RELÓGIO DO APOCALIPSE

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sábado, 2 de junho de 2012

EUA introduzem controle total da Internet


Mesmo se você tem paranóia, tal não significa que não pode ser espiado, pelo menos na Internet. Se tiver uma saúde de ferro, pelos vistos, é espiado de qualquer modo.

Se tiver dúvidas, basta conhecer a lista de palavras utilizadas pelo Ministério de Segurança Nacional (MSN) dos Estados Unidos (The Department of Homeland Security) para monitorar sítios e redes sociais na Internet.

No sábado passado, o jornal britânico The Daily Mail publicou esta lista, comunicando que o MSN foi obrigado a divulgar este documento após uma exigência da organização de interesse público Electronic Privacy Information Center (Centro Informativo de Proteção da Privacidade na Rede).

A lista, composta por centenas de palavras e frases feitas, é impressionante. Seria difícil imaginar que o emprego de tais palavras como “México” ou “China” por particulares no Facebook seja captado por programas especiais. A lista inclui praticamente todo o Oriente Médio e Extremo Oriente – Iraque, Irã, Afeganistão, Paquistão, Iémen, assim como a Coreia do Norte, Colômbia e Somália.

O princípio de seleção é compreensível: a lista é dividida em tais categorias como “segurança interna”, “segurança nuclear”, “saúde e gripe aviária”, “segurança de infraestruturas”, “terrorismo” e outras. Compreende-se também a presença de expressões e palavras-chave, tais como “bomba suja”, “reféns”, “sarin”, “jihad”, “Al-Qaeda”. Mas ao lado encontram-se palavras do léxico habitual de qualquer usuário pacífico da Internet – “nuvem”, “neve”, “carne de porco”, “químico”, “ponte”, “vírus”…

Pode ficar sob vigilância o autor de um posts sobre o Smart, carro popular na Europa, ou aquele que mencione a história de Caim e Abel. Destaque-se que é monitorizado o próprio termo “rede social”, ligado praticamente a tudo que é utilizado pela rede mundial.

Os peritos do Electronic Privacy Information Center consideram que a lista inclui muitas palavras que podem ter sentidos diferentes, o que ameaça as garantias concedidas pela Primeira emenda da Constituição dos Estados Unidos, que proclama a liberdade de expressão.

O Ministério de Segurança Nacional aceita em certo grau estas críticas. Segundo o secretário de imprensa do departamento, Matthew Chandler, é necessário considerar os algoritmos de programas de pesquisa. Ao mesmo tempo, em entrevista à edição eletrônica Huffington Post, Chandler declarou que a atividade do monitoramento da Internet se encontra na etapa inicial, sendo voltada para prevenir o terrorismo e controlar cataclismos naturais. Por outro lado, o responsável rejeitou liminarmente as suspeitas de o ministério ter utilizado as suas potencialidades para controlar a dissidência. Contudo, a julgar pela atividade do Electronic Privacy Information Center, nem todos concordam com ele.

Ao mesmo tempo, o monitoramento da Internet e das redes sociais seria muito difícil sem a interação com líderes das tecnologias informativas. A Forbs escrevia neste contexto que, pelos vistos, o Ministério de Segurança Nacional tem certos acordos com tais companhias como Google, Facebook, Twitter e outras que permitem obter acesso a alguns programas de computador e controlar a Internet em regime próximo de tempo real.

Entretanto, as maiores companhias dispõem de informações gigantescas sobre os clientes de seus produtos. No ano passado, tornou-se pública uma investigação do Wall Street Journal, segundo a qual o Google e a Apple recolhem, como se verificou, a informação sobre a localização de seus clientes não apenas através de gadgetsportáteis, mas também com a ajuda de PC. Segundo a edição, a Apple guarda os dados sobre deslocações de seus usuários através de seus computadores Macintosh ligados à rede Wi-Fi. O Google faz o mesmo através de PC, cujos proprietários entram na Internet através do browser Google Chrome. Como destaca o jornal, as duas companhias declaram que a conservação destes dados é estritamente confidencial e que elas “não têm quaisquer intenções secretas”.

Mas tal significa que de qualquer modo que você é espiado.

Pergunte-se, contudo, qual será a abrangência geográfica de tais potencialidades deste Big Brother, descritas ainda em 1949 no romance de George Orwell “1984”.

Na semana passada, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, declarou que especialistas invadiram o site da Al-Qaeda no Iémen e lá instalaram sua informação. Esta declaração foi qualificada como o primeiro reconhecimento de que os Estados Unidos efetuam operações cibernéticas. Mas, o importante é envergadura global desta atividade, que não reconhece fronteiras e barreiras linguísticas.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Publicada a receita que tornou o vírus da gripe das aves transmissível entre mamíferos


O vírus da gripe das aves foi submetido a mutações em laboratório para infectar facilmente os mamíferos 

Quatro mutações genéticas separam o mundo de uma pandemia provocada pelo perigoso vírus da gripe das aves? Não se sabe. Mas a equipa de Yoshihiro Kawaoka, da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, conseguiu adaptar a “antena” do vírus H5N1 para infectar as células de mamíferos, de modo a ser potencialmente transmissível entre pessoas. 

A receita, que permitiu criar em laboratório um H5N1, foi publicada hoje na revista Nature, depois de uma polémica de meses sobre se devia ou não ser divulgada. A equipa diz que pode ajudar a antecipar ocorrências de vírus na natureza com potencial pandémico. 

O H5N1 já infectou 602 pessoas desde 1996, quando foi descoberto. Estes doentes contraíram a gripe em contacto muito próximo com as aves — o hospedeiro natural deste vírus. Apesar de não terem transmitido o H5N1 a outras pessoas, 355 dos doentes morreram, o que equivale a 60% de mortes. Um número brutal quando comparado com a gripe suína H1N1, que em 2009 fez as parangonas noticiosas, mas causou a morte a muito menos doentes: 0,01%. 

