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sábado, 13 de junho de 2015

'Espiões' ganham poderes

'Espiões' ganham poderes

Os agentes poderão ainda pedir o acesso à localização de um telemóvel ou à lista de telefonemas que determinada pessoa fez e recebeu

Os agentes dos serviços de informações estão em vias de serem autorizados a fazer acções de acompanhamento e vigilância “em espaço público ou privado de acesso público” e a dispor de identidades falsas, com direito à emissão de “documentos legais de identidade alternativa”. Poderão ainda aceder a informação bancária, dados fiscais e ficheiros da Administração Pública, como os registos comerciais, de identificação civil, criminais ou das Finanças.

Jorge Lacão confirmou ao SOL terem existido contactos prévios do Governo com o principal partido da oposição para reforçar a capacidade operacional dos serviços de informações.

Mas estas não são as únicas novidades da proposta de lei, que terá de ser aprovada na Assembleia da República e a que o SOL teve acesso. Os agentes poderão ainda pedir o acesso à localização de um telemóvel ou à lista de telefonemas que determinada pessoa fez e recebeu. Ao contrário do que avançou Marques Guedes, ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, no final do Conselho de Ministros em que a proposta foi aprovada, na semana passada, esse acesso será possível não apenas em casos de terrorismo, mas em praticamente todas as áreas em que os serviços de informações actuam. O preâmbulo do diploma refere terrorismo, sabotagem, criminalidade altamente organizada e espionagem clássica e económica. O artigo que clarifica o acesso aos dados é ainda mais aberto: “Sempre que sejam necessários, adequados e proporcionais (...) para o cumprimento das atribuições legais dos serviços de informações”. 

PS disponível para aprovar

Muitas destas práticas não estavam previstas no regime legal em vigor mas integravam o manual de procedimentos que definia as regras dos agentes das 'secretas'. Agora, os partidos da maioria e o PS estão disponíveis para chegarem a um consenso e mudarem as regras dos serviços de informações, impedindo que os 'espiões' continuem a trabalhar fora da lei.

O deputado socialista Jorge Lacão confirmou ao SOL terem existido contactos prévios do Governo com o principal partido da oposição para reforçar a capacidade operacional dos serviços de informações. Lacão e Vitalino Canas foram os interlocutores do lado socialista. “Houve da parte do Governo disponibilidade para aceitar as nossas observações. Reservámos sempre uma apreciação de especialidade para os trabalhos parlamentares, mas sem embargo de que haverá da nossa parte uma atitude muito disponível para chegarmos a um consenso” - explica Lacão, adiantando que a discussão do diploma deverá ser agendada para o início de Julho. Não ser aprovado até ao fim da legislatura nem é visto como possibilidade: “Obviamente, esta iniciativa faz-se num quadro de disponibilidade de a concretizarmos até ao fim da legislatura. Nem faria sentido de outra maneira “.

As mudanças implicam o acesso aos chamados metadados, conservados pelas operadoras de telecomunicações. Os oficiais de informações do Serviço de Informações de Segurança (SIS) e do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) poderão saber a fonte e o destino das comunicações telefónicas, a data e a hora a que foram feitas, quanto tempo duraram, pedir a identificação do equipamento e a sua localização.

Sempre que o acesso seja susceptível de colidir com a reserva da intimidade da vida privada, este só será permitido depois da concordância da Comissão de Controlo Prévio, composta por três juízes-conselheiros em funções no Supremo Tribunal de Justiça há pelo menos três anos e que serão designados pelo Conselho Superior da Magistratura. O pedido deve ser feito pelo director do SIS ou do SIED, identificar os visados e ter a “indicação concreta da acção operacional” em causa e dos objectivos.

A decisão caberá ao juiz a quem tenha sido distribuído o pedido. Só em matérias de particular complexidade a decisão passará a ser não de um juiz, mas do colectivo. A partir do momento em que recebe o pedido, o magistrado terá 72 horas para deliberar; em situações de urgência, o prazo será reduzido a 24 horas.

Escutas continuam vedadas

Esta Comissão de Controlo Prévio será também a responsável por decidir se os oficiais de informações do SIS e do SIED devem ou não ser autorizados a aceder a informação bancária e fiscal. Já a decisão sobre se devem ter acesso a ficheiros de entidades públicas e “relevantes para a prossecução das suas competências” passa para a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD). Neste caso, estas informações só poderão ser solicitadas pelos dirigentes superiores.

Apesar de o manual de procedimentos do SIS prever escutas ambientais (feitas por intermédio de microfones ou de dispositivos instalados nos telemóveis) e a intercepção de dados através de meios electrónicos, as escutas telefónicas manter-se-ão barradas aos serviços de informações.

As mudanças prevêem o acesso ao rasto das telecomunicações, mas não ao seu conteúdo. Segundo a proposta, pretende-se “não um acesso a conteúdos de comunicações (escritas ou de voz), por intrusão ou ingerência nas comunicações, mas o acesso autorizado a dados (de base, de localização e de tráfego) que serão solicitados às entidades legitimamente responsáveis pelo seu tratamento” e fornecidos após consentimento dos juízes.

