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sábado, 31 de janeiro de 2015

E se substituísse o cartão da empresa por um chip implantado na mão?


Imagem da reportagem da BBC no Epicenter Fotografia © BBC | Rory Cellan-Jones

No escritório sueco onde a tecnologia já foi adotada, o objetivo é "perceber bem esta tecnologia antes que as grandes empresas e os governos venham dizer-nos que toda a gente devia ter um chip".

Um núcleo de empresas na Suécia está a experimentar uma maneira inovadora de identificar os trabalhadores. Em vez de cartões de identificação ou códigos, o pessoal pode agora optar por receber um implante debaixo da pele da mão, com o qual pode abrir portas ou usar a fotocopiadora com apenas um movimento.

O chip, do tamanho de um grão de arroz, é implantado entre o polegar e o indicador. Serve para identificar aquele que recebeu o implante - trata-se de uma RFID (radio-frequency identification, ou seja, identificação por radiofrequência), e é reconhecido pelos sensores nas portas e outros aparelhos no edifício Epicenter, em Estocolmo, como se se tratasse de um cartão identificativo ou de um código.

"Já interagimos com a tecnologia a toda a hora", conta à BBC um membro do Swedish Biohacking Group, um grupo que se dedica a desenvolver formas de integrar as novas tecnologias no corpo humano. "Hoje em dia é um pouco confuso - precisamos de códigos pin e palavras-passe. Não seria mais fácil simplesmente tocar as coisas com a mão? É muito intuitivo", diz Hannes Sjoblad, responsável pela realização dos implantes.

No Epicenter, porém, nem todos são a favor da nova medida. O repórter da BBC entrevistou algumas pessoas e, embora algumas parecessem entusiasmadas com as possibilidades, outras rejeitavam a ideia de receber o implante, especialmente "apenas para abrir uma porta". Os trabalhadores do Epicenter não são obrigados a receber o chip, podendo optar por usar identificação mais tradicional.

Hannes Sjoblad, no entanto, diz que o objetivo é mais amplo do que apenas o de substituir os cartões. O Swedish Biohacking Group está a preparar-se para o futuro, para quando empresas e governos desejarem colocar implantes nas pessoas.

"Queremos perceber bem esta tecnologia antes que as grandes empresas e os governos venham dizer-nos que toda a gente devia ter um chip - o chip dos impostos, o chip do Google ou do Facebook". Para Sjoblad, é importante que a tecnologia seja estudada e experimentada antes por developers independentes como acontece no Epicenter.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Agências de espionagem terão utilizado Angry Birds


Angry Birds em forma de balão gigante

A Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) e a sua homóloga britânica (GCHQ) terão retirado informações pessoais através de aplicações como o jogo Angry Birds.

A idade, o género e a localização de utilizadores terão sido algumas das informações recolhidas pela NSA e pela GCHQ, através do popular jogo Angry Birds ou da aplicação Google Maps.

Esta notícia foi divulgada pelo 'New York Times' e pelo site 'ProPublica', que tiveram acesso a documentos que foram divulgados por Edward Snowden, que se encontra atualmente na Rússia.

Segundo estes relatórios agora tornados públicos, este sistema desenvolvido pela NSA e pela GCHQ, que permite retirar dados através de aplicações que sejam descarregadas para smartphones, possibilita até saber qual o alinhamento político ou a orientação sexual dos utilizadores que estejam a ser vigiados.

O 'site' do jornal britânico 'The Guardian' avança ainda que só a NSA terá gasto à volta de mil milhões de dólares (cerca de 731 milhões de euros) nos seus esforços em recolher dados de telemóveis.


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

EUA espiam computadores mesmo sem ligação à net


Agência de Segurança Nacional norte-americana

Software permite à NSA aceder a computadores sem acesso à Internet e consultar, alterar ou apagar os dados.

A Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA, no original) consegue aceder a computadores mesmo que as máquinas não estejam ligadas à Internet, noticia esta quarta-feira o ‘New York Times', nas vésperas do discurso de Barack Obama sobre vigilância eletrónica.

