RELÓGIO DO APOCALIPSE

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Soros alerta para confrontos nas ruas da América

























O empresário e multimilionário George Soros afirmou estarem próximos os confrontos nas ruas dos Estados Unidos e alertou para a possibilidade do colapso do sistema económico mundial.

Em entrevista à revista Newsweek, Soros, de 81 anos, afirmou que preferia sobreviver a ficar rico à medida que o mundo enfrenta um período "malévolo" e a Europa luta para evitar "cair no caos e no conflito".

O homem que apoiou o euro, comprou dois mil milhões de ações da Europa e insitiu que o clima económico é idêntico ao que se vivia na Grande Depressão de 1930, explicou que o euro tem de sobreviver porque a alternativa seria uma desintegração que nem a Europa nem o mundo suportaria.

O sobrevivente húngaro do Holocausto compara a atual crise económica ao colapso da União Siviética e diz que as pessoas não estão a perceber na totalidade o que se está a passar.

Em sua opinião, um colapso do euro poderá "reavivar os conflitos políticos que despedaçaram a Europa durante séculos" e aumentar o racismo.

fonte: DN

domingo, 15 de janeiro de 2012

Patrões querem poder cortar salários até 20%


























Meia hora está morta. Empresas propõem agora redução dos custos salariais

Os patrões estão determinados a reduzir os custos laborais das empresas. Entre as medidas que apresentaram ao Governo e aos restantes parceiros para substituir o aumento de 30 minutos do horário de trabalho, estará uma redução até 20% do tempo de trabalho e um corte de salário proporcional, bem como uma alteração do regime de compensação de faltas.

A meia hora está morta. A proposta de aumento do tempo de trabalho não agrada a sindicatos, nem a patrões, e o Governo parece estar disposto a desistir dela. No entanto, essa medida - que tinha como objetivo reforçar a competitividade da economia durante o período de ajustamento - terá de ser compensada por um aprofundamento das reformas de legislação laboral. Segundo apurou o DN/Dinheiro Vivo, uma das alternativas apresentadas pelas confederações patronais envolve possibilidade de as empresas avançarem com reduções de horário de trabalho, que incluem cortes salariais proporcionais, que poderão chegar aos 20%.

fonte: DN

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Aumento da carga horária




O projecto do governo de aumento do horário de trabalho 
-cria condições para o despedimento de milhares de trabalhadores 
-agrava o desemprego, a exploração e a conflitualidade 
-não aumenta a competitividade das empresas
por Eugénio Rosa 

RESUMO DESTE ESTUDO 

O aumento do horário semanal dos trabalhadores por conta de outrem a tempo completo determinaria 315,7 milhões de horas a mais de trabalho gratuito. Em remunerações não pagas corresponderia a 1.761 milhões € que os trabalhadores não receberiam. O aumento do horário semanal em 2,5 horas determinaria a redução em 5,9% do valor hora, o que significaria que todos os trabalhadores passariam a receber menos pelas horas extraordinárias que fizessem e em todas as remunerações que fossem calculadas com base no valor hora. O aumento do tempo de trabalho anual em 315,7 milhões de horas criaria condições para que mais de 183.000 trabalhadores pudessem ser considerados "excedentários pelos patrões, dando origem a dezenas de milhares de despedimentos. E isto porque se dividirmos aquele total de horas a mais – 315,7 milhões – pelo número de horas que, segundo o Eurostat, se trabalha em média por ano em Portugal que é 1719 horas antes do aumento (na Alemanha, segundo o mesmo Eurostat, apenas se trabalha, em média, 1.655 horas/trabalho/ano, e os trabalhadores portugueses são acusados por governantes da Alemanha de trabalharem pouco), obtém-se 183.704, que corresponde ao número de trabalhadores que podiam ser considerados "excedentários" pelos patrões, ou seja, com menos 183.704 trabalhadores as empresas teriam ao seu dispor, com o aumento do horário semanal em 2,5 horas, o mesmo tempo de trabalho para produzir que têm actualmente, e muitos milhares seriam despedidos. O maior problema das empresas neste momento não é produzir mais, mas sim conseguir vender o que já produzem actualmente, pois com a redução significativa do poder de compra da população e maiores dificuldades em exportar vendem cada vez menos. 

A "norma tampão" constante do projecto do governo PSD/CDS é uma autêntica burla e visa enganar jornalistas e a opinião pública. Segundo essa norma (nº2 do artº 8º do projecto), o empregador para poder aumentar o horário de trabalho teria de manter o emprego liquido. No entanto, o projecto considera que apenas o despedimento colectivo e por extinção do posto de trabalho é que contam para a redução do emprego liquido. Portanto, o despedimento de trabalhadores contratados a prazo ou com qualquer outro tipo de contrato não entram no cálculo da redução de emprego liquido. Por outro lado, e segundo também nº3 do mesmo artigo, a redução do emprego determinada por despedimentos colectivos ou por extinção do posto de trabalho pode ser compensado pela admissão de trabalhadores com qualquer tipo de contrato, incluindo os contratados a prazo, que se forem despedidos depois não entram, segundo o projecto, para o cálculo de redução do emprego liquido. Assim, empresas como Jerónimo Martins, Sonae, e Autoeuropa, que têm centenas de trabalhadores contratados a prazo ou temporários podem, segundo o projecto do governo, aumentar o horário de trabalho semanal em 2,5 horas de todos os trabalhadores e, depois, despedir uma parte de trabalhadores a prazo ou temporários que considere excedentários, pois estes não entram, se forem despedidos, para o cálculo do emprego liquido segundo a definição que consta do projecto de lei do governo PSD/CDS. 