O acesso dos agentes das 'secretas' a dados que até agora lhes eram vedados pela lei motivou de imediato críticas da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) e da CNPD. Ambos entendem que a matéria deve ser alvo de amplo debate público, pois estão em causa dados sensíveis e o acesso aos mesmos pode pôr em causa o princípio constitucional da reserva da vida privada.

Mas nem todos são contra a proposta de lei que quer reforçar os poderes legais do Serviço de Informações da República Portuguesa (SIRP). António Martins, ex-presidente da ASJP, há anos que defende não fazer sentido que as 'secretas' portuguesas sejam as únicos na Europa sem acesso legal a determinadas informações. “Sabemos que existe uma realidade que vai para além daquela que são as circunstâncias legais deste serviço. É preferível que as coisas sejam claras, que haja responsabilização do cumprimento de regras claras e que estas permitam que o sistema funcione com controlo judicial, e não em roda livre”, explica ao SOL António Martins. O magistrado nem sequer é contra a possibilidade de se fazerem escutas, desde que com controlo judicial. “Enquanto cidadão, prefiro estar num país em que o funcionamento destes serviços tem regras”.

O diploma do Governo revê também o enquadramento legal do estatuto de pessoal e remuneratório. O objectivo é derrubar um estatuto em vigor desde 1991 e aprovar um novo em que os salários e a progressão na carreira se aproximarão mais dos que já vigoram na Polícia Judiciária e no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Além do salário, os 'espiões' terão direito a um suplemento que integrará a remuneração de base e será pago 14 vezes por ano.

Perda de direitos em caso de acusação criminal

Para evitar situações como a de Silva Carvalho - o ex-director do SIED acusado de passar informações secretas a uma empresa privada e que paralelamente reivindica nos tribunais o direito a ser reintegrado na Presidência de Conselho de Ministros -, o diploma prevê que, quando for movida uma acusação contra um agente por crime sujeito a pena superior a três anos, esse direito à integração perde-se automaticamente. 

fonte: Sol

quinta-feira, 4 de junho de 2015

FBI está a usar aviões para espiar americanos


Segundo a Associated Press, o FBI está a usar uma frota de pequenos aviões capazes de voar a baixas altitudes, com tecnologia de vigilância. A operação decorre com recurso a várias empresas fictícias

Fontes das autoridades norte-americanas confirmaram, pela primeira vez, o uso de aviões com equipamento de vigilância. Em 30 dias, o FBI vigiou mais de 30 cidades em 11 estados, segundo a Associated Press.

"O programa de aviação do FBI não é secreto", reagiu o porta-voz Christopher Allen, em comunicado. "Aviões específicos e as suas capacidades são protegidos por razões de segurança operacional", acrescentou, sublinhando que os aparelhos "não foram equipados, concebidos ou usados para vigilância de massas",

De acordo com a agência noticiosa, por detrás dos aviões estão, pelo menos, 13 empresas falsas, como a FVX Research, a KQM Aviation, a NBR Aviation e a PXW Services, mas as fontes do FBI pediram que não fossem revelados os nomes das companhias, sob pena de sobrecarregar os contribuintes com o custo de criar novas empresas fictícias para encobrir o envolvimento do Governo e de colocar em risco os próprios aviões. A AP, no entanto, recusou o pedido, alegando que os nomes estão listados em documentos públicos e bases de dados governamentais.

Alguns dos aviões podem também ter tecnologia capaz de identificar milhares de pessoas através dos seus telemóveis, mesmo que não estejam a fazer a uma chamada e mesmo sem estarem em público. 

A AP identificou pelo menos 50 aparelhos e mais de 100 voos desde o final de abril, tanto em grandes cidades como em zonas rurais.

Ainda segundo a agência, o secretismo em torno deste programa de vigilância é de tal ordem que os procuradores são encorajados a desistirem dos casos em vez de revelarem abertamente o uso da tecnologia para a obtenção de provas.

fonte: Visão

segunda-feira, 1 de junho de 2015

NSA quer identificar pessoas através dos toques nos ecrãs de telemóveis



O swipe é uma popular forma de desbloqueio do smartphone. A NSA tem em marcha o desenvolvimento de tecnologias que permitam associar cada gesto a um utilizador.

A NSA está a colaborar com a Lockheed IT and Security Solutions para desenvolver uma tecnologia de reconhecimento de gestos, como o swipe ou a escrita no ecrã tátil. A agência de espionagem pretende que este método seja usado para identificar os utilizadores, noticia o Hacker News.

O desenvolvimento da tecnologia foi confirmado por executivos da Lockheed que adiantaram o nome de código do projeto, Mandrake. «Ninguém tem o mesmo toque. É possível forjar a escrita de uma pessoa em duas dimensões, mas não é possível fazê-lo em três ou quatro dimensões», disse John Mears.

A terceira dimensão é a pressão exercida sobre o ecrã e a quarta dimensão é o tempo. Será difícil, se não impossível, forjar o swipe de um utilizador, se estas quatro dimensões estiverem a ser analisadas.

Mears explica que a tecnologia está pronta a ser colocada no mercado e que até pode já estar a ser usada pela NSA como parte do programa de vigilância e de recolha de dados.