Várias equipas já tinham tentado perceber como é que o vírus pode transmitir-se entre pessoas. Kawaoka deu o passo decisivo e em Agosto de 2011 apresentou o estudo àNature. A demora da publicação deveu-se à polémica gerada: temia-se que o trabalho fosse usado para produzir armas biológicas. Só depois de se avaliarem os prós e contras da divulgação desta investigação é que o Governo dos EUA deixou sair o artigo.

Quatro mutações

Os vírus são uma cápsula de proteínas que protege um pedaço de material genético. Ligam-se às células para injectarem este material usando uma proteína específica, uma espécie de “antena” que reconhece a célula certa. Depois, a maquinaria celular faz o resto do trabalho: multiplica o material genético do vírus, produz as suas proteínas e, de um momento para o outro, novos vírus ficam prontos para atacarem outras células. 

No caso da gripe, a “antena” do vírus é a hemaglutinina, ou HA, que pode ter variações como H1 e H2. A H5 do vírus da gripe das aves é perfeita para infectar o tecido respiratório delas, mas nos humanos não infecta as células das vias respiratórias superiores. E é esta característica que torna o vírus transmissível entre pessoas. Mas teme-se que ocorram mutações na natureza que façam com que o vírus se adapte aos humanos.

Ora, a equipa de Kawaoka conseguiu isso no laboratório. Provocou mutações aleatórias na região da proteína H5 que está em contacto com os receptores, ou portas de entrada, das células. “Antes de iniciarmos a experiência, sabíamos que a especificidade do receptor era importante”, disse Kawaoka à Nature. “Mas não sabíamos o que mais era necessário.”

Uma das 2,1 milhões de proteínas resultantes das experiências tinha duas mutações, que a tornaram específica para as células das vias respiratórias superiores. Depois, os cientistas fabricaram um novo vírus H5N1, que inclui o gene que comanda a produção da nova H5 e ainda mais sete genes do vírus H1N1 da gripe suína. Com o novo vírus, infectaram furões, o modelo preferido para estudar a gripe. Ao fim de algum tempo, gerou-se um H5N1 com mais duas mutações na H5, que o tornou facilmente transmissível entre os furões através de gotículas aéreas.

Embora o novo vírus não seja letal nos furões, ninguém sabe se aparecerá na natureza. A vantagem, diz Kawaoka, é que se identificaram os mecanismos pelos quais o vírus passou a ser transmissível em mamíferos, o que ajudará a perceber se a próxima pandemia está a chegar.

Sobre a possibilidade de o artigo poder ter sido censurado e, caso isso tivesse acontecido, a informação só chegar a alguns investigadores, o editor da revista Nature, Philip Campbell, numa conversa com a BBC News, questionou essa opção: "Se vamos pela via da censura, como é que se decide quais os investigadores que recebem informação sensível? E como é que se pode assegurar, de uma forma realista, que uma vez que a informação chegue ao ambiente universitário, não vá mais longe?"

fonte: Público

domingo, 22 de abril de 2012

Protocolos dos Sábios de Sião


O famoso e polémico livro, sobre conspirações, plano secreto sionista para controlar os governos, os povos, Nova ordem Mundial, conspirações ,etc.

Coincidência ou não, muitas dessas práticas do documento têm sido aplicadas pelos governos e muitas dessas situações têm ocorrido nos tempos actuais, técnicas de controle do povo.

400 kb, pasta Rar, ebook em pdf com 83 páginas.

Ha quem diga que o livro é anti-sionista, na minha opinião acho que é uma ideia errada, criticar um grupo oculto sionista não é o mesmo que criticar todos os judeus, tal como criticar a política de w. Bush não seria criticar todos os americanos, certo??


MEET THE ROCKEFELLERS

domingo, 15 de abril de 2012

Londres: Cancelada campanha que apela a cura para homossexualidade
















Uma campanha publicitária anti-homossexualidade estaria prestes a invadir os autocarros londrinos com as provocadoras palavras de ordem: 'Não sou gay! Sou ex-gay, pós-gay e orgulho-me disso. Ultrapassem isso!'. Os autores são dois grupos conservadores anglicanos que pretendiam promover a ideia de que os homossexuais podem ser convertidos à heterossexualidade.

Poucos dias antes de os posters começarem a ser afixados nos famosos autocarros da capital britânica, o presidente da câmara londrina proibiu a sua divulgação depois de políticos e activistas da comunidade gay terem chamado à atenção para a temática.

A campanha era assinada por um grupo ortodoxo anglicano – 'Anglican Mainstream' – em conjunto com a fundação 'Core Issues Trust', cujo líder, Mike Davidson, acredita que o «comportamento homoerótico é pecado», escreve o The Guardian.

Segundo o mesmo jornal, os fundos de caridade desta fundação são usados em «terapias de reparação» para cristãos homossexuais, para que possam «desenvolver o seu potencial heterossexual».

Em entrevista ao The Guardian, o presidente da câmara de Londres, Boris Johnson, explicou o acto de censura dizendo que «Londres é uma das cidades mais tolerantes do mundo e a que menos tolera a intolerância». Razão pela qual considera ofensiva a sugestão de que «ser gay é uma doença da qual uma pessoa pode recuperar».

A polémica instalou-se quando o seu maior rival às eleições locais, Ken Livingstone, afirmou que Johnson nunca deveria ter dado luz verde à campanha desde a altura em que os grupos cristãos a apresentaram ao gabinete dos Transportes de Londres, que é presidido pelo próprio Boris Johnson.

O Guardian adianta que os Transportes de Londres deveriam arrecadar um total de 10 mil libras (mais de 12 mil euros) pela circulação dos referidos anúncios em cerca de 20 autocarros da capital britânica.

fonte: Sol

terça-feira, 13 de março de 2012

Repórteres Sem Fronteiras criticam EUA e Europa por restrições de acesso à Internet























Protestos em Lisboa contra o ACTA, um acordo internacional criticado pela organização 

Por entre as críticas aos habituais “inimigos da Internet” – China, Cuba, Irão –, surgem no relatório deste ano dos Repórteres Sem Fronteiras acusações aos EUA e à Europa pelas medidas cibersegurança e protecção de direitos de autor. 