O governo afirma no seu projecto de lei, que o aumento do horário de trabalho "visa contribuir para a recuperação da economia promovendo a competitividade e o crescimento das empresas e a criação de emprego". Relativamente à criação de emprego já mostramos que aconteceria precisamente o contrário. Em relação ao aumento de competitividade e recuperação da economia sucederia o mesmo. O aumento do horário semanal do trabalho determina uma redução, em média, de 5,9% no valor hora. Como os custos salariais das empresas representam entre 15% a 30% dos custos totais (varia de empresa para empresa), isso acarretaria que aquele aumento determinaria um redução nos custos totais entre 0,9% e 1,8%. Portanto, não é com reduções desta dimensão que se aumentará a competitividade das empresas portuguesas. Este governo insiste num "modelo de desenvolvimento" esgotado e onde Portugal não tem quaisquer possibilidades em competir – modelo baseado em baixo salários – como países como a Índia, a China e mesmo os países do leste da Europa. Para além disso, ao reduzir o poder de compra da população através quer do aumento do desemprego quer por meio da diminuição dos rendimentos só poderá dificultar a recuperação económica prolongando e tornando mais profunda a crise. 

Finalmente, o aumento do horário de trabalho e a imposição pelo governo de trabalho gratuito determinaria o aumento da conflitualidade e da desmotivação a nível das empresas. E isto ainda mais quando todos os sindicatos já afirmaram que irão resistir a este retrocesso civilizacional. Em Portugal, como é conhecido, a conquista do horário semanal de 40 horas só foi conseguido com muitas lutas dos trabalhadores e só depois é que foi consagrado em lei. Para além disso, causará, por aumento do cansaço do trabalhador devido ao alargamento da jornada de trabalho e à insatisfação, mais sinistralidade, mais doenças profissionais, e mais defeitos na produção. Esta medida só poderá ser interpretada como a intenção deliberada deste governo de ultra-direita em agravar a saúde e a conflitualidade, em aumentar a exploração e as desigualdades no país.

O governo PSD/CDS apresentou na Assembleia da República o Projecto de Lei nº 36/11 para aumentar o horário semanal em 2,5 horas. E contrariamente ao que é afirmado no preâmbulo do projecto, o aumento do horário de trabalho semanal não criará emprego (pelo contrario, criaria condições para que o ritmo de destruição de emprego se intensifique); não irá melhorar a competitividade das empresas (apenas aumentará a exploração dos trabalhadores à custa do aumento do trabalho gratuito e da redução do salário/hora); e não ajudará a recuperação da economia (muito pelo contrário, aprofundará e prolongará a recessão). É tudo isto que se mostrará 

O AUMENTO DO HORÁRIO DETERMINARIA UM ACRÉSCIMO DE 315 MILHÕES DE HORAS DE TRABALHO NÃO PAGAS, CRIANDO CONDIÇÕES PARA O DESPEDIMENTO DE MILHARES DE TRABALHADORES 

Para que o leitor possa ficar com uma ideia mais clara da forma como o aumento do horário semanal em 2,5 horas cria condições para aumentar o ritmo de destruição de emprego em Portugal que já é muito elevado (só no 3º Trimestre de 2011, foram destruídos 39,9 mil postos segundo o INE) vamos fazer umas contas muito simples. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, no 3º Trimestre de 2011, o numero de trabalhadores por conta de outrem somava 3.838.500. Se retirarmos a este total os trabalhadores da Função Publica e das empresas públicas (757.000) que não sofrerão aumento de horário de trabalho porque o governo pretende apropriar-se dos seus subsídios de férias e de Natal restarão 3.081.500 por conta de outrem. Retirando os que estão a tempo parcial (274,4 mil, segundo o INE) ficarão 2.807.000. Admitindo que estes trabalhadores aumentarão o seu horário semanal de trabalho em 2,5 horas, e que trabalham apenas 45 semanas por ano obtém-se 315.787.500 de horas a mais de trabalho pelas quais os patrões não terão de pagar qualquer remuneração. Se dividirmos este total de horas pelo número que, segundo o Eurostat, se trabalha em média por ano em Portugal que é de 1719 horas (na Alemanha, segundo o mesmo Eurostat, são apenas 1.655 horas/trabalho/ano, e eles dizem que os trabalhadores portugueses trabalham pouco) – obtém-se 183.704 , que corresponde precisamente ao número de trabalhadores que podiam ser considerados em "excesso" pelos patrões; ou seja, com menos 183.704 trabalhadores as empresas teriam ao seu dispor o mesmo tempo de trabalho que têm dispõem actualmente. Com o aumento do horário semanal criar-se-iam assim as condições para os patrões poderem despedir dezenas de milhares de trabalhadores. 

Com a recessão económica, o problema mais grave que enfrentam as empresas não é aumentar a produção, mas sim o de vender o que já produzem, pois está-se perante também uma crise de excesso de produção não em relação às necessidades reais da população, mas sim relativamente ao que esta pode comprar, devido à quebra grande nos seus rendimentos reais. E recorde-se que não se considerou o aumento do horário de trabalho dos 274,4 mil trabalhadores a tempo parcial pois, de acordo com o nº 2 do artº 3º do projecto de lei do governo, "o aumento é aplicável aos trabalhadores a tempo parcial em proporção do respectivo período normal de trabalho semanal ". 