Ainda não há confirmações oficiais por parte da NSA ou de agências como o FBI sobre se este tipo de tecnologias já existe e se está a ser usado na vida real.

fonte: EI

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Espionagem alemã forneceu enormes quantidades de informações à NSA norte-americana

O Serviço federal de informação (BND) alemão

O Serviço federal de informação (BND) alemão Fotografia © EPA/DIETHER ENDLICHER

A espionagem alemã entregava com regularidades enormes quantidades de metadados, informação sobre chamadas telefónicas, mensagens de texto e correios eletrónicos, aos seus homólogos dos Estados Unidos, referiu hoje a edição digital do diário Zeit.

De acordo com as atas secretas consultadas pela publicação, o Serviço federal de informação (BND) alemão, responsável pela espionagem externa, chegou a entregar 1.300 milhões de metadados por mês à Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos.

O BND recolhia uma enorme quantidade de metadados, eliminava os que respeitavam a alemães -- presumivelmente para cumprir a legislação germânica - e enviava os restantes dados para os serviços de informações norte-americanos, refere o jornal.

A informação coincide com o denunciado há dois anos pelo ex-analista da CIA Edward Snowden, quando revelou os numerosos programas de espionagem dos Estados Unidos à escala global, e ainda as escutas dirigidas a líderes internacionais, incluindo a chanceler alemã Angela Merkel.

Snowden referiu que em dezembro de 2012 o BND entregou à NSA 500 milhões de metadados, com a informação do Zeit a confirmar a regularidade do envio das informações.

Esta foi a última revelação relacionada com a componente alemã da espionagem norte-americana, um escândalo que foi reativado recentemente com novas informações que estão a colocar sobre pressão a própria Merkel e alguns dos seus ministros, incluindo o atual titular do Interior, Thomas de Maizière, que terá assegurado que o Executivo não tinha conhecimento da espionagem industrial dos EUA na Alemanha, quando depois publicou indícios do contrário.

Merkel referiu-se segunda-feira a esta polémica, reiterando a estratégia que Berlim manteve até ao momento: recordar que se tratam se assuntos classificados sobre os quais não se podem pronunciar, e assegurar que o seu Executivo nunca mentiu.

A chefe do Governo alemão mostrou-se disposta a comparecer perante uma comissão parlamentar que investiga a espionagem dos EUA em território alemão, apesar de o presidente da comissão sobre os segredos oficiais ter antes sugerido a sua comparência perante o Bundestag (câmara baixa do parlamento).


terça-feira, 14 de abril de 2015

As dicas de Snowden para criar passwords


Edward Snowden deu uma entrevista a John Oliver e falou de vários temas importantes. A meio, deixou ainda uma sugestão para uma password forte, que um computador não adivinhe tão rapidamente.

O ex-analista da NSA explica que passwords com até oito caracteres podem ser adivinhadas facilmente e em poucos segundos. O ideal, segundo Snowden, é criar uma password que seja uma frase e que um computador não consiga identificar, como por exemplo, margarettatcheris110%sexy, ou seja, Margaret Tatcher é 110% sexy.

Veja o vídeo, em inglês, com o segmento da entrevista em que Snowden fala sobre passwords.


fonte: EI

DARPA está a desenvolver software "vivo" que nunca fica desatualizado


Isto porque em vez de uma atualização tradicional por via remota, o software terá capacidade para se moldar às novas necessidades que lhe vão sendo exigidas. Ao fim de 100 anos o software ainda estará "atualizado".

A Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos EUA (DARPA na sigla em inglês) está a trabalhar numa tipologia de software que não fica desatualizado. É a própria organização quem diz que o programa seria capaz de funcionar durante um século de forma segura e fiável. 

O objetivo é acabar com todos os problemas relacionados com a atualização de software, que podem ir desde o tempo de desenvolvimento da atualização, até ao não suporte de diversas máquinas. 

O programa de investigação BRASS, como é conhecido, vai ter a duração de quatro anos para descobrir os "fundamentos computacionais" e os requisitos ao nível dos algoritmos para criar um software que se mantém "robusto" e "funcional" mesmo após cem anos de utilização. 

Mas como é que a DARPA pretende criar um software centenário? Criando um programa que consegue adaptar-se de forma dinâmica às mudanças nos recursos do qual depende diretamente e de acordo com o ambiente em que opera, explica a entidade em comunicado

Quer isto dizer que o software desenvolvido teria a capacidade de perceber determinados parâmetros da sua utilização e adaptar as suas funcionalidades a esses requisitos ou tendência. Seria portanto algo parecido a um software "vivo", a um software que se adapta ao meio ambiente. 

"A incapacidade de responder a mudanças pode resultar em sistemas tecnicamente inferiores e potencialmente vulneráveis", salienta em nota de imprensa um dos elementos ligados ao programa BRASS, Suresh Jagannathan. 

Além da simplificação do processo de manutenção do software, a DARPA espera que esta nova metodologia possa contribuir para uma redução das despesas relacionadas com os programas. 

A agência ligada à área da defesa dos EUA está também a trabalhar numa alternativa ao sistema de localização GPS.

