Nolan, A Origem, de 2010, e, muito antes disso, no romance Admirável Mundo Novo, escrito em 1931 por Aldous Huxley. No presente, somos bombardeados nos computadores, telefones ou tablets com anúncios/artigos que vêm ao encontro das nossas preferências ou dos nossos anseios. Quem nunca visitou a página do turismo de uma cidade e passou a ser inundado com anúncios de hotéis ou ofertas de viagens para esse mesmo destino?

Tudo isto acontece graças aos cookies – informação que fica guardada nos dispositivos de cada vez que visitamos um website, uma espécie de pegada ou rasto digital, e que está na base do marketing na era da internet. Agora, uma empresa registada em Londres oferece o que pode ser visto como um serviço de manipulação ao domicílio. Com a aplicação The Spinner é possível controlar os artigos que são apresentados a uma determinada pessoa, de forma a influenciar o seu comportamento. Os textos vão aparecendo nos dispositivos eletrónicos utilizados pelo visado, recheados de uma mensagem específica.

É possível, por exemplo, encomendar uma campanha a favor de um animal doméstico. São os adolescentes os principais clientes deste serviço e o visado, ou os visados, neste caso os pais, receberão artigos com títulos como “12 razões para a sua família ter um cão”. Também se pode tentar convencer alguém a deixar de fumar ou a pensar em mudar de emprego (imagine que quer ver-se livre de um colega de trabalho...). O pedido mais comum, revelou um responsável da empresa ao jornal Financial Times, é o pacote que predispõe uma mulher a dar o primeiro passo no sexo. Neste caso, o computador e o telemóvel da visada são inundados com supostos artigos de revistas femininas, nos quais se louvam as virtudes de dar o primeiro passo numa relação amorosa.

De acordo com as informações disponíveis no site, a aplicação, não disponível em Portugal, funciona de uma forma bastante simples: o cliente recebe um link de aparência inocente, criado pela The Spinner, que o envia ao visado. Assim que este abre o link, o pacote encomendado (deixar de fumar, por exemplo) fica associado ao telefone e a partir daí começa o “ataque”. Durante três meses, a pessoa irá receber dez artigos diferentes, todos com o mesmo objetivo, em 180 pop-ups, numa técnica que se socorre do poder de sugestão bem conhecido na psicologia. Este pacote básico custa à volta de 25 euros e, de acordo com a própria empresa, é perfeitamente legal. “Hoje, no vasto mercado de média online, o anexo de cookies é legal. Terceiros podem recolher ou receber informação sobre os utilizadores, com vista a fornecer conteúdo, publicidade ou funcionalidades ou ainda para medir e analisar o desempenho de um determinado anúncio”, explica-se.

Desde que o serviço foi lançado, em janeiro deste ano, mais de cinco mil pessoas, de acordo com o Financial Times, já pagaram para influenciar alguém de quem gostavam, ou não. “Há linhas que não cruzamos, se nos sentimos desconfortáveis”, assegurou Elliot Shefler, responsável pelo marketing da empresa, que dá como exemplo “questões altamente sexuais” (o detalhe destas propostas fica a cargo de cada um). “É uma ferramenta poderosa”, admite o responsável.

UM EMPURRÃOZINHO

É esta capacidade de influenciar, embora a uma escala mais vasta, visando toda a sociedade, que está na base do trabalho de Richard Thaler, Nobel da Economia em 2017. O economista social criou o conceito de nudge, empurrãozinho, que parte da ideia de que é possível influenciar o comportamento das pessoas, de forma positiva, através de medidas simples. Um exemplo clássico é o sistema de doação de órgãos que vigora em Portugal e que tem vindo a ser adotado noutros países europeus. O facto de todos os portugueses serem, à partida, dadores de órgãos – para não o serem é necessário deixarem esta vontade expressa – resulta numa boa taxa de doação. Noutro exemplo mais prático, o Aeroporto de Amesterdão pôs o desenho de uma mosca nos urinóis, para levar os utilizadores a fazer pontaria. Com isto conseguiu-se uma poupança na ordem dos 80% em detergentes.

Inspirado nesta teoria, Diogo Gonçalves, psicólogo e especialista em economia comportamental, criou a empresa Nudge Portugal que, neste momento, trabalha numa campanha com a qual se pretende aumentar o consumo de fruta e legumes, numa determinada cadeia de hipermercados. Sem poder revelar muitos pormenores, o empreendedor conta que a estratégia passará pela alteração dos carrinhos de compras. A ideia desta startup é de que a sua utilização seja pró-social. “Não me imaginaria a participar numa campanha para aumentar a venda de doces a crianças”, refere o responsável.

Porém, pode não ser sempre assim. Aliás, o especialista está a organizar uma conferência em Lisboa, envolvendo decisores políticos e organizações internacionais, na qual se discutirá precisamente os riscos e as potencialidades das aplicações de nudging. “É preciso promover a discussão pública acerca da utilização de aplicações como The Spinner, que promovem influência direcionada e não declarada. Hoje em dia, o espaço digital permite que as empresas saibam mais sobre as pessoas do que elas próprias. Faz falta avaliar a moralidade dos mercados. As políticas públicas têm sido dominadas pelos economistas. Precisamos de ouvir outros cientistas sociais, como os neurocientistas”, acrescenta. Depois deste debate, defende Diogo Gonçalves, “deve haver regulação neste setor de atividade”. Afinal, uma questão deverá estar sempre em cima da mesa: até que ponto queremos que nos entrem pela vida adentro?

À caça de dados

As análises de big data que põem em causa a democracia

Acedendo, sem permissão, a dados pessoais de mais de 50 milhões de pessoas utilizadoras do Facebook, a consultora britânica Cambridge Analytica enviou publicidade personalizada que influenciou o voto a favor de Donald Trump. A estratégia passa essencialmente pelo fabrico de notícias falsas e terá sido usada também na campanha pró--Brexit e, suspeita-se, nas eleições indianas. A fuga de informações pessoais poderá ter chegado a entidades russas, com interesse em condicionar o resultado das eleições norte-americanas de 2016. Depois de uma série de notícias reveladoras, a empresa acabou por abrir falência, atolada em processos judiciais. Quanto ao Facebook, fez o mea culpa, pela boca do seu fundador, Mark Zuckerberg, mas tarde demais. Desde 2015 que os responsáveis da rede social sabiam da fuga, mas nada fizeram para a travar.

Aliás, um relatório recente da Universidade de Oxford, no Reino Unido, identificou iniciativas de “manipulação do debate público”, para influenciar eleições e políticas em 48 países, nos últimos oito anos. Difusão de notícias falsas e contratação de grupos para escreverem nas caixas de comentários são os esquemas mais usados. E as redes sociais são o palco privilegiado para estas manobras que atentam contra a democracia.