O PROJECTO DO GOVERNO FACILITA A SUBSTITUIÇÃO DE TRABALHADORES EFECTIVOS POR PRECÁRIOS, E A "NORMA TAMPÂO" DO GOVERNO É UMA BURLA E VISA ENGANAR A OPINIÃO PÚBLICA

Procurando responder à critica de que a proposta de lei de aumentar o horário de trabalho iria criar condições para acelerar a destruição de emprego e, consequentemente, iria fazer disparar ainda mais o desemprego, o governo introduziu uma norma no seu projecto – artº 8º – que, segundo ele, funcionaria como "norma tampão" já que dispõe que " o aumento do período de trabalho previsto na presente lei não pode ser aplicado pelo empregador em caso de destruição liquida de emprego " (nº1). No entanto, nos números seguintes do mesmo artigo define " destruição líquida de emprego" de forma a permitir ao empregador despedir trabalhadores efectivos e substitui-lhos por trabalhadores precários mais baratos sem qualquer segurança de emprego. Assim, o nº 2 do artº 8ºdo mesmo artigo dispõe que apenas se "considera que ocorre destruição liquida quando não se verifica a admissão de trabalhadores, em numero igual, no prazo de 30 dias a contar da cessão de contrato de trabalho abrangido pordespedimento colectivo ou por extinção de posto de trabalho "; portanto, só contam para a redução do "emprego liquido" os despedimentos colectivos e por extinção do posto de trabalho. Os contratos a prazo ou quaisquer outro tipo de contratos de trabalho não entram para o cálculo da redução do emprego líquido. 

Assim, empresas como Jerónimo Martins, Sonae, Autoeuropa, etc que têm elevado número trabalhadores contratados a prazo ou temporários podem, segundo o projecto do governo, aumentar o horário de trabalho semanal em 2,5 horas, e depois despedir uma parte de trabalhadores a prazo ou temporários, pois estes não entram, se forem despedidos, para o cálculo do emprego liquido segundo a definição que consta do projecto de lei do governo PSD/CDS. E no caso de despedimento colectivo ou por extinção do posto, que contam para a redução do emprego liquido, basta que a empresa, de acordo com o nº 3 do artº 8º do mesmo projecto comunique, no prazo de 30 dias, ao serviço do ministério de Emprego com competência para isso, " a admissão de trabalhadores que permitam assegurar a manutenção do nível de emprego " para a situação ficar sanada. E aqui o projecto nada diz sobre o tipo de contrato dos trabalhadores que poderão ser admitidos, o que leva à conclusão que o patronato poderá aumentar o horário de trabalho e simultaneamente despedir trabalhadores efectivos e substitui-los por trabalhadores com contrato a prazo ou temporários, pagando salários mais baixos. E mais tarde poderá despedi-los pois estes já não contam para a redução do emprego liquido. Desta forma, a "norma tampão" do governo PSD revela-se uma autêntica burla e visa claramente enganar a opinião pública e os jornalistas. 

O PROJECTO DO GOVERNO PSD/CDS PERMITE A APROPRIAÇÃO PELO PATRONATO DE 1.761 MILHÕES € DE REMUNERAÇÕES E REDUZ O VALOR DA HORA DE TRABALHO EM 5,9% 

Segundo o Boletim de Estatística do Ministério do Emprego, em Outubro de 2010, a remuneração média base dos trabalhadores por conta de outrem era de 942,4 € /mês o que, tomando como base o crescimento verificado 2009-2010, determina que, em 2011, seja de 967€/mês. Utilizando a fórmula de cálculo constante do Código do Trabalho para calcular o valor obtém-se 5,58€/hora. Multiplicando este valor pelo acréscimo de horas que o projecto do governo determinaria se fosse aplicado – 315,7 milhões de horas – conclui-se que o patronato apropriar-se-ia de 1.761,24 milhões € de remunerações. Para além disto, o aumento do horário semanal, por ex. de 40H para 42,5H, determina uma redução do valor/hora em 5,9%, o que se reflectiria no valor das horas extraordinárias recebidas e em todos os outros cálculos que têm como base o valor hora. A conjugação destes factores determinará a perda de centenas de milhões de remunerações para os trabalhadores e, consequentemente, o aumento da exploração em Portugal. 

O PROJECTO DO GOVERNO DESORGANIZA A VIDA FAMILIAR DOS TRABALHADORES 

Para além do aumento do horário semanal, o projecto de lei do governo prevê, no nº 2 do artº 5º, que " o aumento do período normal de trabalho pode ser utilizado em regime de adaptabilidade nos termos do código do trabalho",ou seja, acumulado e utilizado de acordo com as necessidades do empregador no período de referência estabelecido na lei (4-6 meses). Também por acordo entre o empregador e o trabalhador, quando as condições particulares do trabalho de certas actividades o justifiquem, "o aumento correspondente a um período até quatro semanas (10H) pode ser utilizado, na semana subsequente, em outro dia que não seja de descanso semanal obrigatório " (nº3). Portanto, para além da desorganização da vida familiar que o aumento do horário semanal poderá provocar a muitas famílias, que têm horas fixas para ir buscar os filhos, os trabalhadores também passariam ser obrigados a trabalhar gratuitamente nos dias de descanso complementar. 