“Alguns países democráticos estão longe de não ter culpas”, aponta a organização, argumentando que “a livre circulação de notícias e informação online muitas vezes perde para a segurança interna, para a guerra ao terrorismo e ao cibercrime e até para a protecção de propriedade intelectual”.

Os Repórteres Sem Fronteiras indicam o que consideram ser vários casos preocupantes. Lembram, por exemplo, os motins em Londres, que levaram a canadiana Research In Motion, fabricante dos BlackBerry (cujo sistema de mensagens foi usado para convocar distúrbios), a entregar à polícia, “sem ordem prévia de um tribunal”, dados pessoais de alguns utilizadores.

O relatório condena também as propostas de lei americana SOPA e PIPA (destinadas a combater as infracções de propriedade intelectual), que “sacrificavam a liberdade da Internet em favor da protecção dos direitos de autor”. E diz ainda ter de ser “mantida a vigilância” sobre o polémico ACTA, um acordo internacional anti-contrafacção, estabelecido entre vários países e que ainda não foi ratificado nos estados-membros da União Europeia.

O documento critica ainda legislação aprovada no Canadá destinada ao combate à pedofilia online e que, para os Repórteres Sem Fronteiras, é “repressiva”; observa que a Índia aumentou as medidas de vigilância da informação online na sequência dos ataques a Bombaim (e colocou o país na lista dos “sob vigilância”); e aponta o dedo à França, nomeadamente pela Lei Hadopi, que estabelece um sistema progressivo de avisos antes de encaminhar para tribunal quem partilha ficheiros ilegalmente.

Os inimigos do costume

No rol de países “inimigos da Internet”, os Repórteres Sem Fronteiras mantêm Burma, China, Cuba, Irão, Coreia do Norte, Arábia Saudita, Síria, Turquemenistão, Uzebequistão e Vietname, todos presença habitual neste género de listas. A estes, juntam-se agora o Bahrain e a Bielorrússia. 

Estes países “combinam frequentemente filtros drásticos de conteúdos com restrições de acesso, vigilância de ciberdissidentes e propaganda online”. O Irão e a China são destacados por terem “reforçado a sua capacidade técnica em 2011” e, no caso da China, também por ter aumentado a pressão para que as empresas privadas colaborem na cibervigilância do Governo.

Da lista de países sob vigilância saíram a Líbia, devido à queda do regime de Khadafi, e a Venezuela – aqui, porém, a organização nota que a relação entre o Governo e os media críticos do executivo é “tensa”.

fonte: Público

quarta-feira, 7 de março de 2012

Descoberta forma de fazer escutas em smartphones encriptados

























Os processadores utilizados nos smartphones podem estar a emitir sinais de rádio que podem ser captados e usados para revelar informação sensível, mesmo que esteja encriptada.

Os sinais são emitidos pelos processadores de smartphones, tablets ou equipamentos como o iPod Touch. Na conferência RSA, Gary Kenworthy, da Cryptography Research, conseguiu captar o padrão de sinais que estavam a ser emitidos por um iPod Touch com uma antena e um software de computador. O padrão detectado, explicou Kenworthy, revela a chave de encriptação usada por uma app e pode ser decifrada para espiar comunicações.

De acordo com notícia da Technology Review, que cita vários engenheiros presentes na conferência, todos os aparelhos com processador emitem estes sinais quando estão ativos. Este sinal pode ser sempre captado por alguém mal intencionado, que pode acabar por decifrar as chaves de encriptação usadas e conseguir espiar as comunicações de qualquer utilizador.

No caso do iPod Touch, o “espião” poderia estar a 300 metros da vítima e conseguir igualmente captar as comunicações. Há equipamentos que poderiam exigir que o atacante estivesse mais próximo e, neste caso, poderiam ser utilizados chips NFC (de Near Field Technology) adulterados para se conseguir ter acesso aos dados.

Esta falha já foi apresentada aos fabricantes e, segundo Kenworthy, os investigadores estão a trabalhar com uma marca de tablets e smartphones, para corrigir esta falha.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Estudo sugere que novo vírus pode ter potencial de pandemia






















Estudo diz que um novo vírus da gripe de origem suína, que causou infecções nos Estados Unidos no segundo semestre do ano passado, parece ter potencial pandémico. O trabalho, desenvolvido por cientistas do Centro dos EUA para Controle de Doenças, sugere que o facto de a doença não ter se alastrado pode ter mais a ver com a imunidade humana do que o próprio vírus. As informações são do Huffingtonpost.

As descobertas são baseadas em um estudo de transmissão em furões. O trabalho é um pouco semelhante aos estudos que desencadearam a polémica sobre as pesquisas do vírus H5N1, que por vários meses, investigadores holandeses e norte-americanos vêm tentando publicar trabalhos científicos que mostram como eles desenvolveram H5N1 - da gripe aviária - vírus que transmite facilmente entre os furões, considerados o melhor animal para prever como um vírus da gripe pode se comportar nas pessoas.

Numa reunião da Organização Mundial da Saúde na semana passada, um grupo de especialistas concordou que os estudos devem ser publicados na íntegra, apesar de um pedido do governo dos EUA que algumas partes sejam mantidas fora do o domínio público.

O novo estudo, publicado segunda-feira na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências, envolve o trabalho com um vírus suíno H3N2 - agora chamada de variante H3N2 - que provocou casos humanos esporádicos nos Estados Unidos.

A polémica sobre o trabalho H5N1 se relaciona com o facto de que as equipas de pesquisa fizeram o vírus evoluir até o ponto de se espalhar rapidamente entre os furões, que poderiam tornar os vírus de laboratório transmissível entre pessoas.

fonte: Terra

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

OMS discute à porta fechada o que fazer com investigação sobre gripe das aves


Milhões de aves foram mortas devido à suspeita da gripe 

A polémica que já obrigou 30 equipas de investigação a assinarem uma moratória onde se comprometiam a parar o seu trabalho durante 60 dias está agora a ser discutida numa reunião à porta fechada, na sede de Genebra da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O que está por trás da reunião? A investigação feita por duas equipas independentes que conseguiram mutar o vírus da gripe das aves de modo a, presumivelmente, passar de pessoa para pessoa. Uma investigação que ainda está à espera de ser publicada por se temer que caia nas mãos erradas, e possa ser utilizada para desenvolver armas biológicas, causando uma pandemia de gripe pior do que a de 1918.