De acordo com o jornal norte-americano, citado pela AFP, há cerca de 100 mil computadores em todo o mundo que estão implantados com um software que permite à NSA não só aceder ao computador e consultar, alterar ou apagar os dados, mas também criar autoestradas virtuais para lançar ataques eletrónicos.

Na maioria dos casos, o software, que está operacional desde pelo menos 2008, tem de ser implantado fisicamente por um espião ou pelo próprio fabricante, porque utiliza ondas de rádio que podem ser transmitidas a partir de pequenos circuitos eletrónicos ou através de um cartão USB instalado secretamente nos computadores dos utilizadores.

As revelações de um dos diários com maior circulação nos Estados Unidos surgem na mesma semana em que Barack Obama deverá apresentar um importante discurso sobre a reforma do sistema norte-americano de vigilância, um tema que saltou para as primeiras páginas de todo o mundo no seguimento das revelações feitas pelo antigo consultor da NSA Edward Snowden, em junho.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

NSA perto de construir "computador quantum"


A Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana está perto da construção de um "computador quantum" que poderá decifrar qualquer género de encriptação, noticiou ontem o diário Washington Post.

De acordo com o diário, diversos documentos recolhidos pelo ex-analista da NSA Edward Snowden indicam que o computador permitiria à agência dos serviços secretos dos EUA decifrar os códigos informáticos utilizados para proteger segredos bancários, médicos, informações governamentais ou do mundo dos negócios.

As grandes empresas informáticas, caso da IBM, há muito que pretendem construir computadores quantum ( ou computadores quânticos - que executam cálculos fazendo uso direto de propriedades da mecânica quântica), que permitiriam explorar o poder dos átomos e moléculas e aumentar de forma considerável a rapidez e segurança dos computadores.

No entanto, especialistas citados pelo jornal consideram pouco provável que a NSA esteja na iminência de construir uma máquina deste género sem o conhecimento prévio da comunidade científica.

"Parece improvável que a NSA possa ter ido tão longe em relação às empresas civis sem que mais ninguém o saiba", disse ao diário Scott Aaronson, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

A NSA não comentou até ao momento a notícia do Washington Post.

As denúncias de Edward Snowden, divulgadas há vários meses, revelaram a amplitude do programa norte-americano de espionagem, em particular da NSA, dirigido inclusive a diversos países europeus, às instituições da União Europeia ou mesmo ao sistema de videoconferência interna da ONU.


sábado, 28 de dezembro de 2013

Juiz diz que programa de vigilância da NSA é legal


Um juiz de Nova Iorque considerou hoje que o programa de vigilância de dados telefónicos da responsabilidade da Agência Nacional de Segurança (NSA) norte-americana, que gerou controvérsia no país e na comunidade internacional, era "legal".

As declarações do juiz William Pauley ocorrem 10 dias depois de um outro juiz, de Washington, ter questionado fortemente a constitucionalidade do programa.

O juiz de Nova Iorque considerou que não existe "qualquer prova de que a administração tenha utilizado a significativa recolha de dados telefónicos para outros fins que não para prevenir e investigar ataques terroristas".

O magistrado foi chamado a pronunciar-se num processo da Associação de Defesa de Liberdades Civis contra a administração do Presidente Barack Obama, no qual alegava que o programa de vigilância da NSA era ilegal.

"A questão colocada ao tribunal era saber se o programa de recolha em massa de dados telefónicos era legal. O tribunal considera que é", escreveu o juiz William Pauley na sua decisão, que foi consultada pela agência noticiosa francesa AFP.

A existência destes programas de vigilância foi revelada no verão pelo consultor informático norte-americano Edward Snowden, de 30 anos, que trabalhou como analista informático para uma empresa subcontratada pela NSA.

Atualmente, Edward Snowden está a viver na Rússia, ao abrigo de um asilo temporário por um período de um ano.

A existência nos serviços secretos norte-americanos de programas de vigilância em massa de comunicações acabou por suscitar tensões políticas internacionais e reavivou o debate sobre espionagem, segurança nacional e direito à privacidade.