O PROJECTO DO GOVERNO NÃO AUMENTA A COMPETITIVIDADE DAS EMPRESAS 

Uma das justificações apresentadas pelo governo para aumentar o horário semanal é que isso aumentaria a competitividade das empresas. Na "Exposição de motivos" do projecto do governo pode-se ler o seguinte: "O aumento excepcional do horário de trabalho apresenta-se como uma medida que visa substituir a desvalorização fiscal" (pág. 1 do projecto); e "esta medida visa contribuir para a recuperação da economia promovendo a competitividade e o crescimento das empresas e a criação de emprego" (pág. 2). Só a desonestidade intelectual ou a ignorância sobre a economia e as empresas portuguesas é que poderão levar a que se façam tais afirmações com claro objectivo de manipulação da opinião pública. 

Em relação à criação de emprego, como já mostramos, esta medida cria apenas condições que permitem, através do aumento do horário de trabalho de todos os trabalhadores, criar artificialmente milhares de trabalhadores excedentários, que depois acabarão por serem despedidos; portanto, precisamente o contrário daquilo que o governo afirma. Em relação ao aumento de competitividade e recuperação da economia sucederia o mesmo. O aumento do horário semanal do trabalho determinaria uma redução, em média, de 5,9% no valor hora. Como os custos salariais das empresas representam entre 15% a 30% dos custos totais (varia de empresa para empresa), isso significaria que aquele aumento determinaria um redução nos custos totais entre 0,9% e 1,8%. Não é com reduções desta dimensão que se aumentará a competitividade das empresas portuguesas. Para além disso, este governo insiste num "modelo de desenvolvimento" esgotado e onde Portugal não tem qualquer possibilidade em competir – modelo baseado em baixo salários – com países com a Índia, a China e países do leste europeu. 

O PROJECTO VAI AUMENTAR A CONFLITUALIDADE E A SINISTRALIDADE NAS EMPRESAS 

Esta medida vai criar mais conflitualidade nas empresas. Impor, à semelhança do que acontecia no esclavagismo, o trabalho gratuito em beneficio dos patrões com o falso argumento de que isso é necessário para aumentar o emprego, a competitividade e recuperar a economia, só pode ter como objectivo enganar a opinião pública e satisfazer as exigências dos patrões e da "troika" estrangeira que está apenas interessada em defender os interesses dos credores como afirma o Nobel da economia Joseph Stiglitz. Os patrões, para conseguir mais, até dizem que não era a medida que mais queriam mas, orientados pelo seu espírito de classe, vão utilizá-la para aumentar ainda mais a exploração dos trabalhadores. Só os desprevenidos é que pensarão o contrário. O cansaço, a desmotivação e a insatisfação vão inevitavelmente fazer aumentar os acidentes e as doenças profissionais. 


Reino Unido prepara plano para retirar britânicos de Portugal em caso de bancarrota























As autoridades do Reino Unido estão a preparar-se para a eventualidade de retirarem cidadãos britânicos de Portugal e de Espanha, num cenário em que fiquem sem acesso às suas contas bancárias nos países ibéricos, em caso de colapso dos bancos, noticiou hoje a imprensa inglesa.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (Foreign Office) britânico está preocupado com esta eventualidade e o Governo está a considerar fretar aviões, barcos e autocarros para poder fazer os expatriados nestes países regressarem ao país, segundo o Daily Telegraph de hoje, que faz manchete com a notícia, citando uma fonte não identificada daquele ministério. O Sunday Times também deu a mesma notícia.

Existem cerca de 55 mil cidadãos britânicos em Portugal e perto de um milhão em Espanha, segundo aquele jornal, que diz tratar-se sobretudo de reformados que vivem de pequenos rendimentos, a quem poderia ser enviada também ajuda em dinheiro.

Este cenário está a ser considerado no âmbito de um eventual agravamento da crise do euro, que os britânicos consideram que pode fazer entrar em colapso os bancos dos dois países – apesar de Portugal estar a ter assistência financeira da troika.

Um porta voz do Ministério das Finanças disse apenas, citado também pelo Telegraph: “Claro que planeamos um leque de contingências. Mas não vamos especificar o que é que estamos planear.” 

Entretanto, fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico disse à Lusa que o país tem planos de contingência para qualquer eventual cenário, após serem conhecidas as notícias daqueles dois jornais. A mesma fonte adiantou que as declarações publicadas no Sunday Times não são oficiais.

No mês passado, foi noticiado que o Foreign Office estava a pedir às embaixadas e consulados planos de contingência para motins e agitação social nos países mais afectados pela crise da zona euro.

fonte: Público

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Manifestantes são a figura do ano para a revista "Time"




























Capa da "Time"

A revista “Time” revelou a sua escolha da figura do ano e, desta vez, tem muitos rostos: o manifestante, que em 2011 saiu à rua em muitos locais do mundo para protestar contra a tirania, a corrupção, a crise e fazer revoluções.

“Houve um tempo em que multidões de cidadãos saíam às ruas sem armas para declarem a sua oposição”, escreve Kurt Andersen na revista norte-americana. “Nos anos de 1960, na América, marcharam pelos direitos civis e contra a guerra no Vietname; nos anos 1970, ergueram-se no Irão e em Portugal; nos anos 80, contra as armas nucleares nos EUA e na Europa, contra a ocupação da Cisjordânia e Gaza por Israel, contra a tirania comunista na Praça de Tiananmen e na Europa de Leste. O protesto era a continuação natural da política por outros meios. Mas depois veio o Fim da História, que Francis Fukuyama resumiu no influente ensaio de 1989 em que declarava que a humanidade tinha chegado ao “ponto final…da evolução ideológica” do “liberalismo ocidental” globalmente triunfante”.