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terça-feira, 10 de março de 2015

CIA tenta espiar utilizadores da Apple há quase uma década


Fotografia © REUTERS/Chance Chan

Os serviços secretos norte-americanos começaram à procura de formas de espiar utilizadores da Apple antes do lançamento do primeiro iPhone.

A CIA está há quase uma década a trabalhar para quebrar os sistemas de segurança dos telemóveis e tablets da Apple, para poder espiar as comunicações dos seus utilizadores, segundo o The Intercept O site divulgou esta terça-feira documentos obtidos por Edward Snowden , o informador que denunciou as táticas de vigilância da internet da Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana em 2013.

O relatório cita documentos secretos norte-americanos que sugerem que investigadores do governo dos EUA criaram uma versão de XCode, a ferramenta de desenvolvimento de softwareda Apple, para criar entradas secretas nos programas distribuídos na App Store.

O Intercept publicou no passado várias notícias a partir de documentos revelados por Snowden. Dois dos três editores da página são Glenn Greenwald e Laura Poitras, que ganharam um prémio Pulitzer pelo seu trabalho no caso Snowden,  na altura noGuardian e Washington Post. Poitras é também a realizadora do documentário Citizen Four, sobre Snowden, que ganhou que ganhou um Óscar.

Segundo o site, os documentos, que cobrem um período entre 2006 e 2013, não permitem perceber se os investigadores da CIA conseguiram quebrar a encriptação da Apple, que serve para proteger os dados e comunicações dos utilizadores.

Os esforços para quebrar as barreiras de segurança dos produtos da Apple começaram logo em 2006, um ano antes da Apple introduzir o primeiro iPhone, e continuaram até 2010 e depois.

Quebrar a segurança da Apple era um dos objetivos de um programa secreto do governo norte-americano, com a ajuda dos serviços secretos britânicos, para intercetar "comunicações seguras, tanto domésticas como estrangeiras", um programa que incluía também os telemóveis Android da Google, diz o site.

As empresas tecnológicas de Silicon Valley tentaram nos últimos meses restabelecer os laços de confiança com consumidores de todo o mundo, assegurando que os seus produtos não foram ferramentas para vigilância.

Em s etembro, a Apple reforçou os métodos de encriptação de dados no iPhone, garantindo que a mudança significa que a companhia deixava de poder extrair informação dos aparelhos, mesmo que o governo o ordenasse, com um mandato. A Google afirmou pouco depois que também planeava utilizar ferramentas de encriptação mais fortes.

Ambas as empresas afirmam que as medidas visam proteger a privacidade dos utilizadores dos seus produtos e que isto foi em parte uma resposta ao programa vigilância da internet do governo norte-americano revelado por Snowden em 2013.

Um porta-voz da Apple remeteu para declarações públicas do presidente da empresa sobre privacidade, mas não quis fazer mais comentários. "Quero que fique claro que nunca trabalhámos com nenhuma agência governamental de nenhum país para criar portas secretas em nenhum dos nossos produtos ou serviços", escreveu Tim Cook num comunicado sobre privacidade e segurança publicado no ano passado.

Líderes mundiais como o presidente norte-americano Barack Obama e o primeiro-ministro britânico David Cameron já afirmaram publicamente que temem que estas ferramentas, para proteger a privacidade dos cidadãos, impeçam governos de monitorizar extremistas.

A Reuters não conseguiu obter uma resposta da CIA.


sábado, 31 de janeiro de 2015

E se substituísse o cartão da empresa por um chip implantado na mão?


Imagem da reportagem da BBC no Epicenter Fotografia © BBC | Rory Cellan-Jones

No escritório sueco onde a tecnologia já foi adotada, o objetivo é "perceber bem esta tecnologia antes que as grandes empresas e os governos venham dizer-nos que toda a gente devia ter um chip".

Um núcleo de empresas na Suécia está a experimentar uma maneira inovadora de identificar os trabalhadores. Em vez de cartões de identificação ou códigos, o pessoal pode agora optar por receber um implante debaixo da pele da mão, com o qual pode abrir portas ou usar a fotocopiadora com apenas um movimento.

O chip, do tamanho de um grão de arroz, é implantado entre o polegar e o indicador. Serve para identificar aquele que recebeu o implante - trata-se de uma RFID (radio-frequency identification, ou seja, identificação por radiofrequência), e é reconhecido pelos sensores nas portas e outros aparelhos no edifício Epicenter, em Estocolmo, como se se tratasse de um cartão identificativo ou de um código.

"Já interagimos com a tecnologia a toda a hora", conta à BBC um membro do Swedish Biohacking Group, um grupo que se dedica a desenvolver formas de integrar as novas tecnologias no corpo humano. "Hoje em dia é um pouco confuso - precisamos de códigos pin e palavras-passe. Não seria mais fácil simplesmente tocar as coisas com a mão? É muito intuitivo", diz Hannes Sjoblad, responsável pela realização dos implantes.

No Epicenter, porém, nem todos são a favor da nova medida. O repórter da BBC entrevistou algumas pessoas e, embora algumas parecessem entusiasmadas com as possibilidades, outras rejeitavam a ideia de receber o implante, especialmente "apenas para abrir uma porta". Os trabalhadores do Epicenter não são obrigados a receber o chip, podendo optar por usar identificação mais tradicional.