Em agosto passado, Barack Obama anunciou uma série de reformas para tornar os serviços de informações mais transparentes e respeitadores dos direitos civis, prometendo trabalhar com o Congresso e com um grupo independente de peritos para esse fim.


NSA e CIA têm célula em Portugal


As agências de espionagem norte-americanas têm 80 escritórios "regionais" espalhados pelo mundo. Snowden passou informações sobre o nosso país.

O semanário "Expresso" escreve na sua edição de hoje que "uma "célula" da Special Collection Service (SCS), uma agência conjunta da NSA e da CIA, estará a operar em Portugal, segundo um documento revelado por Edward Snowden e publicado pelo jornal holandês "NRC". De acordo com o documento divulgado pelo jornal, a "célula" em questão em Portugal seria um ponto de acesso à imensa base de dados recolhida no mundo pela NSA e pela CIA. No mapa vê-se claramente uma bola vermelha sobre Portugal e, na legenda, detalha-se que se trata de um ponto "regional", com a indicação de que haverá mais de 80 pontos semelhantes no mundo, 19 dos quais na Europa, assegura Snowden".

Segundo o semanário, "a história da SCS indica que a maioria destes pontos (e agentes) começou por se localizar nas embaixadas e consulados americanos, um recurso ainda hoje utilizado - veja-se o caso do escândalo das escutas ao telemóvel da chanceler alemã Angela Merkel, denunciado por Snowden, e que teria origem precisamente numa "célula" da organização na embaixada americana em Berlim. Questionada a este propósito pelo Expresso, "a embaixada americana em Lisboa não confirmou nem desmentiu a existência da célula, mas reconheceu a existência de alguns problemas que estariam a ser tratados por canais diplomáticos. "Sabemos que as alegações de atividades de vigilância da NSA criaram desafios significativos no nosso relacionamento com alguns dos nossos parceiros estrangeiros mais próximos".

Segundo fontes contactadas pelo semanário "o interesse por Portugal pode ter a ver com ligações significativas a outras partes do mundo, nomeadamente África, Brasil e Extremo oriente, e em particular a China, já que detém em Portugal ativos estratégicos importantes e faz do nosso país um dos canais de penetração na Europa".


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Maioria de norte-americanos e europeus contra vigilância

Maioria de norte-americanos e europeus contra vigilância

Estudo feito por organização dos EUA

A maioria dos norte-americanos e europeus é contra a existência de programas governamentais de vigilância que visam os cidadãos dos seus países, mas também os cidadãos de Estados aliados.

O inquérito online, da responsabilidade da organização German Marshall Fund (GMF) dos Estados Unidos, em parceria com a empresa TNS Opinion, envolveu cidadãos norte-americanos, mas também de França, Alemanha, Suécia e do Reino Unido.

A maioria dos inquiridos, nos dois lados do Atlântico, considerou como "não justificada" a prática dos governos de recolherem dados (comunicações online e telefónicas) dos seus cidadãos como parte dos esforços para proteger a segurança nacional.

Os alemães registaram o maior nível de reprovação: 70% indicaram que estes métodos não são justificados e que vão longe de mais ao nível da privacidade dos cidadãos.

Mais de metade dos inquiridos norte-americanos (54%) afirmou que estas práticas governamentais não são justificáveis, enquanto 28% acreditam que estes programas de vigilância interna têm um fim fundamentado, segundo o mesmo estudo, divulgado esta terça-feira.

A maioria dos entrevistados em França, Suécia e no Reino Unido também afirmaram que estas práticas não são justificáveis (52%, 52% e 44%, respetivamente).

No entanto, também existiram vários inquiridos franceses, suecos e britânicos que admitiram que a vigilância interna é justificada (35%, 34% e 33%, respetivamente).

Os entrevistados também foram questionados sobre a aplicação destes programas de vigilância aos cidadãos de países aliados.

Em resposta, os alemães manifestaram, mais uma vez, uma forte oposição. Cerca de 72% dos inquiridos na Alemanha afirmaram que esta situação não pode ser justificável.

Do lado dos norte-americanos, 44% disseram que estas medidas não têm justificação, enquanto 33% acreditam que vigiar os países aliados é uma prática justificável.