Antes da gripe dos porcos que fez as manchetes no Verão de 2009, já a gripe das aves era uma preocupação há anos. O H5N1 foi detectado pela primeira vez em 1997, em Hong Kong, e devastou bandos de patos e galinhas na Ásia, chegando ao Médio Oriente e à Europa.

A transmissão para humanos em contacto com animais continua a ser uma realidade. Só desde 1 de Janeiro deste ano, a OMS tem nove relatos de episódios de transmissão, que aconteceram em cinco países diferentes, afectaram dez pessoas e mataram sete. 

Segundo a organização a mortalidade da gripe das aves é de 59%. Um valor altíssimo se for comparado com a gripe espanhola, que em 1918 matou 2,5% das pessoas que infectou: e que ainda assim, estima-se que tenha morto entre 20 e 50 milhões de pessoas. 

Vários cientistas contestam este valor da fatalidade da gripe das aves, dizendo que os números de infectados que a OMS tem não contemplam infecções assintomáticas ou leves, que não acabaram no hospital. 

Num artigo noticioso desta semana da Nature, Declan Butler descreve vários estudos que tentaram analisar a percentagem de população que foi infectada, em certas regiões da Ásia. Apesar de os números serem contraditórios, o artigo sublinha outro aspecto. “Não me interessa que o vírus tenha um rácio de fatalidade de 50% ou 5% ou 1%, ainda seria um problema grande”, disse Marc Lipsitch, epidemiologista da Harvard School of Public Health, Boston, Massachusetts, citado no artigo, que refere ainda que ficará sempre acima da capacidade que os países têm para enfrentar uma pandemia.

Neste contexto, a polémica estalou quando em Setembro de 2011 uma equipa de investigadores conseguiu mutar o H5N1 de modo a que este se transmitisse directamente entre doninhas - o modelo por excelência para estudar as gripes, já que é muito parecido com o que se passa em humanos. Isto é novidade - e perigoso - porque o vírus se transmite normalmente das aves para os mamíferos ou para os humanos. 

Os dados foram apresentados primeiro em Setembro por uma equipa de investigação holandesa, liderada por Ron Fouchier, que trabalha no Erasmus Medical College e depois pela equipa de Yoshihiro Kawaoka da Universidade de Tóquio e Universidade de Wisconsin-Madison. 

As duas equipas já enviaram os resultados para a Science e para a Nature, mas em Dezembro, um comité de acompanhamento da Agência nacional para a ciência e biosegurança dos Estados Unidos pediu às duas revistas para não publicarem detalhes dos dois estudos por medo que a informação pudesse ser utilizada por bioterroristas. As revistas aceitaram os estudos mas ainda não disseram se os vão publicar na íntegra.

Depois de, a 20 de Janeiro, Kawaoka ter assinado a moratória de 60 dias, junto com outras equipas, deu a sua opinião num artigo na Nature. “Algumas pessoas argumentam que os riscos destes estudos – mau uso e a libertação acidental do vírus, por exemplo – pesam mais do que os benefícios”, escreveu. “Oponho-me a isso, o vírus H5N1 que circula na natureza já é uma ameaça, porque os vírus da gripe mutam constantemente e podem estar na origem de pandemias que causam grande perda de vidas.”

Agora, a reunião em Genebra que termina sexta-feira, e junta 22 pessoas, entre autores dos dois estudos e os editores das revistas científicas, vai discutir “as circunstâncias específicas dos dois estudos e vai tentar chegar a um consenso sobre acções práticas que resolvam as questões mais urgentes. Em particular o acesso e a disseminação dos resultados desta investigação”, explica um comunicado da OMS.Num artigo de opinião da edição online desta quinta-feira da Science, Malik Peiris, que teve um papel importante em determinar o carácter patogénico do H5N1, explica que antes das grandes epidemias passarem para as pessoas, os vírus na sua origem passaram anos a infectarem animais. Argumenta que “compreender as características virais e humanas que permitem que a gripe (…) possa ser transmitida entre humanos é sem dúvida uma das mais importantes questões da investigação de hoje”. E remata: “A natureza continua a ser um dos mais eficientes bioterroristas!”

fonte: Público

O PENTÁGONO COLOCARÁ EM ÓRBITA UM "OLHO QUE TUDO VÊ"



























O que poucos anos atrás parecia ficção científica torna-se agora realidade. A empresa dos EUA Ball Aerospace & Technologies Corp está a desenvolver um protótipo espacial de satélite espião da próxima geração. A MOIRÉ (Membrane Óptica Imager Exploração Real-Time, por sua sigla em Inglês) será capaz de fornecer imagens e streaming de vídeo a qualquer hora, de qualquer lugar na Terra.

Sua tarefa será compensado lacunas na operação de aviões de espionagem que têm um território de tempo de observação e limitado e, além disso, são vulneráveis ​​a defesa aérea inimiga. Especificamente, será dedicado a seguir as instalações de lançamento dos mísseis que se movem no chão com uma velocidade de 100 quilómetros por hora.

O MOIRÉ será colocado em órbita geoestacionária e cobrem uma área de 100 quilómetros quadrados cada, com uma resolução óptica de pelo menos três metros. Tem que fazer observações 24 horas por dia, renovando a imagem a cada segundo, e transmitir dados simultaneamente para o centro de controle na Terra.

O inovador satélite é baseado em fina óptica com uma abertura de entrada de luz (isto é, o diâmetro do feixe na entrada) de 20 metros.Para se ter uma ideia, a abertura do infravermelho James Webb Space Telescope que a NASA está a desenvolver para substituir o lendário Hubble será de apenas 6,5 metros.