Jornalista

fonte: Visão

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Encontrados objetos de colaborador de WikiLeaks desaparecido


Arjen Kamphuis desapareceu misteriosamente na Noruega há mais de três semanas.

A polícia norueguesa anunciou esta quarta-feira que foram encontrados na terça-feira num fiorde no norte do país objetos pertencentes a Arjen Kamphuis, colaborador norueguês da WikiLeaks que desapareceu misteriosamente na Noruega há mais de três semanas.

Num comunicado, a polícia indicou que um pescador tinha encontrado na terça-feira objetos a flutuarem na água, os quais tem a "certeza de que pertencem ao desaparecido".

Descrito pela WikiLeaks como um sócio do fundador Julian Assange, Arjen Kamphuis, especialista em cibersegurança de 47 anos, foi visto pela última vez a 20 de agosto, quando deixava o seu hotel em Bodo, no norte da Noruega, onde tinha passado férias.

O seu desaparecimento, classificado de "estranho" pela WikiLeaks, tem alimentado diversas teorias da conspiração nas redes sociais.

A polícia diz trabalhar com três teorias: um desaparecimento voluntário -- incluindo um suicídio -, um acidente ou um ato criminoso.

"Não avançámos suficientemente na investigação para poder eliminar ou confirmar uma destas três teorias", declarou o inspetor Bjarte Walla à agência France-Presse, adiantando que a polícia mantém "todas as possibilidades em aberto".

Os objetos foram encontrados perto de Kvaenflaget, a cerca de 50 quilómetros a leste de Bodo, e a polícia e equipas de socorro iniciaram já buscas na zona, indicou Walla.

Segundo uma amiga do desaparecido, não existia "absolutamente qualquer sinal de que ele quisesse desaparecer". "Pelo contrário, ele tinha muitos projetos, quer privados quer profissionais", disse Ancilla van de Leest à AFP.

Segundo a Wikileaks, Kamphuis tinha um bilhete de avião para 22 de agosto, com partida de Trondheim, a mais de 700 quilómetros a sul de Bodo. "O percurso de comboio entre as duas localidades demora cerca de 10 horas", precisou a Wikileaks, assim desencadeando o surgimento de muitas teorias da conspiração no Twitter sobre o que terá acontecido a Arjen Kamphuis.

Julian Assange, um cidadão australiano de 47 anos, está desde 2012 refugiado na embaixada do Equador em Londres para fugir à Justiça norte-americana, que quer julgá-lo pela publicação na Wikileaks dos ditos documentos militares e mensagens diplomáticas norte-americanos classificados como secretos.


sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Microchips debaixo da pele estão a substituir cartões e BI na Suécia

iphone-6-microchip-nfc

Cerca de 3500 suecos já inseriram microchips no seu corpo para tornar mais fácil o seu dia a dia, já que passam a não precisar de andar com o cartões. 

O sistema é mesmo mais completo do que isso e permite inclusive substituir bilhetes de comboio ou o cartão de entrada em hotéis. 

Com o tamanho de um pequeno grão de arroz por baixo da pele, o sistema está a ser testado desde 2015 na Suécia e o ano passado passou a estar disponível de ser usado como bilhete de comboio para a rede nacional de ferrovia. Para funcionar tem de ser passado um scanner pela mão dos passageiros com os chips biométricos.

A agência AFP cita mesmo uma utilizadora de 28 anos, Ulrika Celsing, que passou a deixar de usar o cartão de entrada no ginásio e no escritório, já que precisa apenas de passar a mão que tem o microchip numa pequena caixa e marcar um código para se identificar. 

A colocação do microchip é um processo idêntico à colocação de um piercing e envolve uma seringa para se injetar o chip. Uma possível desvantagem, indica a AFP, é que alguns implantes podem causar infeções ou reações ao sistema imunitário do corpo. 

Movimento sueco 

Todo este pequeno movimento de microchips na Suécia começou quando a empresa sueca do chamado biohacking, Bionyfiken, começou a organizar “festas de implantes”, onde grupos de pessoas colocavam chips nas suas mãos. A iniciativa chegou a países como os EUA, Reino Unido, França, Alemanha e México. 

A Suécia tem alguma predileção por este chamado biohacking, onde se colocam no corpo materiais biológicos. O próprio governo sueco também investiu fortemente na economia digital e o banco central local quer criar uma moeda digital chamada e-krona. 

O ano passado uma empresa de software norte-americana chamada Three Square Market aderiu à moda sueca e injetou alguns funcionários voluntários com microchips para puderem comprar produtos nas vending machines, autenticarem-se nos seus computadores ou usarem a fotocopiadora.


quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Os cinco olhos' tentarão aceder às suas mensagens de texto


As agências de espionagem dos EUA e vários aliados prometem forçar as empresas de tecnologia a cooperar se não o fizerem voluntariamente.

O grupo de agências de inteligência conhecido como 'Os Cinco Olhos' ('Five Eyes', em inglês), que reúne os serviços secretos dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, pretende aumentar seu acesso às mensagens privadas e criptografadas de usuários em todo o mundo.

Para isso, as agências de espionagem prometem forçar as empresas de tecnologia a cooperar se não o fizerem voluntariamente, segundo o comunicado oficial do grupo publicado após uma reunião de seus representantes realizada na semana passada em Gold Coast, na Austrália.

O documento cita a "luta contra o terrorismo e o crime" para justificar a" necessidade urgente" dos órgãos de controle de intervir em conversas privadas em serviços de mensagens instantâneas.

Por outro lado, a declaração menciona brevemente a importância da criptografia para a privacidade, embora compare o facto de "quebrar" os arquivos de um usuário com uma inspecção de rotina de uma casa, um veículo ou pertences pessoais.

Também insiste que "as leis de privacidade devem impedir interferências arbitrárias ou ilegais, mas a privacidade não é absoluta " , e é por isso que, se as empresas de tecnologia se recusarem a "dar as chaves" à criptografia de forma voluntária, Agências dos Cinco Olhos podem usar "medidas tecnológicas, coercivas, legislativas ou outras" contra elas.

Os serviços de inteligência não especificaram o tipo de acesso concreto que exigem das empresas, embora afirmem ter feito um convite a vários "altos representantes da indústria digital" para participar da reunião, o que não foi aceito por nenhum deles.

fonte: RT

sábado, 19 de maio de 2018

Espancamento de mulher grávida e estupro de homem: Snowden expõe torturas de Haspel


A nomeação de Gina Haspel como directora da CIA foi recebida com uma forte oposição entre os legisladores norte-americanos, já que ela foi suspeita de estar envolvida no uso de métodos de interrogatório extremos pela agência.