As manifestações tornaram-se coisas do passado para os jovens: “Protesto maciço e eficaz e na rua tornou-se um paradoxo a nível global até que – de forma subida e chocante – há exactamente um ano, se tornou a verdadeira definição dos tempos que correm”, escreve Andersen, para explicar a escolha da revista. 

Tudo começou na Tunísia, a 17 de Dezembro de 2010, quando o vendedor ambulante Mohamed Bouazizi que se imolou na cidade de Sidi Bouzid, para recuperar a dignidade perdida após o último de muitos atentados das autoridades contra as suas tentativas de ganhar a vida. Passou para o Egipto, a Líbia, os protestos Occupy Wall Street nos Estados Unidos, as manifestações dos estudantes em Londres e os Indignados de Madrid, que se exportaram para outros países, a revolta na Rússia com os resultados das eleições legislativas, os protestos contra a corrupção na Índia. Tudo isto faz parte deste movimento global, diz a “Time”.

“É notável o quanto estas vanguardas de protesto partilham. Em todo o lado são sobretudo jovens, de classe média e com um certo nível de educação. Quase todos começam independentemente, sem grande encorajamento de partidos ou de políticos da oposição. Em todo o mundo, os manifestantes de 2011 partilham a fé de que os sistemas políticos e as economias dos seus países se tornaram disfuncionais e corruptos”, escreve a revista.

Em 2006 a “Time” tinha já feito uma escolha pouco ortodoxa para pessoa do ano: você, significando o “boom” da Web social, da presença dos cidadãos comuns na Internet, criando conteúdos online em vez de serem apenas meros consumidores.

fonte: Público

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Movimento Occupy Wall Street procurou bloquear portos na costa oeste dos EUA























Em Okland os manifestantes procuraram bloquear uma estrada de acesso ao porto

Depois de os seus acampamentos terem sido desmantelados pela polícia em várias cidades, o movimento Occupy Wall Street procurou bloquear os portos na costa Oeste dos Estados Unidos. Alguns terminais encerraram, as autoridades efectuaram algumas detenções mas não houve confrontos violentos.

O protesto começou nesta segunda-feira e afectou sobretudo os portos de Long Beach e Okland, na Califórnia, ou Portland, no estado de Oregon. O objectivo do movimento, que tem centrado o seu protesto no combate ao desemprego e à crise económica, era paralisar alguns portos da região, mas os manifestantes conseguiram apenas impedir o funcionamento de alguns terminais. 

Milhares de manifestantes juntaram-se em vários portos da costa Oeste, da Califórnia ao Alasca. Em Okland, cerca de 150 trabalhadores do porto acabaram por ser mandados para casa devido aos protestos, as operações portuárias foram interrompidas por cerca de mil manifestantes.

Scott Olsen, veterano do Exército que ficou ferido durante confrontos com a polícia nos protestos de Outubro em Okland, juntou-se à manifestação onde os activistas gritaram “De quem são os portos? São nossos!”

O principal protesto ocorreu em Okland. A presidente da autarquia local, Jean Quan, criticou a manifestação por considerar que prejudica “a cidade e os trabalhadores”. E adiantou: “As pessoas têm que pensar nas consequências desta paragem.”

As operações chegaram a estar interrompidas em sete terminais do porto, um porta-voz dos Occupy considerou a acção “um sucesso” e adiantou que apenas dois navios conseguiram atracar. Muitos camiões não puderam aproximar-se do local, mas o director executivo do porto, Omar Benjamin, disse ter havido apenas “interrupções esporádicas” e garantiu que o porto continuou operacional, adiantou a Reuters.

Junto ao porto, as opiniões dividiam-se. “Isto não é bom para a economia”, disse à Reuters Agustin Luna, de 39 anos, proprietário de um camião carregado de mercadorias que deveria fazer chegar a um navio. Outro camionista, Sean Martin, disse apoiar o bloqueio do porto. “Os salários têm caído constantemente”.

No porto de Long Beach juntaram-se cerca de 300 manifestantes, houve distúrbios e a polícia efectuou pelo menos duas detenções. Em San Diego também foram detidas quatro pessoas que tentavam bloquear uma estrada de acesso ao porto e em Seattle pelo menos 11 manifestantes foram detidos. Também em Bellingham foram detidas 16 pessoas que estariam a bloquear o acesso de comboios.

Os portos foram um alvo escolhido pelo movimento devido aos investimentos de empresas financeiras como a Goldman Sachs no sector portuário. Na convocatória pedia-se “um esforço coordenado para interromper a máquina económica que beneficia os indivíduos e as empresas mais ricas à custa da grande maioria de pessoas deste planeta”.

fonte: Público

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Medes Holdings LLC – empresa offshore da família de José Sócrates






















O Tugaleaks hoje presta homenagem a outro grande expoente da informação livre. O leak vem do Scribd do Bar do Alcides, e mostra as fortunas movimentadas pela empresa da família de José Sócrates numa Off-Shore “escondida” até há bem pouco tempo.

Esta empresa movimenta mais de 300 milhões de euros em offshore e já foi denunciada ao Ministério Público.
Os media, como sempre, tiveram meia verdade dita cá para fora. Faltou realmente o nome da empresa… e, aqui é que o Scribd do Bar do Alcides entra.

Este link contém mais de 30 documentos desta empresa. No documento ilustrado abaixo, vemos a quantia avultada de compra e venda de ações.

Esta pessoa que passou tantos anos como primeiro-ministro da nossa nação, e pediu tantos sacrifícios e tantos PEC’s para aprovar, hoje tem a familia envolvida em esquemas pouco dignos como primeiro-ministro.