O projeto foi encomendado pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançados de Defesa EE. Estados. (DARPA, por sua sigla em Inglês). Na segunda etapa, Ball Aerospace para construir um satélite de protótipo de 5 metros e de teste nos seus laboratórios. A terceira etapa envolve a construção de um satélite em tamanho real, a 10 metros de altura, e atirar para um vôo de teste em órbita.MOIRE é esperado, uma vez construído e custou cerca de US $ 500 milhões.

fonte: RT

Documentos revelam plano para desacreditar ciência climática em escolas dos EUA






















Os documentos pertencerão a uma instituição que contesta as evidências da influência humana sobre o aquecimento global 

Documentos divulgados esta semana na Internet revelam alegados detalhes da estratégia de uma organização norte-americana que contesta a visão dominante na ciência sobre as alterações climáticas, incluindo um plano para levar as suas teses às escolas. 

Os documentos – na maior parte relacionados com uma reunião realizada em Janeiro – supostamente pertencem ao Instituto Heartland, uma das organizações mais activas nos EUA na contestação às evidências da influência humana sobre o aquecimento global verificado no século XX.

O instituto confirmou num comunicado, ontem, que alguns dos documentos “foram roubados” e “pelo menos um é falso e alguns podem ter sido alterados”. 

“Os documentos roubados foram obtidos por uma pessoa desconhecida que fraudulentamente assumiu a identidade de um membro da direcção do [Instituto] Heartland e convenceu um funcionário a ‘reenviar’ materiais da direcção para uma nova morada de email”, refere o comunicado, divulgado ontem à noite. “Nós queremos identificar esta pessoa e vê-la na prisão por esses crimes”, acrescenta o comunicado.

Um caso semelhante – conhecido como Climategate – ocorreu no final de 2009, quando emails de vários climatologistas obtidos ilegalmente dos servidores da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, foram publicados na Internet. O conteúdo de alguns emails foi interpretado como revelador de que alguns cientistas manipularam ou ocultaram dados que poderiam enfraquecer a conclusão de que a Terra está a aquecer e que a culpa principal é humana. Três inquéritos posteriores refutaram que tenha havido qualquer fraude ou má-conduta científica, embora tenham apontado falhas na disponibilização pública de dados. 

Materiais escolares alternativos

Agora, a situação é a inversa. Os documentos alegadamente revelam a estratégia interna de uma organização cuja posição contra a ciência climática vigente é publicamente conhecida. “Não tivemos até agora nenhuma prova a indicar que os documentos não são reais”, disse ao PÚBLICO Branden DeMelle, editor do blogue DeSmogBlog, que divulgou os documentos do Instituto Heartland. 

Pelo menos um dos documentos – um memorando “confidencial” sobre a estratégia climática do Instituto Heartland – é refutado pela organização como “totalmente falso, aparentemente com a intenção de difamar e desacreditar” o instituto, segundo o comunicado. Parte do seu conteúdo, no entanto, está reproduzida noutro documento, cuja autenticidade o instituto não desmentiu no comunicado – embora tenha dito que ainda está a verificar a autenticidade de todo o material.

Neste documento – um plano para obtenção de fundos em 2012 – há uma menção a uma proposta para a produção de materiais escolares que apresentem a questão das alterações climáticas como controversa em vários aspectos, desde os modelos climáticos até à influência humana – o que coincide com as posições que o Instituto Heartland assume publicamente. O argumento invocado no documento é o de que não há livros escolares que não sejam "alarmistas ou abertamente políticos".

O PÚBLICO tentou, sem sucesso, contactar por email o autor desta proposta, David Wojick, descrito no site do instituto como consultor do Departamento de Energia do Governo norte-americano.

Informações sobre doadores 

O documento detalha o financiamento deste e de outros projectos – incluindo o apoio ao Nongovernamental International Panel on Climate Change (NIPCC), uma rede de especialistas com visões alternativas às do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). Também figura no documento o apoio à criação de um site com interpretações gráficas dos dados de uma nova rede de estações meteorológicas da NOAA, a agência norte-americana para a atmosfera e os oceanos – uma ideia do meteorologista e blogger norte-americano Anthony Watts, que defende que a tese humana do aquecimento global baseia-se em dados imprecisos.

Há menções a apoios a outros nomes conhecidos entre os chamados “cépticos” das alterações climáticas, e que já figuravam como colaboradores do Heartland Institute.

Embora muita da informação apenas detalhe ligações que já se conheciam, os documentos revelam dados que o instituto não divulga publicamente, em especial sobre os seus financiadores. O seu último relatório anual, divulgado no site do instituto, refere apenas que, em 2010, foram recebidos 6,1 milhões de dólares (4,7 milhões de euros), dos quais 48% vieram de fundações, 34% de empresas, 14% de pessoas individuais e 4% de outras fontes. Nos documentos agora divulgados surge a menção a um doador em particular – descrito como “o doador anónimo” –, que terá sido responsável, individualmente, por uma expressiva fatia das receitas do instituto. Em 2010, terá contribuído com o equivalente a 1,3 milhões de euros (27% do total) e em 2011 este valor terá caído para cerca de 770 mil euros (21%). Em 2007, 63% das receitas terão vindo deste doador, com uma contribuição de 2,5 milhões de euros. A maior parte destes valores foi aplicada nas actividades relacionadas com as alterações climáticas – uma das principais, mas não a única, do Instituto Heartland.

Os documentos revelam uma extensa lista com dezenas de apoiantes do instituto. Na lista não aparecem referências directas a empresas petrolíferas – sendo que, pelo menos, a ExxonMobil terá, no passado, financiado organizações e pessoas contra a visão consensual da ciência sobre as alterações climáticas. Consta da lista a fundação Charles G.Koch, ligada à indústria do petróleo, com uma contribuição marginal em 2011 (0,5% das receitas do instituto) e que no orçamento para 2012 se espera ampliar para 2,5%.