Hannes Sjoblad, no entanto, diz que o objetivo é mais amplo do que apenas o de substituir os cartões. O Swedish Biohacking Group está a preparar-se para o futuro, para quando empresas e governos desejarem colocar implantes nas pessoas.

"Queremos perceber bem esta tecnologia antes que as grandes empresas e os governos venham dizer-nos que toda a gente devia ter um chip - o chip dos impostos, o chip do Google ou do Facebook". Para Sjoblad, é importante que a tecnologia seja estudada e experimentada antes por developers independentes como acontece no Epicenter.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Agências de espionagem terão utilizado Angry Birds


Angry Birds em forma de balão gigante

A Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) e a sua homóloga britânica (GCHQ) terão retirado informações pessoais através de aplicações como o jogo Angry Birds.

A idade, o género e a localização de utilizadores terão sido algumas das informações recolhidas pela NSA e pela GCHQ, através do popular jogo Angry Birds ou da aplicação Google Maps.

Esta notícia foi divulgada pelo 'New York Times' e pelo site 'ProPublica', que tiveram acesso a documentos que foram divulgados por Edward Snowden, que se encontra atualmente na Rússia.

Segundo estes relatórios agora tornados públicos, este sistema desenvolvido pela NSA e pela GCHQ, que permite retirar dados através de aplicações que sejam descarregadas para smartphones, possibilita até saber qual o alinhamento político ou a orientação sexual dos utilizadores que estejam a ser vigiados.

O 'site' do jornal britânico 'The Guardian' avança ainda que só a NSA terá gasto à volta de mil milhões de dólares (cerca de 731 milhões de euros) nos seus esforços em recolher dados de telemóveis.


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

EUA espiam computadores mesmo sem ligação à net


Agência de Segurança Nacional norte-americana

Software permite à NSA aceder a computadores sem acesso à Internet e consultar, alterar ou apagar os dados.

A Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA, no original) consegue aceder a computadores mesmo que as máquinas não estejam ligadas à Internet, noticia esta quarta-feira o ‘New York Times', nas vésperas do discurso de Barack Obama sobre vigilância eletrónica.

De acordo com o jornal norte-americano, citado pela AFP, há cerca de 100 mil computadores em todo o mundo que estão implantados com um software que permite à NSA não só aceder ao computador e consultar, alterar ou apagar os dados, mas também criar autoestradas virtuais para lançar ataques eletrónicos.

Na maioria dos casos, o software, que está operacional desde pelo menos 2008, tem de ser implantado fisicamente por um espião ou pelo próprio fabricante, porque utiliza ondas de rádio que podem ser transmitidas a partir de pequenos circuitos eletrónicos ou através de um cartão USB instalado secretamente nos computadores dos utilizadores.

As revelações de um dos diários com maior circulação nos Estados Unidos surgem na mesma semana em que Barack Obama deverá apresentar um importante discurso sobre a reforma do sistema norte-americano de vigilância, um tema que saltou para as primeiras páginas de todo o mundo no seguimento das revelações feitas pelo antigo consultor da NSA Edward Snowden, em junho.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

NSA perto de construir "computador quantum"


A Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana está perto da construção de um "computador quantum" que poderá decifrar qualquer género de encriptação, noticiou ontem o diário Washington Post.

De acordo com o diário, diversos documentos recolhidos pelo ex-analista da NSA Edward Snowden indicam que o computador permitiria à agência dos serviços secretos dos EUA decifrar os códigos informáticos utilizados para proteger segredos bancários, médicos, informações governamentais ou do mundo dos negócios.

As grandes empresas informáticas, caso da IBM, há muito que pretendem construir computadores quantum ( ou computadores quânticos - que executam cálculos fazendo uso direto de propriedades da mecânica quântica), que permitiriam explorar o poder dos átomos e moléculas e aumentar de forma considerável a rapidez e segurança dos computadores.

No entanto, especialistas citados pelo jornal consideram pouco provável que a NSA esteja na iminência de construir uma máquina deste género sem o conhecimento prévio da comunidade científica.

"Parece improvável que a NSA possa ter ido tão longe em relação às empresas civis sem que mais ninguém o saiba", disse ao diário Scott Aaronson, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

A NSA não comentou até ao momento a notícia do Washington Post.

As denúncias de Edward Snowden, divulgadas há vários meses, revelaram a amplitude do programa norte-americano de espionagem, em particular da NSA, dirigido inclusive a diversos países europeus, às instituições da União Europeia ou mesmo ao sistema de videoconferência interna da ONU.


sábado, 28 de dezembro de 2013

Juiz diz que programa de vigilância da NSA é legal


Um juiz de Nova Iorque considerou hoje que o programa de vigilância de dados telefónicos da responsabilidade da Agência Nacional de Segurança (NSA) norte-americana, que gerou controvérsia no país e na comunidade internacional, era "legal".

As declarações do juiz William Pauley ocorrem 10 dias depois de um outro juiz, de Washington, ter questionado fortemente a constitucionalidade do programa.