O famoso divulgador Edward Snowden, escreveu no seu Twitter que a nova directora da CIA participou do programa de torturas cruel, bem como encomendou a destruição do vídeo com evidências.

"Nota: Gina Haspel participou do programa de tortura que envolvia bater na barriga de uma mulher grávida (inocente), estupro anal de um homem com a comida que ele tentou rejeitar, e congelamento de um prisioneiro algemado até à morte. Ela pessoalmente escreveu o pedido para destruir 92 gravações das torturas da CIA", lê-se no seu Twitter.


Note: Gina Haspel participated in a torture program that involved beating an (innocent) pregnant woman's stomach, anally raping a man with meals he tried to refuse, and freezing a shackled prisoner until he died. She personally wrote the order to destroy 92 tapes of CIA torture. https://twitter.com/realDonaldTrump/status/997220260259487744 …

​O Senado dos EUA confirmou a nomeação de Gina Haspel como a próxima directora da Agência Central de Inteligência com 45 votos a favor, de um total de 54, na quinta-feira (17). De acordo com as recentes gravações reveladas, ela supervisionou a tortura do prisioneiro, incluindo afogamento simulado e mandou destruir as evidências, declarou o Arquivo da Segurança Nacional dos EUA na Universidade de George Washington.

Na semana passada, o senador norte-americano, John McCain, recusou-se a votar a favor da nomeação de Haspel, por que acha que ela não serve para liderar a CIA devido ao "papel perturbador na supervisão do uso de torturas pelos americanos".

Durante as audições dela no Senado a 9 de maio, Haspel prometeu não renovar o programa de detenção e interrogação sob a sua liderança, embora não declarou que as tácticas de tortura eram imorais.

Gina Haspel, de 61 anos de idade, será a primeira mulher na posição da directora da CIA, que alegadamente vigiou a interrogação de um prisioneiro na prisão secreta na Tailândia, que foi afogado 83 vezes num único mês durante as torturas.


NOTA MUITO PESSOAL
Deviam fazer-lhe, igual ou dobro do que ela fez ou mandou... 
Esta criatura não é humana, deve ser um reptóide ao serviço da CIA, pessoa fria e sem sentimentos de humanísmo é um monstro,,, uma assassina, por menos muitos foram fuzilados, era o fim merecido para ela... Como diz o velho ditado TODO O PERÚ, TEM O SEU NATAL!!!!!!

fonte: Sputnik News

terça-feira, 1 de maio de 2018

O Facebook tem um exército que vigia o que publica


É mais um dos mistérios da rede social com mais utilizadores em todo o mundo. Várias pessoas já se queixaram de publicações que foram apagadas alegadamente por não respeitarem as regras impostas por Zuckerberg. Quem controla isso e quais são as normas?

Obras de arte com corpos despidos já foram eliminadas do Facebook com a desculpa de não cumprirem as normas da rede social. Há relatos de fotos relativas a protestos políticos que desapareceram do mapa digital. Tudo isto acontece ao mesmo tempo que as notícias falsas continuam sem um verdadeiro controlo, dando a sensação de que o Facebook não tem uma política bem clara sobre o que se pode ou não publicar.

Ainda a recuperar da polémica em torno da "Cambridge Analytica", o Facebook desvendou esta semana alguns pontos sobre a máquina que controla aquilo que entra na rede.

Os "Padrões da Comunidade" foram divulgados pela empresa num longo documento com oito mil palavras que incluem expressões que não podem ser usadas. "Odeio", "Não gosto", "X é o pior", são alguns dos exemplos que vão merecer mais atenção por parte da rede social. Também não deve usar "Nojento", "desprezível" e "asqueroso". Outro dos aspetos que mais chama a atenção nesta nova lista está relacionado com a atenção dada às informações pessoais dos utilizadores." Não deves publicar informações pessoais ou confidenciais sobre outras pessoas sem o seu consentimento", explica o documento.

Pela primeira vez, a rede social admite reavaliar quando um determinado conteúdo é apagado. Os utilizadores, como se de um tribunal se tratasse, podem apresentar um recurso que será depois analisado pelo Facebook

E como é que este controlo funciona? O Facebook tem um exército com mais de sete mil pessoas que estudam todas as denúncias feitas pelos utilizadores. Para ajudar este grupo de trabalho, a rede social conta com um software que analisa aquilo que chega à rede social através dos seguidores.


sábado, 14 de abril de 2018

Televisão russa alerta para a III Guerra Mundial e dá conselhos à população


A estação televisiva estatal russa Rossiya - 24news alertou para a iminência de uma III Guerra Mundial e até deixou conselhos aos telespectadores sobre o que fazer quando tal acontecer.

Tudo aconteceu durante um bloco noticioso do canal em que o pivot aconselhou a população a comprar alimentos com um maior prazo de validade.

"Podem sobreviver com carne enlatada durante algum tempo, até cinco anos. Peixe enlatado pode ser conservado até dois anos. Claro que será difícil viver sem leite, açúcar, sal (...)", começou por referir o jornalista.

Perante um cenário de guerra nuclear, o jornalista referiu que "(...) a vida no mundo subterrâneo será particularmente difícil para os doces. Chocolates, leite condensado, tudo terá que ser deixado para trás" e enumerou mesmo as quantidades necessárias de comida para sobreviver durante determinados períodos de tempo:

Depois juntou-se um especialista à conversa, que alertou para a importância do consumo de água para sobreviver durante um período de tempo maior: "Quanto mais água, melhor. Podemos sobreviver duas ou três semanas sem comida mas muito dificilmente sobrevivemos três dias sem água", referiu.

Esta rubrica da Rossiya-24news surge na sequência de um cada vez mais acentuado clima de tensão que se vive entre Rússia e Estados Unidos em torno da situação que se vive na Síria.

Já hoje, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que "a Guerra Fria voltou" e denunciou que a situação em solo sírio representa, atualmente, o maior perigo para a paz e segurança mundiais.


fonte: SIC Noticias

sábado, 14 de outubro de 2017

China vai ter base de dados de reconhecimento facial para todos os seus habitantes


A intenção é ligar o sistema à vasta rede de câmaras de vigilância instaladas na maioria das cidades chinesas.

As autoridades chinesas estão a preparar uma base de dados com os rostos dos quase 1.400 milhões de habitantes do país, de forma a reconhecer qualquer pessoa em segundos.

A notícia é avançada pelo jornal South China Morning Post, citado pela Lusa, que acrescenta que o projeto foi lançado pelo ministério de Segurança Pública, em 2015, e, neste momento, tem um sistema com uma precisão de reconhecimento de 90%.