Indirectamente, o Instituto Heartland reconheceu a veracidade da lista de doadores, a quem pediu desculpas, no seu comunicado, pelas suas identidades “terem sido reveladas por este roubo”.

fonte: Público

sábado, 11 de fevereiro de 2012

FBI divulga ficheiro secreto sobre Steve Jobs


O co-fundador da Apple, Steve Jobs, era um “indivíduo enganador” mas ao mesmo tempo tinha “um grande carácter moral e integridade”, segundo consta nos ficheiros da polícia norte-americana FBI, agora divulgados, sobre o ícone da tecnologia. 

O ficheiro foi compilado pelo FBI quando o nome de Steve Jobs estava em cima da mesa para assumir o cargo no conselho de exportação do presidente dos Estados Unidos, George Bush.

No documento, Steve Jobs é retratado como um pai negligente que “distorcia a verdade e a realidade de forma a alcançar os seus objectivos”. Mas de todas as entrevistas ninguém questionou as capacidades para Jobs fazer negócio.


O FBI entrevistou o co-fundador da Apple entre outras 29 pessoas que o conheciam. As investigações tiveram lugar nos anos 90, depois de Jobs ter sido despedido da marca da maçã e antes de regressar triunfantemente à empresa, segundo o The Guardian.

“Alguns indivíduos questionaram a honestidade do senhor Jobs. Também comentaram que, no passado, Jobs não apoiava a [censurado] e a sua filha; de qualquer forma, recentemente começou a apoiá-las”, pode-se ler nos documentos. Outra fonte caracterizou Jobs como um “indivíduo enganador que não é completamente franco e honesto”.

Um homem de contradições

Os ficheiros pintam um retrato de um homem complicado, cheio de contradições. Uma pessoa entrevistada pelo FBI, que se identifica como um prévio “bom amigo”de Jobs, disse que enquanto o chefe da Apple era “basicamente uma pessoa honesta e de confiança, ele é um indivíduo muito complexo e o seu carácter moral é suspeito”. Esta fonte também revelou que Jobs “afastou um grande número de pessoas na Apple como resultado da sua ambição”.

Outras duas testemunhas retrataram Jobs como tendo “muita força de vontade, teimoso, muito trabalhador e orientado, que são as razões pelas quais acreditam que ele é tão bem sucedido”. Ele foi um homem de “energia infatigável” e “visão” de acordo com outros entrevistados e iria dar “uma contribuição positiva a nível nacional”.

Outra fonte disse que Jobs “tem o que é necessário para assumir uma posição de alto nível político dentro do governo, o que na sua opinião, honestidade e integridade não são pré-requisitos para assumir uma posição destas”.

O homem que revolucionou o mundo da tecnologia também foi entrevistado pelo FBI, e disse que não usava drogas ilegais há cinco anos, tendo afirmado que tinha consumido marijuana, haxixe e LSD entre 1970 e 1974.

Jobs disse também que não era membro do partido comunista ou de qualquer organização que pretendesse derrubar o governo. As únicas organizações a que revelou pertencer eram o New York Athletic Club, um ginásio exclusivo de Manhattan, mas nunca tinha lá estado.

Ameaça de bomba

O documento contém também memorandos sobre uma ameaça de bomba que foi feita contra a Apple a 7 de Fevereiro de 1985, vários meses antes de Jobs ser despedido. “Um indivíduo do sexo masculino não identificado fez uma série de chamadas telefónicas para [censurado] da Apple […] e avisou que os “aparelhos” tinham sido colocados nas casas de vários indivíduos [censurado] e tem de ser pago um milhão de dólares”. 

O indivíduo disse que tinha deixado instruções sobre como desactivar as bombas debaixo de uma mesa “próxima de uma máquina de doces” no Hotel Hilton em São Francisco. Nenhumas bombas ou instruções foram encontradas.

Uma vida espartana 

De acordo com uma fonte, as inclinações religiosos de Jobs levaram-no a viver uma “vida mais espartana e por vezes uma existência monástica” que tinha “aparentemente influenciado a sua vida pessoal para melhor”.

Jobs viajou para a Índia nos anos 70 e ficou fascinado com o Budismo Zen, tendo praticado meditação até ao fim da sua vida. Uma fonte do FBI disse que Jobs “tinha alterado a sua filosofia ao participar à religião e misticismo oriental e/ou indiano. Esta mudança aparentemente influenciou a sua vida pessoal” de uma forma positiva.

O FBI pode revelar ficheiros pessoais após a morte de uma pessoa. Jobs morreu em Outubro depois de uma longa batalha contra uma forma rara de cancro.

A Apple é agora a empresa mais valiosa do mundo. Depois da morte de Jobs, os fãs dirigiram-se em massa às lojas Apple à volta do mundo, deixando “iAltares” ao seu herói.


sábado, 28 de janeiro de 2012

Novo software vai prever movimentos sociais pela web




























Programa organiza informações relacionadas a consumo, mudanças em artigos da Wikipedia, conteúdos de blogs, mensagens de Twitter, entre outros indicadores

Se você e seus amigos estão tramando alguma ocupação ou, quem sabe, uma revolução contra o capitalismo num futuro próximo, saiba que uma máquina dentro de um laboratório nos Estados Unidos pode estar ciente de tudo. A organização sem fins lucrativos Open Source Indicators (Indicadores de Código Aberto) criou um software que filtra dados públicos na web para prever crises políticas e económicas, revoltas, migrações em massa e até epidemias. 

O programa organiza informações relacionadas a consumo, mudanças em artigos da Wikipedia, conteúdos de blogs, mensagens de Twitter, entre outros indicadores, para criar gráficos em tempo real que mostram os assuntos em voga. O sistema, então, separa os dados por categorias (como política, economia, meio ambiente) e cria projeções do que está por vir nessas áreas. 

O software ficará em teste nos próximos 3 anos, com financiamento da Iarpa, organização de pesquisa tecnológica do serviço de inteligência americano. Se, de facto, o programa funcionar, como garantir que não vire ferramenta de controle e manipulação? A porta-voz do projeto, Cherreka Montgomery, nega que isso venha a acontecer. “Estamos focados em criar alertas a favor da população, como informar pandemias e desastres naturais, e apenas com informações públicas. Não tratamos de indivíduos ou políticas específicas”, afirma. Será? Estamos de olho. E eles também. 