Será que os Portugueses teriam escolhido diferente se tivessem acesso a este simples fato? Será que teríamos feito os sacrifícios como nação que fizemos, para suportar quem por fora faz pior e ganha mais, bem mais, do que a maoria dos Portugueses?

E foi assim que se governou Portugal.

PS: o Tugaleaks sabe que isto já é de domínio público há algum tempo, no entanto tanto o nome da empresa como os documentos nunca foram mencionados em mainstream media e existem pessoas que pura e simplesmente desconhecem este assunto.

fonte: Tugaleaks

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

"A austeridade é uma receita para o suicídio"

























O prémio Nobel da Economia alerta que as políticas de austeridade são uma receita para "menos crescimento e mais desemprego".

Stiglitz, que também foi vice-presidente do Banco Mundial, afirmou na quinta-feira que a adopção dessas políticas "correspondem a um suicídio" económico.

"É preciso perceber-se que a austeridade por si só não vai resolver os problemas porque não vai estimular o crescimento", afirmou Stiglitz, num encontro com jornalistas na Corunha, em Espanha, onde proferiu a conferência "Pode o capitalismo salvar-se de si mesmo?", noticia a Efe.

O economista sugeriu ao novo governo espanhol que vá "além da austeridade" e que proceda a uma reestruturação das despesas e da fiscalidade como medida básica para criar emprego.

Recomendou em particular uma fiscalidade progressiva e um apoio ao investimento das empresas.

"Temo que se centrem na austeridade, que é uma receita para um crescimento menor, para uma recessão e para mais desemprego. A austeridade é uma receita para o suicídio", afirmou.

Para o Nobel da Economia de 2001, "a menos que Espanha não cometa nenhum erro, acerte a cem por cento e aplique as medidas para suavizar a política de austeridade, vai levar anos e anos" a sair da crise.

O antigo vice-presidente do Banco Mundial disse que as reformas estruturais europeias "foram desenhadas para melhorar a economia do lado da oferta e não do lado da procura", quando o problema real é a falta de procura.

Por isso, rejeitou as propostas a favor de mais flexibilidade laboral: "Se baixamos os salários, vai piorar a procura e a recessão", alertou Stiglitz, defendendo que "é necessário" que a flexibilidade seja acompanhada por "compensações do lado da segurança" para os trabalhadores.

"Em economia, há um princípio elementar a que se chama efeito multiplicador do orçamento equilibrado: se o governo sobe os impostos mas, ao mesmo tempo, gasta o dinheiro que recebe dos impostos, isto tem um efeito multiplicador sobre a economia", explicou, apresentando a sua receita para sair da crise.

fonte: Económico

Colapso de Itália será o fim do euro, dizem Merkel e Sarkozy





















Sarkozy e Merkel disseram ontem ao primeiro-ministro italiano que "o colapso" de Itália levará ao fim do euro, indicou hoje o governo italiano.

O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, reafirmaram "o seu apoio à Itália afirmando-se conscientes que o colapso de Itália levará inevitavelmente ao fim do euro e a uma interrupção do processo de integração europeia com consequências imprevisíveis", de acordo com um comunicado do governo italiano publicado após um conselho de ministros.

Durante a mini-cimeira que reuniu na quinta-feira os três dirigentes em Estrasburgo (França), Merkel e Sarkozy manifestaram a sua confiança em Monti e no empenho de Itália "no esforço comum destinado a encontrar soluções para a grave crise financeira e económica da zona euro", acrescentou o governo italiano.

Monti confirmou o objectivo de Itália de atingir o equilíbrio orçamental em 2013 e assegurou que Roma vai aprovar rapidamente medidas destinadas a relançar o crescimento.

As taxas de juro para a Itália continuaram hoje a atingir recordes, um dia depois da reunião de Monti com Merkel e Sarkozy.

fonte: Económico

sábado, 26 de novembro de 2011

Venezuela: País repatria mais de 227,3 MEuro em ouro depositado em bancos europeus


























A Venezuela repatriou na sexta-feira mais de 300 milhões de dólares (227,3 milhões de euros) de ouro que estavam depositados em bancos europeus, confirmou o presidente do Banco Central de Venezuela, Nelson Merentes.

"Trouxemos um pouquinho mais de 300 milhões de dólares para os cofres do Banco Central de Venezuela", disse, durante um ato convocado a propósito da chegada do ouro, na Avenida Urdaneta, de Caracas, onde está situado o organismo.

Sem precisar a quantidade de caixas em que se encontra o ouro, adiantou que cada uma tinha 500 quilogramas, "um valor equivalente a 30 milhões de dólares", que a onça de ouro está cotada entre 1.650 e 1.720 dólares e que esta é a primeira repatriação de ouro.

fonte: Visão

As grandes famílias que governam o mundo


Algumas pessoas já começaram a perceber que são os grandes grupos financeiros que dominam o mundo. Esqueçam as intrigas políticas, os conflitos, as revoluções e as guerras. Não é puro acaso. Tudo está planeado de longa data.

Alguns chamam-lhe “teorias da conspiração” ou Nova Ordem Mundial. Seja como for, a chave para compreender os acontecimentos políticos e económicos actuais, está num restrito núcleo de famílias que têm vindo a acumular cada vez mais riqueza e poder.

Fala-se em 6, 8 ou talvez 12 as famílias que dominam verdadeiramente o mundo. Saber quais são é um mistério difícil de desvendar.