O sistema suscita preocupações sobre a proteção dos dados pessoais dos cidadãos, mas os responsáveis pelo projeto asseguram que o uso comercial será estritamente proibido.

Os mesmos responsáveis, citados pelo diário chinês, garantem que para aceder à base de dados é necessário passar por códigos e chaves de segurança de diferentes altos quadros do ministério de Segurança Pública, tornando o roubo de dados "extremamente difícil".

Na China, o reconhecimento facial é já muito usado, nomeadamente para pagar em restaurantes ou fazer check in em aeroportos.

fonte: SAPO TEK

sábado, 19 de agosto de 2017

Sorria. Esta lâmpada está a filmá-lo

As câmaras chegam a cada vez mais lugares

As câmaras chegam a cada vez mais lugares JOAO GUILHERME / PUBLICO

Há cada vez mais produtos pequenos e discretos para nos ajudar a manter o nosso mundo sob controlo, e outros para nos esconder de quem quer fazer o mesmo.

O mundo da videovigilância, espionagem e reconhecimento facial é cada vez mais fácil, mas também mais assustador. Com a tecnologia a tornar possível câmaras e microfones cada vez melhores, mais pequenos e mais discretos, torna-se fácil instalar sistemas de vigilância em qualquer lugar.

Por um lado, a evolução ajuda as pessoas a sentirem-se mais seguras (as câmaras de segurança em tempo real não servem só para apanhar ladrões, mas para ver se está tudo bem com filhos que ficaram em casa com a ama, ou animais de estimação sozinhos), por outro, leva-as a terem medo do big brother (a Amazon utiliza reconhecimento facial na sua loja física, e empresas tecnológicas como a Apple e o Facebook utilizam-na para categorizar as fotografias dos seus utilizadores).

Eis alguns produtos que nos ajudam a manter o mundo sob controlo e, outros para nos esconder de quem quer fazer o mesmo:

Lâmpadas que espiam

A Tovnet é uma câmara com wifi integrado escondido numa “lâmpada LED inteligente”. O objectivo é oferecer um equipamento de vigilância barato e discreto que também é capaz de iluminar uma divisão.

Independentemente de as luzes serem ligadas, a câmara começa a gravar assim que detecta movimento na zona em que está instalada, e pode enviar um sms a avisar o dono, que pode ver imagens em tempo real na aplicação. A câmara vem ainda com uma visão nocturna (que detecta luz infravermelha) para continuar a gravar caso seja activada durante a noite. É fácil de instalar a câmara (basta enroscar uma lâmpada), e caso os utilizadores queiram uma cópia de segurança das filmagens (além das que são enviadas para o telemóvel), há a opção de inserir um cartão de memória adicional. A aplicação também permite que os utilizadores activem a câmara, remotamente, a qualquer altura.


Foto Basta enroscar uma lâmpada, para instalar a câmara TOVNET

O projecto completou uma campanha de financiamento no site IndieGogo o mês passado. Os primeiros modelos – que custam 175 dólares (cerca de 152 euros) – começam a ser exportados em Setembro. 

Acessórios que gravam tudo

Além de lâmpadas, há vários acessórios (desde botões e brincos, a relógios ou colares) com pequenas câmaras inseridas. Este Verão, a Ubiquiti lançou o FrontRow, uma câmara para filmar que passa por um pendente para homens ou mulheres. Foi concebida para transmitir vídeos, ao vivo, nas redes sociais (e editar, automaticamente, um resumo visual do dia no final), mas também é visto como um acessório pequeno, discreto e leve (só pesa 55 gramas) que permite aos utilizadores filmarem (com uma qualidade de cinco ou outo megapixéis, consoante a fase do colar que está à mostra) em qualquer lugar. Custa 399 dólares (cerca de 340 euros).


Foto A câmara de filmar passa por um pendente para homens ou mulheres FRONTROW

A empresa canadiana Shonin está a desenvolver um produto muito semelhante: a Streamcam é uma câmara (que se cola na lapela do casaco) e que pode ser activada a qualquer altura para transmitir imagens, em directo, para as redes sociais. Porém, o aparelho é descrito como um acessório de segurança. Se o utilizador estiver numa zona sem Internet, a câmara consegue armazenar imagens (encriptadas) num cartão de memória interno com 8GB. A câmara é à prova de água, regista a localização GPS do utilizador e consegue filmar cerca de duas horas consecutivas.


Foto A câmara pode-se prender na lapela do casaco SHONIN

Padrões anti-espionagem

Com câmaras em quase todo o lado torna-se difícil fugir a sistemas de reconhecimento facial, mas, do outro lado da equação, já há roupa “anti-vigilância” que utiliza padrões coloridos para confundir sistemas de segurança. Este ano, a Hyphen-Labs apresentou um cachecol que utiliza desenhos personalizados para confundir os algoritmos utilizados para identificar pessoas. Ainda não se conhece o preço, mas o lançamento está previsto para o final de Agosto. Foi desenvolvido com a ajuda de Adam Harvey, um investigador e artista que se especializa no ramo da contra vigilância.

O cachecol utiliza os padrões do projecto Hyperface (criado por Harvey) para simular centenas de “caras falsas” distraindo os programas de reconhecimento facial da verdadeira cara de pessoa. O objectivo é introduzir o conceito do Hyperface em vários ambientes, incluindo edifícios e espaços urbanos.


Foto O protótipo do cachecol foi apresentado no início do ano HYPHEN-LABS E HYPERFACE

“As pessoas têm outras prioridades e não têm de estar preocupadas com a vigilância. Contudo, a realidade é que as empresas de tecnologia têm-se apoderado da fraca regulação na recolha de informação e imagens, e o resultado é um estado de híper-vigilância”, comenta Harvey.

Além do projecto da Hyperface, há várias empresas a venderem aparelhos para prevenir métodos de vigilância furtivos como detectores de câmaras e outros aparelhos com radiofrequência. Porém, muitas vezes, as empresas que os desenvolvem (por exemplo, a Brick House Security e a SpyTec Inc) também vendem aparelhos para filmar discretamente.

fonte: Público

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Trump pode fazer ponteiros do Relógio do Apocalipse avançarem


Tensão entre Rússia e EUA, alterações climáticas e potencial guerra nuclear preocupam Boletim de Cientistas Atómicos.

O Boletim de Cientistas Atómicos pode amanhã adiantar o Relógio do Apocalipse (Doomsday Clock).

Este relógio marca atualmente três minutos para meia-noite, indicando que vivemos uma situação tão perigosa quanto a da Guerra Fria, o último período da história em que o ponteiro dos minutos esteve tão avançado.