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Queda de Satélites e Jogo Illuminati

Xangai também quer acabar com anonimato na Internet


As autoridades da cidade chinesa de Xangai seguiram as pisadas de Pequim e também estão a pedir aos utilizadores locais de serviços de micro-blogues para se registarem com o nome próprio

A medida vai ao encontro das políticas chinesas que tentam controlar a Internet e algumas ferramentas de redes sociais, que o Governo da China argumenta serem utilizadas para espalhar rumores. 

Primeiro foi Pequim a pedir a todos os utilizadores de serviços como o Weibo, um serviço chinês semelhante ao Twitter e normalmente utilizado para comentar notícias e emitir opiniões contrárias ao regime, para se registarem junto das autoridades com o nome verdadeiro. 

Cerca de dez dias depois é a vez de Xangai, outra das grandes cidades chinesas, a pedir o mesmo, segundo a imprensa local. 

Desta forma, quem quiser continuar a utilizar aqueles serviços em Xangai com uma conta anónima poderá fazê-lo, mas apenas se se identificar perante as autoridades com o seu nome verdadeiro. 

De acordo com um anúncio oficial do governo de Xangai, a medida destina-se a melhorar o controlo de serviços de mensagens instantâneos. 

fonte: Sol

sábado, 17 de dezembro de 2011

Pequim quer acabar com contas de microblogues anónimas

O Governo da cidade de Pequim está a pedir aos utilizadores de serviços de microblogues locais que deixem de utilizar pseudónimos

O objectivo da medida é acabar com aquilo que as autoridades locais consideram ser mensagens falsas e rumores alegadamente espalhados através de serviços como o Weibo, um serviço chinês semelhante ao Twitter que permite aos utilizadores partilharem mensagens de 140 caracteres.

Segundo avança a agência Reuters, citando os Media oficiais locais, os utilizadores deste tipo de serviços têm três meses para darem o seu nome próprio às autoridades de Pequim, sob pena de terem de enfrentar as consequências legais.

A medida abrange contas de utilizadores pessoais e de empresas e poderá vir a ser alargada a outras grandes cidades chinesas.

Citado pela Xinhua, a agência noticiosa oficial do Governo Chinês, um porta-voz do executivo considera que esta medida «irá não só afectar o desenvolvimento dos microblogues, mas também ajudar esses sites a criarem as suas marcas e a melhorar o serviço».

Vários analistas acreditam contudo que esta medida seja de difícil implementação, sobretudo devido ao facto de haverem mais de 300 milhões de contas de microblogues na China.

fonte: Sol

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

TV francesa divulga vídeo de Strauss-Kahn no Sofitel























BFMTV.com divulgou imagens captadas pelas câmaras de videovigilância do hotel Sofitel em Nova Iorque no dia 14 de Maio.

A cadeia de televisão francesa BFMTV difundiu hoje (quinta-feira) as primeiras imagens captadas pelas câmaras de videovigilância do hotel Sofitel em Nova Iorque no dia 14 de Maio, as quais mostram o ex-director do FMI, Dominique Strauss-Kahn, bem como a empregada que depois o acusou de agressão sexual.


A BFMTV mostra as imagens captadas pelas câmaras do hotel no período que vai desde a saída de DSK do hotel às 12:27, hora de Nova Iorque, até à chegada da polícia às 14:10.

As imagens mostram o ex-director do FMI a fazer calmamente o check-out do hotel e a apanhar um taxi, depois de pagar a sua conta. Não parece estar com pressa. Na segunda sequência, vê-se Nafissatou Diallo, a empregada, a sair do elevador acompanhada de outros funcionários do Sofitel. A seguir, ela explica, gesticulando muito, como terá sido a agressão e um dos seguranças do hotel, Adrian Branch, telefona à polícia a avisar que uma empregada de limpeza fora alvo de agressão sexual por parte de um cliente.

As imagens mostram depois Nafissatou sentada, em silêncio.

A cadeia de televisão difunde em seguida a famosa sequência da comemoração, em que dois dos funcionários do Sofitel, Brian Yearwood e Derrik May, festejam e dançam numa divisão à parte. May chega mesmo a dançar. Esta cena durou 13 segundos e não três minutos, esclareceu na quarta-feira a New York Review of Books, corrigindo assim a informação anterior avançada pelo jornalista Edward Jay Epstein, no artigo de investigação que publicou no fim de Novembro.

Esse trabalho dava a entender que DSK, socialista e outrora o político mais bem posicionado para vencer as eleições presidenciais de 2012 em França, teria sido vítima de um complô organizado por rivais políticos. Leia-se a UMP, partido que apoia o Presidente Nicolas Sarkozy.

O grupo do Accor, proprietário do Sofitel, que já esclarecera que a comemoração dos empregados nada tinha que ver com o caso DSK, condenou ontem a divulgação do vídeo pelos media franceses.

Strauss-Kahn, preso a 14 de Maio, foi entretanto libertado e o procurador de Nova Iorque desistiu das acusações contra ele, por considerar que Nafissatou, natural da Guiné-Conacri, tinha entrado em contradição e não era credível nas suas acusações. Mesmo assim, ela apresentou queixa no civil, da qual DSK já recorreu. Aguarda-se a decisão final do tribunal do Bronx, que está a tratar do caso nos EUA.

fonte: DN

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Os Marretas. A Hollywood comunista tem uma nova arma para lavar cérebros infantis




















Canal Fox dedica episódio do programa de debate “Follow the Money” à agenda ultraliberal secreta dos comunistas em Hollywood

Alerta à navegação: nem o sapo Cocas mudou de verde para vermelho nem Os Marretas aparecem de foice na mão na nova produção da Disney que chega a Portugal em 2012 e que já está a agitar as águas conservadoras dos EUA. A história que faz renascer as personagens do surrealista Jim Henson no cinema e que estreou esta semana do outro lado do Atlântico é linear: o gangue de fantoches mais famoso de sempre tem de se reunir para, com a ajuda de três fãs, salvar o seu antigo teatro de um magnata do petróleo ganancioso. Sinopse suficiente para fazer tremer a conservadora Fox News, que dedicou a última rubrica de debates “Follow the Money” ao assunto.