Não estaremos muito longe da verdade ao citar os Goldman Sachs, Rockefellers, Lehmans e Kuh Loebs de Nova Iorque, os Rothschild de Paris e Londres, os Warburg de Hamburgo, os Lazards de Paris e os Israel Moses Seifs de Roma.

Muita gente já ouviu falar no Clube de Bilderberg, da Trilateral ou dos Illuminatis. Mas, quais são nomes das famílias que dirigem o mundo acima dos Estados e controlam os organismos internacionais como a ONU, a NATO ou o FMI?

Para tentar responder a essa pergunta, podemos começar pelo mais fácil: recensear os maiores bancos mundiais e verificar quem são os accionistas, os que decidem.

As maiores empresas mundiais são actualmente: Bank of America, JP Morgan, Citigroup, Wells Fargo, Goldman Sachs e Morgan Stanley.



Vejamos agora quem são os seus accionistas:

Bank of America:
State Street Corporation, Vanguard Group, BlackRock, FMR (Fidelity), Paulson, JP Morgan, T. Rowe, Capital World Investor, AXA e Bank of NY Mellon.

JP Morgan:
State Street Corp., Vanguard Group, FMR, BlackRock, T. Rowe, AXA, Capital World Investor, Capital Research Global Investor, Northern Trust Corp. e Bank of Mellon.

Citigroup:
State Street Corporation, Vanguard Group, BlackRock, Paulson, FMR, Capital World Investor, JP Morgan, Northern Trust Corporation, Fairhome Capital Mgmt e Bank of NY Mellon.

Well Fargo:
Berkshire Hathaway, FMR, State Street, Vanguard Group, Capital World Investors, BlackRock, Wellington Mgmt, AXA, T. Rowe e Davis Selected Advisers.

Podemos desde já constatar que aparece um núcleo presente em todas as entidades bancárias: State Street Corporation, Vanguard Group, BlackRock e FMR (Fidelity).

Para não as repetir vamos chama-los, daqui para frente os “quatro grandes”

Goldman Sachs:
“os quatro grandes”, Wellington, Capital World Investors, AXA, Massachusetts Financial Service e T. Rowe.

Morgan Stanley:
“os quatro grandes”, Mitsubishi UFJ, Franklin Resources, AXA, T. Rowe, Bank of NY Mellon e Jennison Associates.

Como acabamos de verificar são praticamente sempre os nomes dos accionistas principais. Para ir mais longe, podemos agora tentar saber quais são os accionistas destas empresas accionistas desses maiores bancos mundiais.

Bank of NY Mellon:

Davis Selected, Massachusetts Financial Services, Capital Research Global Investor, Dodge, Cox, Southeatern Asset Mgmt e … “os quatro grandes”.

State Street Corporation (um dos “quatro grandes”):

Massachusetts Financial services, Capital Research Global Investor, Barrow Hanley, GE, Putnam Investment e … “os quatro grandes” (accionistas deles próprios!).

BlackRock (outro dos “quatro grandes”):

PNC, Barclays e CIC.

Quem é que está por trás de PNC? FMR (fidelity), BlackRock, State Street, etc

E por trás de Barclays? BlackRock

E podíamos continuar durante horas, passando pelos paraísos fiscais nas Ilhas Caimão, domiciliações jurídicas no Mónaco ou sociedades fictícias no Liechtenstein. Uma rede onde aparecem sempre as mesmas sociedades, mas nunca um nome de uma família.

Resumindo: as 8 maiores empresas financeiras dos Estados Unidos (JP Morgan, Wells Fargo, Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs, US Bancorp, Bank of New York Mellon e Morgan Stanley) são controladas a 100% por dez accionistas e temos quatros empresas sempre presentes em todas as decisões: BlackRock, State Street, Vanguard e Fidelity.



Além disso, a Reserva Federal é formada por 12 instituições bancárias, representadas por um conselho de administração de 7 pessoas, do qual fazem parte os representantes dos “quatro grandes”, que por sua vez estão presentes em todas as outras entidades.

Resumindo: a Reserva Federal está controlada por quatro grandes empresas privadas: BlackRock, State Street, Vanguard e Fidelity. Estas empresas controlam assim a políticas monetária americana (e mundial) sem qualquer controlo ou eleição “democrática”. Estas empresas desencadearam e participaram na crise económica mundial actual e graça a ela enriqueceram ainda mais.

Para acabar, uma vista de olhos para algumas das empresas controladas por este grupo dos “quatro grandes”:

Alcoa Inc.,
Altria Group Inc.,
American International Group Inc.,
AT&T Inc.,
Boeing Co.,
Caterpillar Inc.,
Coca-Cola Co.,
EI DuPont de Nemours & Co.,
Exxon Mobil Corp.,
General Electric Co.,
General Motors Corporation,
Hewlett-Packard Co.,
Home Depot Inc.,
Honeywell International Inc.,
Intel Corp.,
International Business Machines Corp.,
Johnson & Johnson,
JP Morgan Chase & Co.,
McDonald’s Corp.,
Merck & Co. Inc.,
Microsoft Corp.,
3M Co.,
Pfizer Inc.,
Procter & Gamble Co.,
United Technologies Corp.,
Verizon Communications Inc.,
Wal-Mart Stores Inc.
Time Warner,
Walt Disney,
Viacom,
Rupert Murdoch’s News Corp.,
CBS Corporation,
NBC Universal,

O mesmo se passa na Europa. Os “quatro grandes” controlam a grande maioria das empresas europeias cotadas em bolsa.

Além disso, todos os homens que dirigem os grandes organismos financeiros, seja o FMI, o Banco Central Europeu ou o Banco Mundial, foram “formados” e permanecem os “empregados” dos “quatro grandes” que os formaram.