Contudo, contra o jornal Metro, os ponteiros podem avançar ainda mais, estando um encontro do grupo responsável pelo relógio agendado para esta quinta-feira.

No mês passado, o Boletim de Cientistas Atómicos alertou para a “tensão entre os Estados Unidos e a Rússia, a níveis que lembram a Guerra Fria, a ameaça das alterações climáticas e as preocupações nucleares”, fatores que influenciarão o ajuste na ‘hora’.

Sem referir diretamente Donald Trump, este será em parte responsável por afastar ou aumentar os alertas mundiais nestes três campos.

Recorde-se que o republicano considera as alterações climáticas "uma farsa", tendo já anunciado que os EUA vão abandonar a sua política de redução de energias poluentes e retomar as perfurações do petróleo e gás de xisto.

Também admitiu poder ordenar o uso de bombas nucleares, nomeadamente no Médio Oriente. Questionado sobre se usaria uma bomba na Europa, a resposta foi “não vou tirar essa hipótese de cima da mesa”.

O relógio do Apocalipse foi criado em 1947 para mostrar, simbolicamente, quanto tempo faltava para a civilização enfrentar uma catástrofe global.

É gerido por um boletim de cientistas que ajudaram a desenvolver a bomba atómica e conta atualmente com 18 prémios Nobel entre os seus diretores e patrocinadores.

Desde a sua criação, o relógio do Apocalipse viu os seus ponteiros moverem-se 22 vezes em resposta a acontecimentos mundiais.


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Empresa norte-americana vai colocar chips nos funcionários


Os chips, implantados debaixo da pele, vão permitir aos trabalhadores pagar no refeitório, ligar os computadores, utilizar diferentes máquinas, como as fotocopiadoras, e abrir portas

Uma empresa tecnológica de Wisconsin, nos Estados Unidos, vai colocar microchips, do tamanho de grãos de arroz, nos funcionários. A “Three Square Market” será pioneira nesta iniciativa, com início a 1 de agosto.

Segundo o jornal The Independent, a colocação do microchip é opcional, no entanto, a empresa espera uma adesão de mais de 50% dos trabalhadores. Aliás, a companhia afirma que 50 dos seus funcionários já se inscreverem voluntariamente para receber a nova tecnologia.

Os chips serão implantados debaixo da pele, entre o polegar e o indicador, e vão permitir o pagamento da comida e bebidas no refeitório, fazer o login nos computadores, viabilizar a utilização de máquinas e abrir portas dentro da empresa.

Através de um comunicado, o diretor-executivo da empresa, Todd Westby, explicou ainda que os chips podem ser utilizados para desbloquear telefones, trocar cartões de visita e armazenar informações médicas.

Eventualmente, esta tecnologia tornar-se-á padronizada, permitindo a qualquer um usá-la como seu passaporte, passe de transporte público ou para fazer compras”, acrescentou Todd, num comunicado de imprensa, de acordo com o The Independent.

Mais experiências

A tecnologia e informação biométrica estão a tornar-se cada vez mais populares. No início deste ano, uma empresa ferroviária sueca começou a oferecer a opção, aos seus passageiros, de usarem um chip, implantado na mão, em vez de um bilhete de papel.

Na última semana, o banco britânico TSB anunciou que irá disponibilizar em setembro uma aplicação para smartphones que reconhece a íris do olho do cliente e lhe permite aceder às suas contas bancárias.

O mercado internacional está aberto e acreditamos que a trajetória futura da participação será conduzida por quem capturar primeiro essa área”, considera Patrick McMullan, um dos responsáveis de empresa norte-americana “Three Square Market”.

fonte: TVI24

terça-feira, 6 de junho de 2017

Bilderberg: o clube mais secreto do mundo está de olho em Donald Trump


Até domingo, os destinos da Humanidade estão sob discussão de políticos, banqueiros, presidentes ou administradores de grandes empresas. Quais as figuras portuguesas que fizeram parte destes encontros?

Os “senhores do mundo” estão reunidos desde quinta-feira naquele que é um dos encontros de líderes mais importantes a nível global: as conferências de Bilderberg. Ao longo de quatro dias, os destinos da Humanidade estão sob discussão de políticos, banqueiros, presidentes ou administradores de grandes empresas, nos quais se incluem Christine Lagarde, Luis de Guindos, Michael O’Leary, Ana Botín, entre outros.

O tema a que os participantes vão dar mais atenção é ao governo de Donald Trump, que ainda esta semana fez correr tinta por ter abandonado oficialmente o Acordo de Paris sobre as alterações climáticas. De acordo com o comunicado da organização, os principais pontos a debate são a nova administração dos Estados Unidos da América e as relações transatlânticas.

As personalidades da política e economia mundiais vão fazer a radiografia ao percurso do presidente americano e a avaliar a implicação das suas medidas na Europa e América anglo-saxónica, mas de Donald Trump nem palavras nem tweets até ao momento. “É possível abrandar a globalização?” e “Por que está o populismo a crescer?” são outras das questões a que a centena de convidados procura responder, bem como a proliferação nuclear, o papel da Rússia a nível internacional e o futuro da União Europeia e da China.

Curiosamente, o clube reuniu-se um dia depois da cimeira Europa-China, em Bruxelas, onde o comércio e a concorrência desleal entre as duas potências foram temas-chave. Nessa ótica, calcula-se que os líderes mundiais tragam à tona o acordo de investimento que o projeto europeu tenta negociar com Pequim desde 2013. Porém, não passam de probabilidades, porque o desfecho destas negociações é um autêntico covfefe (leia-se: dilema por decifrar).

Bild… quê?

O secretismo envolto no clube muito se deve ao facto de os meios de comunicação social terem pouco (ou nenhum) acesso a informação sobre as conversas que os convidados têm. A última conferência de imprensa de Bilderberg foi em meados dos anos 70, mas a organização desvaloriza a situação, dizendo que durante várias décadas reuniram os jornalistas no final dos eventos mas acabaram por pôr fim às conferências de imprensa “por falta de interesse”, conforme se pode ler numa nota publicada online.

O The Guardian não se deixa embalar pelo argumento e, num artigo publicado recentemente, o diário britânico critica severamente esta opção tomada pelos responsáveis dos Encontros de Bilderberg e considera que certos tópicos são irónicos, como a discussão sobre as fake news [“The war on information”, um dos assuntos em cima da mesa].

“A conferência mais secreta do mundo, que opta por perder milhares de dólares a tentar afastar os jornalistas dos debates, (…) quer garantir a transmissão da verdade?”, escreve a correspondente no local. Quanto à questão dos populismos, o jornal vê como uma “piada” e diz que “deviam olhar ao espelho” devido ao lobby que os oradores fazem.