“A Hollywood liberal a retratar um empresário de sucesso como mau, isto não é novidade”– foi esta a frase escolhida por Eric Bolling, apresentador, para inaugurar o episódio inteiramente dedicado a explorar a agenda secreta dos liberais comunistas para lavar o cérebro dos pequenos norte-americanos.

“É impressionante o quão longe a extrema-esquerda vai para manipular as crianças, para convencê-las, para lhes passar mensagens antimultinacionais”, disse Dan Gainor, membro do conservador Media Research Center e convidado do programa. “Há décadas que o fazem. Hollywood, a esquerda, os media, todos odeiam a indústria petrolífera. Eles odeiam a América empresarial. Então vemos estes filmes todos a atacá-la. Seja o “Cars2”, outro filme para crianças, seja o “Syriana” do George Clooney ou o “There Will Be Blood”, todos estes filmes atacam a indústria petrolífera, nenhum deles lembrando às pessoas o que o petróleo significa: combustível para iluminar um hospital, aquecer a sua casa, para a ambulância que os leva para o hospital se for preciso. E eles não querem contar essa história.”

O oráculo do programa acompanhou o devaneio: “Estarão os liberais a tentar lavar o cérebro dos seus filhos contra o capitalismo?” O nome do barão mauzão, Tex Richman, foi a cereja no topo da conspiração (Tex, palavra homófona de “tax”, imposto; Richman fala por si). Teoria para pôr muitas outras a um canto (quem matou John F. Kennedy?).

A discussão aqueceu ainda mais quando Gainor, embalado por Bolling, entrou pelo Occupy Wall Street adentro (não literalmente). “Isto é o que eles estão a ensinar aos nossos filhos! Perguntam-se porque é que temos um bando de pessoas do Occupy Wall Street a passear pelo país? Eles foram literalmente doutrinados durante anos por este tipo de coisas – que as grandes empresas são más, a indústria petrolífera é má e, em última instância, o que estão a dizer aos miúdos é o que nos disseram no The Matrix: que a humanidade é um vírus nesta pobre e velha mãe Terra.”

Pobre e velha mãe Terra conspirativa. O “Huffington Post” tentou falar com os Teletubbies (os Marretas deviam estar incontactáveis) sem sucesso. Estariam provavelmente a planear o próximo ataque às multinacionais.

fonte: Jornal i


sábado, 3 de dezembro de 2011

WikiLeaks revela “indústria de vigilância” em grande escala























Assange está em Inglaterra, onde luta contra um pedido de extradição para a Suécia

A WikiLeaks publicou nesta quinta-feira 287 documentos que indicam que dezenas de empresas vendem a Governos tecnologia para vigilância de pessoas, naquilo que a organização classifica como uma “indústria de vigilância” em larga escala.

O material publicado, a que a WikiLeaks chamou Spy Files, inclui, entre outros, catálogos e brochuras, apresentações, manuais de utilização, vídeos promocionais e um contrato (entre a Líbia e a empresa francesa Amesys).

“Publicámos 287 ficheiros a documentar a realidade da indústria internacional de vigilância em massa”, declarou aos jornalistas, em Londres, o fundador da WikiLeaks, Julian Assange. Citado pela agência AFP, Assange afirmou que esta indústria “vende equipamentos tanto a ditadores como democracias, para interceptar [as comunicações] de populações inteiras”.

Segundo o site criado pela WikiLeaks para apresentar os documentos, há empresas a vender equipamentos para “registar a localização de todos os telemóveis numa cidade, com uma precisão de 50 metros”, e software para “infectar todos os utilizadores de Facebook ou utilizadores de smartphone de um sector inteiro da população”. Para além disto, há quem venda vírus informáticos e outro software malicioso para ser instalado em computadores específicos, tecnologia de rastreamento por GPS e material para interceptar ligações de Internet.

Na lista de empresas a vender este género de tecnologia, estão alguns nomes conhecidos, como a HP, a Alcatel-Lucent e a Siemens, cada uma com uma apresentação de sistemas de vigilância. Por exemplo, na apresentação da Siemens – a um produto chamado Siemens Intelligence Platform e feita no Dubai em 2007 – a empresa pergunta: “Já alguma vez se questionou se a pessoa que viaja, para o seu país todos os meses no mesmo dia está a visitar a sede da empresa dela? Mas às vezes a data é um fim-de-semana...”

Entre os clientes estão países como a Líbia e o Egipto, mas também autoridades de países ocidentais, como a americana CIA. “Os Spy Files da WikiLeaks mostram mais do que os ‘países ocidentais bons’ a exportar para os ‘países maus em desenvolvimento’”, afirma a organização.

Esta fuga de informação é a primeira a desde que a WikiLeaks anunciou, no final do mês passado, estar a ter dificuldades de financiamento.

Os documentos surgem duas semanas após o americano Wall Street Journal ter publicado um trabalho de investigação que revelava “um novo mercado global para tecnologia de vigilância pronta a usar”, que, de acordo com o jornal, tem vindo a crescer desde os ataques do 11 de Setembro.

Tal como fez com o caso dos telegramas das embaixadas dos EUA, Assange actuou em parceria com outras organizações. Os SpyFiles são uma colaboração com a organização Privacy International, com o Bureau of Investigative Journalism (ambos com sede em Londres) e com a OWNY (uma organização francesa especializada em jornalismo baseado em análises de dados).

Há também três jornais envolvidos: os italianos La Repubblica e L’Espresso, o americano Washington Post e o indiano The Indu. Nenhum dos anteriores parceiros de Assange (o NY Times, o Guardian e a Spiegel) participaram no projecto.

A WikiLeaks diz ter mais informação, que será divulgada a partir da próxima semana.

fonte: Público

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