Quanto aos nomes das famílias que controlam os “quatro grandes”, esses nomes nunca aparecem.

fonte: Octopus

sábado, 5 de novembro de 2011

O P.A.P da Caixa Geral


A Caixa Geral de Depósitos , nas campanhas televisivas, recorreu ao humor. 

Três actores conhecidos fazem passar-se por membros da Troika, anunciando ao País um plano Automático de Poupança ( PAP).

Meus amigos, não sou economista nem especialista, mas vou expressar a minha Opinião.

Sabemos que a Europa e os E.U.A estão na “crise” económica programada, os mercados financeiros instáveis. Vários Países Europeus endividados ou vigiados pelo FMI, bancos a falir..

Será que podemos mesmo confiar o nosso dinheiro a esses bancos? Alguns dos planos dão apenas 2% de juros e são planos de poupança de 5 anos. Você “empresta” o dinheiro por cinco anos para lucrar apenas 2%.

Além disso ,eu havia publicado há alguns meses um aviso, os Bancos antes de falirem ( falência fingida e programada), vão tentar aliciar as pessoas a depositar as suas economias lá, só então é que os Bancos vão “falir” e ficar com a massa toda.

Volto a perguntar, você confia nesses Bancos ? A CGD está muito mal, reparem :
Lucro da CGD cai 88%



Lucro da Caixa cai 88%


Resultado líquido do banco público caiu para 13 milhões de euros nos nove primeiros meses do ano.

Em comunicado divulgado na CMVM, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) revelou hoje que o lucro caiu 87,9% para 12,9 milhões de euros entre Janeiro e Setembro deste ano, um resultado que compara com os 106,8 milhões obtidos no mesmo período do ano passado.

Em declarações ao Económico, José de Matos, presidente executivo da Caixa, diz que "a evolução dos resultados líquidos da Caixa foi negativamente afectada pelos impostos a pagar ao Estado" e pelo "comportamento adverso dos mercados financeiros e o agravamento das condições conjunturais internas".

De acordo com o documento dos resultados, a imparidade dos títulos atingiu 175 milhões de euros, "montante afecto designadamente para fazer face à desvalorização verificada nas participações detidas pela CGD no BCP, Brisa e ZON, bem como nos títulos das carteiras das seguradoras do Grupo." Já no crédito a clientes as imparidades acumuladas vão em três mil milhões de euros.

Além disso, os custos com impostos e contribuições ascenderam a 108,7 milhões de euros, o que representou um aumento de 66,4 milhões comparativamente ao período homólogo do ano anterior.

Nos nove primeiros meses do ano, a margem financeira estrita subiu quase 14% para 1.217 milhões de euros. Já o produto da actividade bancária e seguradora recuou 1,8% para 2.229,4 milhões de euros.

No que toca ao crédito a clientes, o banco viu esta rubrica subir 7,6% no segmento das empresas e recuar 1,3% nos particulares. Já o crédito concedido ao sector público e institucionais aumentou 30%. No mesmo sentido, o saldo total dos depósitos de clientes registou um aumento de 8,3%.

Em relação aos rácios de solvabilidade, até 30 de Setembro, o rácio core Tier 1 da CGD situava-se nos 8,8%, abaixo dos 9% impostos pelas autoridades internacionais, que têm de ser atingidos até final do ano. Para 2012, o mínimo exigido é de 10%.

No mesmo documento, o banco público diz que a rendibilidade líquida dos capitais próprios (ROE) foi de 1,17% e que a rendibilidade líquida do activo (ROA) se cifrou em 0,07%, mais um sinal de que a actividade da Caixa está sob pressão.

fonte: Económico

terça-feira, 1 de novembro de 2011

11.11.11 - We are one

































Também este evento, me deixou a pensar…

Está montado para sexta-feira, 11 de Novembro de 2011, entre as 11:00 e as 23:30 e é organizado pelos ocupas.

Estes tiveram um balão de ensaio em 15 de Outubro, agora some e segue, com o alto patrocínio de George Soros e Barack Obama (para pensar e repensar)

Não sei não, dias 9, 10 e 11 de Novembro de 2011, prometem ser férteis em surpresas.

Ou será o pretexto para impor a Lei Marcial e um Planeta Prisão?

Aqui falta a espontaneidade de Maio de 68 ou de Abril de 74.


Occupy The Streets. Occupy The World 11/11/11 11:11:11
Spread The Message. INVITE ALL FRIENDS ! ! !
JOIN THE REVOLUTION.
OCCUPY THE STREETS, THE CITIES,
THE COUNTRIES, OCCUPY THE WORLD.
PEOPLE OF THE WORLD, WAKE UP ! ! ! TAKE THE STREETS ! ! !
11.11.11 INFO


REVOLUCION MUNDIAL 2011. EL FUTURO EN NUESTRAS MANOS.


11.11.11 GLOBAL EVENT


MUSIC


VIDEO







VIDEO CREACION COLECTIVA 11.11.11 11:11:11


E em aditamento, esta do 11.11.11 então faz-me lembrar mais qualquer coisa…

fonte: Kafe Kultura

domingo, 2 de outubro de 2011

Manifestantes bloqueiam ponte de Brooklyn


Pelo menos 700 pessoas foram detidas pela polícia norte-americana quando bloqueavam a ponte de Brooklyn, em Nova Iorque, em protesto contra a indústria financeira internacional, que responsabilizam pela crise mundial.

fonte: Sol

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