O juiz de Nova Iorque considerou que não existe "qualquer prova de que a administração tenha utilizado a significativa recolha de dados telefónicos para outros fins que não para prevenir e investigar ataques terroristas".

O magistrado foi chamado a pronunciar-se num processo da Associação de Defesa de Liberdades Civis contra a administração do Presidente Barack Obama, no qual alegava que o programa de vigilância da NSA era ilegal.

"A questão colocada ao tribunal era saber se o programa de recolha em massa de dados telefónicos era legal. O tribunal considera que é", escreveu o juiz William Pauley na sua decisão, que foi consultada pela agência noticiosa francesa AFP.

A existência destes programas de vigilância foi revelada no verão pelo consultor informático norte-americano Edward Snowden, de 30 anos, que trabalhou como analista informático para uma empresa subcontratada pela NSA.

Atualmente, Edward Snowden está a viver na Rússia, ao abrigo de um asilo temporário por um período de um ano.

A existência nos serviços secretos norte-americanos de programas de vigilância em massa de comunicações acabou por suscitar tensões políticas internacionais e reavivou o debate sobre espionagem, segurança nacional e direito à privacidade.

Em agosto passado, Barack Obama anunciou uma série de reformas para tornar os serviços de informações mais transparentes e respeitadores dos direitos civis, prometendo trabalhar com o Congresso e com um grupo independente de peritos para esse fim.


NSA e CIA têm célula em Portugal


As agências de espionagem norte-americanas têm 80 escritórios "regionais" espalhados pelo mundo. Snowden passou informações sobre o nosso país.

O semanário "Expresso" escreve na sua edição de hoje que "uma "célula" da Special Collection Service (SCS), uma agência conjunta da NSA e da CIA, estará a operar em Portugal, segundo um documento revelado por Edward Snowden e publicado pelo jornal holandês "NRC". De acordo com o documento divulgado pelo jornal, a "célula" em questão em Portugal seria um ponto de acesso à imensa base de dados recolhida no mundo pela NSA e pela CIA. No mapa vê-se claramente uma bola vermelha sobre Portugal e, na legenda, detalha-se que se trata de um ponto "regional", com a indicação de que haverá mais de 80 pontos semelhantes no mundo, 19 dos quais na Europa, assegura Snowden".

Segundo o semanário, "a história da SCS indica que a maioria destes pontos (e agentes) começou por se localizar nas embaixadas e consulados americanos, um recurso ainda hoje utilizado - veja-se o caso do escândalo das escutas ao telemóvel da chanceler alemã Angela Merkel, denunciado por Snowden, e que teria origem precisamente numa "célula" da organização na embaixada americana em Berlim. Questionada a este propósito pelo Expresso, "a embaixada americana em Lisboa não confirmou nem desmentiu a existência da célula, mas reconheceu a existência de alguns problemas que estariam a ser tratados por canais diplomáticos. "Sabemos que as alegações de atividades de vigilância da NSA criaram desafios significativos no nosso relacionamento com alguns dos nossos parceiros estrangeiros mais próximos".

Segundo fontes contactadas pelo semanário "o interesse por Portugal pode ter a ver com ligações significativas a outras partes do mundo, nomeadamente África, Brasil e Extremo oriente, e em particular a China, já que detém em Portugal ativos estratégicos importantes e faz do nosso país um dos canais de penetração na Europa".


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Maioria de norte-americanos e europeus contra vigilância

Maioria de norte-americanos e europeus contra vigilância

Estudo feito por organização dos EUA

A maioria dos norte-americanos e europeus é contra a existência de programas governamentais de vigilância que visam os cidadãos dos seus países, mas também os cidadãos de Estados aliados.

O inquérito online, da responsabilidade da organização German Marshall Fund (GMF) dos Estados Unidos, em parceria com a empresa TNS Opinion, envolveu cidadãos norte-americanos, mas também de França, Alemanha, Suécia e do Reino Unido.

A maioria dos inquiridos, nos dois lados do Atlântico, considerou como "não justificada" a prática dos governos de recolherem dados (comunicações online e telefónicas) dos seus cidadãos como parte dos esforços para proteger a segurança nacional.

Os alemães registaram o maior nível de reprovação: 70% indicaram que estes métodos não são justificados e que vão longe de mais ao nível da privacidade dos cidadãos.

Mais de metade dos inquiridos norte-americanos (54%) afirmou que estas práticas governamentais não são justificáveis, enquanto 28% acreditam que estes programas de vigilância interna têm um fim fundamentado, segundo o mesmo estudo, divulgado esta terça-feira.

A maioria dos entrevistados em França, Suécia e no Reino Unido também afirmaram que estas práticas não são justificáveis (52%, 52% e 44%, respetivamente).

No entanto, também existiram vários inquiridos franceses, suecos e britânicos que admitiram que a vigilância interna é justificada (35%, 34% e 33%, respetivamente).

Os entrevistados também foram questionados sobre a aplicação destes programas de vigilância aos cidadãos de países aliados.

Em resposta, os alemães manifestaram, mais uma vez, uma forte oposição. Cerca de 72% dos inquiridos na Alemanha afirmaram que esta situação não pode ser justificável.