Os franceses e os britânicos foram, depois dos entrevistados norte-americanos, os mais propensos a afirmar que a vigilância a cidadãos estrangeiros é uma prática fundamentada (30% nos dois países). Na Suécia, apenas 27% dos inquiridos admitiram ser favoráveis.

O inquérito também abordou a parceria entre os Estados Unidos e a União Europeia (UE) em matéria de segurança e diplomacia. Cerca de 24% dos inquiridos norte-americanos defenderam que a parceria deve ser reforçada, enquanto 23% admitiram preferir uma abordagem mais independente.

Na Alemanha, a maioria (44%) afirmou acreditar numa abordagem mais independente. Perto de 34% dos participantes alemães defenderam que os termos da parceria transatlântica devem permanecer iguais, uma opinião partilhada por 35% dos inquiridos britânicos, 23% dos franceses e 26% dos suecos.

O estudo foi desenvolvido entre 6 e 9 de setembro e envolveu uma amostra de cerca de mil pessoas em cada país. A idade dos inquiridos variou entre os 16 e os 64 anos.

Criado em 1972, o German Marshall Fund é um organismo norte-americano apartidário, sem fins lucrativos, que pretende reforçar a cooperação transatlântica.


terça-feira, 5 de novembro de 2013

A Agenda 21 revelada


Conheça a Agenda 21, uma agenda diferente que pouca gente conhecerá...
Entenda como se encaixam os Campos FEMA e a Depopulação em curso...
Some dois mais dois e entenda melhor a atitude heroíca de Snowden.

fonte: Kafe Kultura

domingo, 7 de julho de 2013

'Big Brother' global


A NSA, dos EUA; tem tecnologia para controlar comunicações a nível global. Edward Snowden revelou o escândalo

Nenhum cidadão do Mundo está a salvo de espionagem dos países que dominam os mais sofisticados programas tecnológicos, diz especialista

Podem os EUA intercetar e-mails e telefonemas trocados entre Portugal e os Estados Unidos? A resposta é sim.

Carlos Marinho, juiz desembargador e perito em informática, explica ao CM que a tecnologia da Agência Nacional de Segurança (NSA) norte-americana é tão sofisticada que tem capacidade para isso. "A comunicação por Internet pode ser filtrada, porque está em rede", explica. Quanto às chamadas, o perito diz que se "o sistema for digital e estiver numa rede mundial, é possível chegar a ele".

A denúncia de Edward Snowden - o informático que revelou a existência de programas de espionagem dos EUA - ativou o debate sobre privacidade, proteção de dados e segurança dos cidadãos na Internet. Carlos Marinho não tem dúvidas de que Portugal e o Mundo "não estão a salvo dos sistemas de espionagem devido à sofisticação tecnológica".

Ainda assim, diz que "legislativamente estamos protegidos" através de uma diretiva Europeia. "Nem os serviços secretos podem fazer o que lhes apetece", assegura. Contudo, adverte para a complexidade da "produção de prova". "Conseguimos provar que o NSA intercetou um e-mail que enviou, para alguém em que dizia EUA? Sem prova, nenhum tribunal dá razão", diz o magistrado. E mesmo que se conseguisse provar, "não há propriamente a possibilidade de um tribunal português condenar a NSA", remata. 

Entretanto, "a Rússia, Israel, a Índia e a China" também estão a "entrar nesse sistema de filtragens". "Hoje estamos a ser vigiados por muitos Big Brother", conclui.


domingo, 23 de junho de 2013

Anonymous publicam documentos secretos norte-americanos


A reação dos Anonymous ao escândalo de espionagem da NSA não se fez esperar.

O Anonymous publicou na Internet um conjunto de 13 documentos da National Security Agency (NSA) na sequência das últimas revelações sobre a atividade de espionagem da agência norte-americana. Diz o Gizmondo que os documentos revelam a visão estratégica da NSA para controlar a Internet e que parecem estar sobretudo relacionados com a operação PRISM.

Um dos destaques do tipo de informações presentes no documento diz respeito à existência de uma rede de partilha de informações de espionagem, que partilha os dados obtidos pela PRISM com parceiros da NSA em todo o mundo.