No evento deste fim de semana vão estar representantes do The Economist, do El País, da Bloomberg ou do The Wall Street Journal, sendo que em edições anteriores estiveram repórteres ou editores da CBS, do Le Monde, do Le Figaro, etc. Há cinco anos, a jornalista portuguesa Clara Ferreira Alves, do semanário Expresso, foi convidada pelo presidente do grupo Impresa para representar o país.

A sombra em redor deste clube tem motivado o interesse de vários académicos e enriquecido o património literário com obras sobre os encontros, como «Toda a Verdade sobre o Clube Bilderberg», de Daniel Estulin, «O Clube Secreto dos Poderosos», da autoria de Cristina Martín Jiménez e, uma das mais recentes, «O Governo de Bilderberg», redigida por Frederico Duarte Carvalho.

Neste último trabalho de investigação, o autor refere que “não há, no mercado livreiro nacional e internacional, uma história isenta sobre o que é esta organização que, desde os anos 80, conta com dois ex-primeiros-ministros portugueses na lista dos membros permanentes”.

Numa rara ocasião em que comentou o tema, em 2013, o antigo membro permanente Francisco Pinto Balsemão – entretanto substituído por Manuel Durão Barroso – levantou ligeiramente o véu e confessou que “cada membro do comité diretor tem os critérios” para a escolha dos convidados à reunião anual. “Procuramos convidar pessoas que ou já têm influência ou que nós entendemos que poderão vir a ter relevância política, social, cultural”, explicou.

Os bilderbergers portugueses de 2017 são Manuel Durão Barroso e o seu antigo ministro-adjunto José Luís Arnaut. O ex-presidente da Comissão Europeia convidou o managing partner da CMS Rui Pena & Arnaut e o presidente da EDP para o acompanharem a Virginia, no entanto, o nome de António Mexia já não consta da lista de participantes que foi divulgada no site oficial do clube.

Recorde-se que esta sexta-feira, no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público, António Mexia e João Manso Neto, CEO da EDP Renováveis, foram constituídos arguidos por suspeitas de corrupção. Além destes empresários, o Jornal Económico noticiou que outros dois responsáveis da REN, João Faria da Conceição e Pedro Furtado, estariam a ser investigados.

A reunião de Bilderberg deste ano, que decorre até este domingo, dia 4, realiza-se no Hotel Westfields Marriott, na região de Chantilly, localizada no estado norte-americano de Virgínia. É a quarta vez que esta unidade hoteleira recebe os todo-poderosos, depois de em 2002, 2008 e 2012 também ter sido o local selecionado pela organização.

As conferências de Bilderberg, cujo nome advém do hotel onde ocorreu a primeira, em 1954, contam na generalidade com dois terços de participantes europeus e os restantes são oriundos da América do Norte. Ao todo, 131 personalidades de 21 países confirmaram a sua presença em Chantilly. Veja que outras figuras portuguesas já fizeram parte de encontros anteriores:

António José Seguro

Paulo Portas

Luís Amado

Paulo Rangel

Francisco Pinto Balsemão

Manuel Pinho

José Sócrates

José Pedro Aguiar-Branco

Santana Lopes

José Manuel Durão Barroso

Nuno Morais Sarmento

António Costa

Rui Rio

Manuela Ferreira Leite

Augusto Santos Silva

Marcelo Rebelo de Sousa

António Guterres

Ferro Rodrigues

Jorge Sampaio

Luís Mira Amaral

Vítor Constâncio

Fernando Teixeira dos Santos

José Medeiros Ferreira

Joaquim Ferreira do Amaral

António Morais Barreto

João Cravinho

Artur Santos Silva

Francisco Murteira Nabo

Clara Ferreira Alves

António Nogueira Leite

Manuel Ferreira de Oliveira

Ricardo Salgado

Inês de Medeiros

Paulo Macedo

Carlos Gomes da Silva

Maria Luís Albuquerque


sábado, 3 de junho de 2017

O clube secreto onde se discute o rumo do mundo


Durão Barroso, membro português do Comité Diretor de Bilderberg

As reuniões do Bilderbeg começam hoje. Donald Trump é um dos principais temas de conversa para a fina flor que reúne os maiores empresários do mundo e vários governantes. Este ano, Durão Barroso convidou José Luís Arnaut e António Mexia

Dizem que é uma convenção privada, mas o secretismo à volta das reuniões do Bilderberg dão-lhe aquela aura de clube, onde só entra quem a direção convidar. O que é verdade.

De hoje, 1 de junho, até dia 4, 131 participantes de 21 países vão discutir o que se passa no mundo. Nada do que vai acontecer no hotel The Westfields Marriott, em Washington, nos EUA, pode ser revelado. Não são feitos relatórios escritos, não há resoluções nem votações. Há conversa, debate e, depois, cada um reflete para si próprio.

Mas o que faz do Bilderberg assunto internacional? É que é ali que vão estar vários governantes, a fina flor da academia, os presidentes das maiores empresas do mundo, especialistas em economia finanças e patrões dos media.

Este ano, e como não poderia deixar de ser, Donald Trump é assunto. O primeiro ponto em contenda será sobre a nova administração norte-americana. “The Trump Administration: A progress report” vai ser falado a poucos quarteirões da Casa Branca e Trump tem lá a sua “guarda pretoriana” para o defender, como McCaster (conselheiro nacional de segurança), Wilbur Ross (secretário do Comércio) e Chris Liddell (um dos seus estrategas).

Mas se Trump está na agenda, também a Rússia e a China fazem parte do “cardápio” de assuntos. Do lado chinês estará presente o próprio embaixador da China nos EUA, o que parece transformar o debate numa reunião institucional, já que este tema será tratado entre o secretário americano do Comércio, os maiores investidores americanos na China, incluindo a Google, e dirigentes de topo da CIA (a agência de informações de segurança).

E há mais. O rumo da União Europeia, o crescimento do populismo, a guerra da informação, o nuclear ou as alianças de defesa são outros pontos na ordem de trabalhos.

REIS E GOVERNANTES

Se a Holanda marca presença com o ministro da Defesa e o próprio rei, Guilherme Alexandre, a Alemanha tem, por exemplo, o presidente da Airbus e da Bayer, assim como o do Deutsch Bank.

De Portugal estarão lá Durão Barroso que, no ano passado, substituiu Francisco Pinto Balsemão no Comité Diretor de Bilderberg (quem faz os convites), José Luís Arnaut, ministro nos Governos de Durão Barroso e Santana Lopes, atualmente advogado e conselheiro da Goldman Sachs, e António Mexia, presidente da EDP.