Do lado dos norte-americanos, 44% disseram que estas medidas não têm justificação, enquanto 33% acreditam que vigiar os países aliados é uma prática justificável.

Os franceses e os britânicos foram, depois dos entrevistados norte-americanos, os mais propensos a afirmar que a vigilância a cidadãos estrangeiros é uma prática fundamentada (30% nos dois países). Na Suécia, apenas 27% dos inquiridos admitiram ser favoráveis.

O inquérito também abordou a parceria entre os Estados Unidos e a União Europeia (UE) em matéria de segurança e diplomacia. Cerca de 24% dos inquiridos norte-americanos defenderam que a parceria deve ser reforçada, enquanto 23% admitiram preferir uma abordagem mais independente.

Na Alemanha, a maioria (44%) afirmou acreditar numa abordagem mais independente. Perto de 34% dos participantes alemães defenderam que os termos da parceria transatlântica devem permanecer iguais, uma opinião partilhada por 35% dos inquiridos britânicos, 23% dos franceses e 26% dos suecos.

O estudo foi desenvolvido entre 6 e 9 de setembro e envolveu uma amostra de cerca de mil pessoas em cada país. A idade dos inquiridos variou entre os 16 e os 64 anos.

Criado em 1972, o German Marshall Fund é um organismo norte-americano apartidário, sem fins lucrativos, que pretende reforçar a cooperação transatlântica.


terça-feira, 5 de novembro de 2013

A Agenda 21 revelada


Conheça a Agenda 21, uma agenda diferente que pouca gente conhecerá...
Entenda como se encaixam os Campos FEMA e a Depopulação em curso...
Some dois mais dois e entenda melhor a atitude heroíca de Snowden.

fonte: Kafe Kultura

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Drones matam terrorista a partir de um único e-mail


EUA conseguem acionar ataque por drones a partir de informação recolhida através de e-mails e chamadas em todo o mundo

Documentos revelados por Edward Snowden sobre espionagem dos EUA mostram que apenas um e-mail é suficiente para localizar um suspeito terrorista.

O escândalo que tornou o nome de Edward Snowden famoso mostrou que a Agência Nacional de Segurança norte-americana (NSA, sigla em inglês de National Security Agency) consegue espiar milhões de chamadas e mensagens de e-mail em todo o Mundo. O que não sabíamos é que a informação recolhida por esta agência e pelos serviços secretos dos EUA (CIA, sigla de Central Intelligence Agency) é tão detalhada que consegue localizar um alvo terrorista através de um único e-mail.

Citando os documentos secretos que Snowden revelou, o jornal ‘Washington Post’ explica que as agências de informação NSA e CIA trabalham em conjunto na recolha de informação sobre suspeitos de terrorismo. Informação essa que é depois usada para localizar o alvo de um ataque drone.

O jornal norte-americano descreve memso um destes casos, ocorrido em 2011, em que uma única mensagem supostamente 'inócua' de e-mail foi enviada para Hassan Ghul, membro da rede terrorista Al-Qaeda, morto depois num ataque aéreo levado a cabo por um avião não-tripulado, que vitimou também a sua mulher.

Importa ainda realçar que este terrorista esteve detido pela CIA durante dois anos e meio, entre 2004 e 2006, antes de ser transferido para um sistema prisional paquistanês. As mortes de Ghul e da sua mulher nunca foram confirmadas publicamente pelo governo dos EUA.

Além da espionagem de chamadas e mensagens de correio eletrónico, a NSA tem mais ‘cartas na manga’. O ‘Washington Post’ refere que esta agência de informação tem à sua disposição “um arsenal de ferramentas, capazes de secretamente controlar computadores portáteis, desviar ficheiros áudio e controlar transmissões radiofónicas”.

O programa de drones militares tem sido um dos pontos fundamentais da estratégia de combate ao terrorismo implementada pela administração de Barack Obama.


domingo, 7 de julho de 2013

'Big Brother' global


A NSA, dos EUA; tem tecnologia para controlar comunicações a nível global. Edward Snowden revelou o escândalo

Nenhum cidadão do Mundo está a salvo de espionagem dos países que dominam os mais sofisticados programas tecnológicos, diz especialista

Podem os EUA intercetar e-mails e telefonemas trocados entre Portugal e os Estados Unidos? A resposta é sim.

Carlos Marinho, juiz desembargador e perito em informática, explica ao CM que a tecnologia da Agência Nacional de Segurança (NSA) norte-americana é tão sofisticada que tem capacidade para isso. "A comunicação por Internet pode ser filtrada, porque está em rede", explica. Quanto às chamadas, o perito diz que se "o sistema for digital e estiver numa rede mundial, é possível chegar a ele".

A denúncia de Edward Snowden - o informático que revelou a existência de programas de espionagem dos EUA - ativou o debate sobre privacidade, proteção de dados e segurança dos cidadãos na Internet. Carlos Marinho não tem dúvidas de que Portugal e o Mundo "não estão a salvo dos sistemas de espionagem devido à sofisticação tecnológica".