Como habitual, os documentos foram disponibilizados no Pastebin.

Recorde-se que tudo começou com uma história nos jornais americanos sobre o facto de a Verizon, uma empresa de telecomunicações, estar obrigada a entregar os registos telefónicos dos seus clientes à NSA. Entretanto, ficou-se a saber que esta operação era muito maior do que inicialmente se pensava e que não se resume aos registos telefónicos. Aparentemente, a NSA tem vindo ao longo dos últimos anos a recolher informações dos gigantes da tecnologia norte-americanos, como Facebook, Microsoft, Yahoo, Google, YouTube, Skype e Apple, entre outras. Neste rol de espionagem também se encontram as principais operadoras de telecomunicações, como a Verizon, AT&T e Sprint.


sábado, 15 de junho de 2013

"1984" volta aos tops após denúncias de espionagem


A publicação de notícias sobre a a rede espionagem norte-americana nas redes sociais está a provocar um aumento acentuado de vendas de 1984, o emblemático romance deGeorge Orwell sobre uma sociedade cerceada da liberdade de expressão.

Na Amazon, maior loja online do Mundo, o livro que Orwellescreveu em 1949 galgou mais de seis mil lugares em poucos dias, passando da posição 6208 do top de vendas para a 194ª.

Na origem desta procura estão as notícias reveladas pelo jornal britânico The Guardian que davam conta da existência do sistema PRISM, da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos, que prevê a vigilância de conteúdos de comunicação privada através dos principais servidores comerciais como a Google, Facebook ou Youtube, além de companhias telefónicas. O antigo elemento dos serviços de informações, Edward Snowden, de 29 anos, que denunciou a situação encontra-se em parte incerta, embora vários periódicos indiquem que está refugiado em Hong Kong.

A polémica obrigou mesmo o presidente norte-americano a fazer uma intervenção. Segundo Barack Obama, o sistema é um meio de combate contra o terrorismo, pelo que a sua utilização se justifica, "em nome da segurança dos norte-americanos".



terça-feira, 11 de junho de 2013

BIOCHIP OBRIGATÓRIO EM 2013


UE vai debater com EUA programa de vigilância PRISM


A Comissão Europeia está "preocupada" com as recentes notícias sobre o programa de vigilância PRISM e vai debater o tema com as autoridades norte-americanas na sexta-feira, disse hoje, em Estrasburgo, o comissário europeu Tonio Borg.

"A Comissão Europeia está preocupada com as notícias divulgadas recentemente na comunicação social de que os Estados Unidos da América [EUA] estavam a aceder a dados dos cidadãos europeus", afirmou o comissário europeu para a Saúde, num debate no Parlamento Europeu, lendo uma declaração em nome do executivo comunitário.

Tonio Borg disse que a Comissão Europeia quer esclarecimentos das autoridades norte-americanas e adiantou que a comissária para a Justiça, Viviane Reding, "vai tratar da questão com força e determinação na reunião ministerial entre a União Europeia (UE) e os EUA, na sexta-feira, em Dublin".

O comissário salientou ainda que "o caso PRISM, tal como apresentado na comunicação social, poderá reforçar as preocupações dos cidadãos europeus relativamente à utilização dos seus dados pessoais na internet".

fonte: Sol

Edward Snowden fugiu dos Estados Unidos depois de ter denunciado a existência do programa de espionagem com o nome de código PRISM


Edward Snowden fugiu dos Estados Unidos depois de ter denunciado a existência do programa de espionagem com o nome de código PRISM. Um sofisticado sistema da Agência Nacional de Segurança que permite intercetar dados de utilizadores de várias empresas como, por exemplo, o Facebook.

"A partir da minha secretária, eu podia aceder a informações quem quer que fosse, desde um juiz federal ao presidente, bastava ter o email pessoal" afirma Edward Snowden.

O informático de 29 anos refugiou-se em Hong-Kong, país que define com uma "forte tradição de liberdade de expressão" mas nem todos têm a mesma opinião.