Em 2015, o jornalista Rui Pedro Antunes escreveu o livro “Os planos de Bilderberg para Portugal”. A investigação levou-o a concluir: “Dos 73 portugueses nos encontros, 43 foram (ou são) ministros, oito desempenharam funções como secretários de Estado, 12 foram líderes dos três partidos do 'arco da governação', cinco foram primeiros-ministros e um foi Presidente da República [Jorge Sampaio]” . Agora já são dois Presidentes, já que Marcelo Rebelo de Sousa esteve presente na reunião de 1998, quando era presidente do PSD.

O jornalista acentua que estas reuniões estão vocacionadas para o chamado bloco central. "Em Portugal o limite será o PS, não é convidado ninguém do PCP ou do Bloco de Esquerda”

Recorde-se que Bilderberg é o nome do hotel holandês onde, pela primeira vez, em 1954, se reuniu este grupo.

fonte: Visão

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Bilderberg 2017 - Lista de Participantes


Os pontos de discussão da agenda e a lista de participantes para o 65º Congresso anual dos Bilderberg foi divulgado.

Um comunicado de imprensa no site oficial BilderbergMeetings.org divulgou os nomes dos líderes de finanças, mídia e política que estarão em Chantilly, Virgínia, esta semana de 1 a 4 de junho.

Os membros que participam das conferências juram sigilo sob as regras da Chatham House que eles afirmam que permitem-lhes discutir questões sem medo de críticas dos meios de comunicação ou do público.

Chantilly foi anteriormente o local de numerosas conferências Bilderberg, a última em 2009.


LISTA DE PARTICIPANTES


PRESIDENTE 

Henri de Castries (FRA), ex-presidente e CEO da AXA; Presidente do Institut Montaigne

PARTICIPANTES

Paul M. Achleitner (DEU), presidente do Conselho Fiscal, Deutsche Bank AG

Andrew Adonis (GBR), presidente da Comissão Nacional de Infra-estrutura

Marcus Agius (GBR), Presidente, PA Consulting Group

Mustafa Akyol (TUR), Fellow Visitante Sénior, Projeto Freedom no Wellesley College

Kjetil B. Alstadheim (NOR), Editor Político, Dagens Næringsliv

Roger C. Altman (EUA), fundador e presidente sénior da Evercore

José Luis Arnaut (PRT), sócio-gerente da CMS Rui Pena e Arnaut

José M. Durão Barroso (PRT), presidente da Goldman Sachs International

Oliver Bäte (DEU), CEO da Allianz SE

Werner Baumann (DEU), presidente da Bayer AG

Nicolas Baverez (FRA), parceiro da Gibson, Dunn & Crutcher

René Benko (AUT), fundador e presidente do conselho consultivo, SIGNA Holding GmbH

Anne-Catherine Berner (FIN), ministra dos Transportes e Comunicações

Ana P. Botín (ESP), presidente Executiva do Banco Santander

Svein Richard Brandtzæg (NOR), presidente e CEO da Norsk Hydro ASA

John O. Brennan (EUA), consultor sênior da Kissinger Associates Inc.

Frank Bsirske (DEU), presidente da United Services Union

Thomas Buberl (FRA), CEO da AXA

M. Elaine Bunn (EUA), ex-vice-secretária adjunta da Defesa

William J. Burns (EUA), presidente da Carnegie Endowment for International Peace

Levent Çakiroglu (TUR), CEO da Koç Holding AS

Cansu Çamlibel (TUR), chefe do departamento de Washington DC, jornal Hürriyet

Juan Luis Cebrián (ESP), presidente Executivo, PRISA e El País

Kristin Clemet (NOR), CEO da Civita

David S. Cohen (EUA), ex-diretor adjunto da CIA

Patrick Collison (EUA), CEO da Stripe

Tom Cotton (EUA), senador

Tiankai Cui (CHN), embaixador dos EUA

Mathias Döpfner (DE), CEO da Axel Springer SE

John Elkann (ITA), presidente da Fiat Chrysler Automobiles

Thomas Enders (DE), CEO da Airbus SE

Ulrik Federspiel (DNK), executivo do grupo Haldor Topsøe Holding A/S

Roger W. Ferguson Jr. (EUA), presidente e CEO da TIAA

Niall Ferguson (EUA), membro sênior da Hoover Institution, e Universidade de Stanford

Fabiola Gianotti (ITA), diretora geral do CERN

Sandro Gozi (ITA), Secretário de Estado dos Assuntos Europeus

Lindsey Graham (EUA), senador

Evan G. Greenberg (EUA), presidente e CEO da Chubb Group

Kenneth Griffin (EUA), fundador e CEO da Citadel Investment Group, LLC

Lilli Gruber (ITA), editora-chefe e âncora do "Otto e mezzo", La7 TV

Luis de Guindos (ESP), Ministro da Economia, Indústria e Competitividade

Avril D. Haines (EUA), ex-consultora adjunta de segurança nacional

Victor Halberstadt (NLD), professor de Economia da Universidade de Leiden

Ralph Hamers (NLD), presidente do Grupo ING

Connie Hedegaard (DNK), presidente da Fundação KR

Jeanine Hennis-Plasschaert (NLD), Ministra da Defesa dos Países Baixos

Mellody Hobson (EUA), presidente da Ariel Investments LLC

Reid Hoffman (EUA), co-fundador do LinkedIn e Parceiro Greylock

Nicholas Houghton (GBR), ex-chefe de defesa

Wolfgang Ischinger (INT), presidente da Conferência de Segurança de Munique

Kenneth M. Jacobs (EUA), presidente e CEO da Lazard

James A. Johnson (EUA), presidente da Johnson Capital Partners

Vernon E. Jordan Jr. (EUA), diretor Gerente Sênior da Lazard Frères & Co. LLC

Alex Karp (EUA), CEO da Palantir Technologies

Carsten Kengeter (DE), CEO da Deutsche Börse AG

Henry A. Kissinger (EUA), presidente da Kissinger Associates Inc.