Ainda assim, diz que "legislativamente estamos protegidos" através de uma diretiva Europeia. "Nem os serviços secretos podem fazer o que lhes apetece", assegura. Contudo, adverte para a complexidade da "produção de prova". "Conseguimos provar que o NSA intercetou um e-mail que enviou, para alguém em que dizia EUA? Sem prova, nenhum tribunal dá razão", diz o magistrado. E mesmo que se conseguisse provar, "não há propriamente a possibilidade de um tribunal português condenar a NSA", remata. 

Entretanto, "a Rússia, Israel, a Índia e a China" também estão a "entrar nesse sistema de filtragens". "Hoje estamos a ser vigiados por muitos Big Brother", conclui.


domingo, 23 de junho de 2013

Anonymous publicam documentos secretos norte-americanos


A reação dos Anonymous ao escândalo de espionagem da NSA não se fez esperar.

O Anonymous publicou na Internet um conjunto de 13 documentos da National Security Agency (NSA) na sequência das últimas revelações sobre a atividade de espionagem da agência norte-americana. Diz o Gizmondo que os documentos revelam a visão estratégica da NSA para controlar a Internet e que parecem estar sobretudo relacionados com a operação PRISM.

Um dos destaques do tipo de informações presentes no documento diz respeito à existência de uma rede de partilha de informações de espionagem, que partilha os dados obtidos pela PRISM com parceiros da NSA em todo o mundo.

Como habitual, os documentos foram disponibilizados no Pastebin.

Recorde-se que tudo começou com uma história nos jornais americanos sobre o facto de a Verizon, uma empresa de telecomunicações, estar obrigada a entregar os registos telefónicos dos seus clientes à NSA. Entretanto, ficou-se a saber que esta operação era muito maior do que inicialmente se pensava e que não se resume aos registos telefónicos. Aparentemente, a NSA tem vindo ao longo dos últimos anos a recolher informações dos gigantes da tecnologia norte-americanos, como Facebook, Microsoft, Yahoo, Google, YouTube, Skype e Apple, entre outras. Neste rol de espionagem também se encontram as principais operadoras de telecomunicações, como a Verizon, AT&T e Sprint.


terça-feira, 11 de junho de 2013

UE vai debater com EUA programa de vigilância PRISM


A Comissão Europeia está "preocupada" com as recentes notícias sobre o programa de vigilância PRISM e vai debater o tema com as autoridades norte-americanas na sexta-feira, disse hoje, em Estrasburgo, o comissário europeu Tonio Borg.

"A Comissão Europeia está preocupada com as notícias divulgadas recentemente na comunicação social de que os Estados Unidos da América [EUA] estavam a aceder a dados dos cidadãos europeus", afirmou o comissário europeu para a Saúde, num debate no Parlamento Europeu, lendo uma declaração em nome do executivo comunitário.

Tonio Borg disse que a Comissão Europeia quer esclarecimentos das autoridades norte-americanas e adiantou que a comissária para a Justiça, Viviane Reding, "vai tratar da questão com força e determinação na reunião ministerial entre a União Europeia (UE) e os EUA, na sexta-feira, em Dublin".

O comissário salientou ainda que "o caso PRISM, tal como apresentado na comunicação social, poderá reforçar as preocupações dos cidadãos europeus relativamente à utilização dos seus dados pessoais na internet".

fonte: Sol

Edward Snowden fugiu dos Estados Unidos depois de ter denunciado a existência do programa de espionagem com o nome de código PRISM


Edward Snowden fugiu dos Estados Unidos depois de ter denunciado a existência do programa de espionagem com o nome de código PRISM. Um sofisticado sistema da Agência Nacional de Segurança que permite intercetar dados de utilizadores de várias empresas como, por exemplo, o Facebook.

"A partir da minha secretária, eu podia aceder a informações quem quer que fosse, desde um juiz federal ao presidente, bastava ter o email pessoal" afirma Edward Snowden.

O informático de 29 anos refugiou-se em Hong-Kong, país que define com uma "forte tradição de liberdade de expressão" mas nem todos têm a mesma opinião.

"Penso que seria aconselhável deixar Hong-Kong porque temos acordos bilaterais com os Estados Unidos e temos a obrigação de respeitar esses acordos. Em Hong Kong não existe um vazio legal e penso que todos sabem disso" afirma Regina Ip, advogada e antiga secretária da Segurança.

Hong Kong e os Estados Unidos assinaram um acordo de extradição em 1996. Uma situação que para o professor universitário, Simon Young, não colide com os direitos de Snowden:

"Vir para Hong Kong foi, provavelmente, uma boa decisão não só porque temos leis de extradição que protegem os cidadãos - através do sistema judicial - mas também pela proteção dada aos requerentes de asilo."

Antes de abandonar os Estados Unidos, Snowden copiou os documentos que fez chegar à comunicação social. Diz que a passagem por Hong Kong é temporária e que o objetivo é pedir asilo à Islândia. Não exclui a hipótese de terminar os dias na cadeia por ter denunciado um programa que, afirma, permite intercetar "quase tudo", ou seja, chamadas telefónicas, emails e mensagens nas redes sociais.

fonte: Youtube

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