Susanne Klatten (DE),Director principal da SKion GmbH

Klaus Kleinfeld (EUA), ex-presidente e CEO da Arconic

Klaas HW Knot (NLD), presidente do De Nederlandsche Bank

Ömer M. Koç (TUR), presidente do Koç Holding AS

Stephen Kotkin (EUA), professor de História e Assuntos Internacionais da Universidade de Princeton

Henry R. Kravis (EUA), co-presidente e co-CEO da KKR

Marie-Josée Kravis (EUA), parceira da Hudson Institute

André Kudelski (CHE), presidente e CEO do Grupo Kudelski

Christine Lagarde (INT), gerente diretora do Fundo Monetário Internacional

François Lenglet (FRA), conselheiro-chefe do France 2

Thomas Leysen (BEL), presidente do KBC Group

Christopher Liddell (EUA), assistente do presidente e diretor de iniciativas estratégicas

Annie Lööf (SWE), líder do partido Center Party

Jessica T. Mathews (EUA), convidada distinta da Carnegie Endowment for International Peace

Terence McAuliffe (EUA), governador da Virgínia

David I. McKay (CAN), presidente e CEO do Royal Bank of Canada

HR McMaster (EUA), assessor de segurança nacional

António Luís Guerra Nunes Mexia (PRT), Presidente, Eurelectric e CEO, EDP Energias de Portugal

John Micklethwait (INT), editor-chefe do Bloomberg LP

Zanny Minton Beddoes (INT), editor-chefe do The Economist

Maurizio Molinari (ITA), editor-chefe do La Stampa

Lisa Mônaco (EUA), ex-oficial de segurança interna

Bill Morneau (CAN), ministro das Finanças

Craig J. Mundie (EUA), presidente da Mundie & Associates

Gene M. Murtagh (IRL), CEO do Kingspan Group plc

HM Holanda, o Rei da (NLD)

Peggy Noonan (EUA), autor e colunista do The Wall Street Journal

Michael O'Leary (IRL), CEO da Ryanair DAC

George Osborne (GBR), editor do London Evening Standard

Alexis Papahelas (GRC), editor executivo do jornal Kathimerini

Dimitri Papalexopoulos (GRC), CEO da Titan Cement Co.

David H. Petraeus (EUA), presidente do KKR Global Institute

Søren Pind (DNK), Ministro do Ensino Superior e da Ciência

Benoît Puga (FRA), Grande Chanceler da Legião de Honra e Chanceler da Ordem Nacional do Mérito

Gideon Rachman (GBR), chefe dos assuntos externos do The Financial Times

Heather M. Reisman (CAN), presidente e CEO da Indigo Books & Music Inc.

Albert Rivera Díaz (ESP), presidente do Partido Ciudadanos

Johanna Rosén (SWE), professora em Física de Materiais da Universidade de Linköping

Wilbur L. Ross (EUA), secretário de Comércio

David M. Rubenstein (EUA), co-fundador e co-CEO do The Carlyle Group

Robert E. Rubin (EUA), co-presidente do Conselho de Relações Exteriores e ex-secretário do Tesouro

Susanne Ruoff (CHE), CEO da Swiss Post

Gwendolyn Rutten (BEL), presidente da Open VLD

Michael Sabia (CAN), CEO, Caisse de dépôt et placement du Québec

John Sawers (GBR), presidente e Parceiro da Macro Advisory Partners

Nadia Schadlow (EUA), assistente adjunta do presidente do Conselho de Segurança Nacional

Eric E. Schmidt (EUA), presidente Executivo da Alphabet Inc.

Johann Schneider-Ammann (CHE), Conselheiro Federal da Confederação Suíça

Rudolf Scholten (AUT), presidente do Bruno Kreisky Forum para o Diálogo Internacional

Beppe Severgnini (ITA), editor-chefe do 7-Corriere della Sera

Radoslaw Sikorski (POL), conselheiro senior da Universidade de Harvard

Boyan Slat (NLD), CEO e fundador da The Ocean Cleanup

Jens Spahn (DEU), Secretário de Estado Parlamentar e Ministério Federal das Finanças

Randall L. Stephenson (EUA), presidente e CEO da AT & T

Andrew Stern (EUA), Presidente emérito, SEIU e membro senior do Economic Security Project

Jens Stoltenberg (INT), secretário geral da OTAN

Lawrence H. Summers (EUA), professor, Charles W. Eliot University e Universidade de Harvard

Bruno Tertrais (FRA), diretor adjunto da Fondation pour la recherche stratégique

Peter Thiel (EUA), presidente da Thiel Capital

Jakob Haldor Topsøe (DNK), presidente da Haldor Topsøe Holding A / S

Sinan Ülgen (TUR), fundadora e parceira da Istambul Economics

JD Vance (EUA), autor e parceiro do Mithril

Björn Wahlroos (FIN), presidente do grupo Sampo, Nordea Bank, UPM-Kymmene Corporation

Marcus Wallenberg (SWE), presidente da Skandinaviska Enskilda Banken AB

Walter, Amy (EUA), editor do The Cook Policy Report

Weston, Galen G. (CAN), CEO e presidente executivo da Loblaw Companies Ltd e George Weston Companies

White, Sharon (GBR), chefe executivo da Ofcom

Leon Wieseltier (EUA), bolsista sênior de Isaiah Berlin em cultura e política, The Brookings Institution

Martin H. Wolf (INT), diretor-chefe do Financial Times

James D. Wolfensohn (EUA), presidente e CEO da Wolfensohn & Company

Pierre Wunsch (BEL), vice-governador do Banco Nacional da Bélgica

Gerhard Zeiler (AUT), presidente da Turner International

Jeffrey D. Zients (EUA), ex-diretor do Conselho Económico Nacional

Robert B. Zoellick (EUA), presidente não executivo da AllianceBernstein LP

***

Os pontos de discussão a serem discutidos na reunião incluem "A administração do Trump", "A globalização pode ser abrandada?" E "a proliferação nuclear".

Mais do site BilderbergMeetings.org:

O 65º Encontro Bilderberg ocorrerá de 1 a 4 de junho de 2017 em Chantilly, Virgínia, EUA.

CHANTILLY, 31 DE MAIO DE 2017

O 65º Encontro Bilderberg ocorrerá de 1 a 4 de junho de 2017 em Chantilly, Virgínia, EUA. A partir de hoje, 131 participantes de 21 países confirmaram sua presença. Como sempre, um grupo diversificado de líderes políticos e especialistas da indústria, finanças, academia e mídia foram convidados. A lista de participantes está disponível aqui.


Os principais tópicos para a discussão deste ano incluem:

1 - Administração Trump: Um relatório de progresso

2 - Relações transatlânticas: opções e cenários

3 - A aliança de defesa transatlântica: munições, bytes e dólares

4 - A direcção da União Europeia

5 - A globalização pode ser abrandada?

6 - Empregos, rendimentos e expectativas não realizadas

7 - A guerra à informação

8 - Por que o populismo está a crescer?

9 - Rússia na ordem internacional

10 - O Próximo Oriente

11 - Proliferação nuclear

12 - China

13 - Eventos actuais

Ler mais AQUI e AQUI


OS PARTICIPANTES PORTUGUESES


José M. Durão Barroso (PRT), presidente da Goldman Sachs International 
e o Chefão dos Bilderberg em Portugal


José Luis Arnaut (PRT), sócio-gerente da CMS Rui Pena e Arnaut

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