"Penso que seria aconselhável deixar Hong-Kong porque temos acordos bilaterais com os Estados Unidos e temos a obrigação de respeitar esses acordos. Em Hong Kong não existe um vazio legal e penso que todos sabem disso" afirma Regina Ip, advogada e antiga secretária da Segurança.

Hong Kong e os Estados Unidos assinaram um acordo de extradição em 1996. Uma situação que para o professor universitário, Simon Young, não colide com os direitos de Snowden:

"Vir para Hong Kong foi, provavelmente, uma boa decisão não só porque temos leis de extradição que protegem os cidadãos - através do sistema judicial - mas também pela proteção dada aos requerentes de asilo."

Antes de abandonar os Estados Unidos, Snowden copiou os documentos que fez chegar à comunicação social. Diz que a passagem por Hong Kong é temporária e que o objetivo é pedir asilo à Islândia. Não exclui a hipótese de terminar os dias na cadeia por ter denunciado um programa que, afirma, permite intercetar "quase tudo", ou seja, chamadas telefónicas, emails e mensagens nas redes sociais.

fonte: Youtube

sábado, 8 de junho de 2013

Reino Unido recolhe secretamente informação americana


A agência de espionagem e segurança britânica, GCHQ, tem vindo a recolher secretamente dados de comunicação das maiores empresas americanas de Internet, com a colaboração da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos. A notícia é avançada pelo The Guardian.

O jornal britânico teve acesso aos documentos que mostram os diversos acessos que a agência GCHQ teve ao programa americano de recolha de dados, PRISM, pelo menos desde Junho de 2010, acrescentando que com estes dados foram criados cerca de 200 relatórios de espionagem, apenas no ano passado.

A GCHQ recusou-se a fazer comentários sobre a situação, referindo apenas que levam as suas “obrigações legais muito a sério”.

O jornal britânico refere ainda que as provas sobre o envolvimento da GCHQ na recolha de informação secreta vieram do mesmo documento que serviu de base para o relatório feito pelo Washington Post sobre o PRISM.

fonte: Sol

EUA espiam através do Google, Facebook e Apple


Fotografia © Gerardo Santos/ Global Imagens

O governo de Barack Obama tem acesso a dados dos servidores das mais poderosas empresas de Internet, nomeadamente Google, Microsoft, Facebook e Apple.

Um documento confidencial da agência norte-americana de Segurança Nacional dos EUA, divulgados pelo jornal britânico "The Guardian" e pelo norte-americano "The Washington Post", mostra que têm acesso a mails, fotografias, transferência de arquivos, vídeos e conversas através dos servidores de nove empresas: Microsoft, Yahoo, Google, Facebook, PalTalk, AOL, Skype, YouTube e Apple.

O programa secreto, cujo nome de código é PRISM, está em vigor há sete anos (nasceu durante a administração Bush no pós-11 de Setembro). Permite aceder aos servidores destas empresas, usadas em todos os pontos do globo, para reunir informação sobre os utilizadores, nomeadamento que estão no estrangeiro ou os cidadãos norte-americanos que estabeleçam contactos com cidadãos de outros paíse.

O documento, um powerpoint que tudo indica servirá para treinar agentes da NSA, afirma que estas informações estão a ser reunidas com o consentimento das empresas envolvidas. No entanto, algumas das empresas contactadas pelo "The Guardian" neguem que estejam a colaborar com a agência. "O Google preocupa-se imensamente com a segurança dos dados dos nossos utilizadores. Disponibilizamos informação de acordo com a lei, e analisados todos os pedidos cuidadosamente. Ciclamente, alegam que criámos uma "porta dos fundos" para o governo entrar nos nosos sistemas, mas o Google não tem uma porta dos fundos para que o governo aceda a informação dos utilizadores", responde, em comunicado, a empresa.

Um porta-voz da Apple, detentora dos equipamentos e software de iphones e ipads, disse que nunca tinha ouvido falar do PRISM.

O "The Wahington Post" adianta que o documento foi revelado por um antigo agente dos serviços de informações, que forneceu documentação, entre a qual uma apresentação em 'powerpoint' usada na formação de agentes, descrevendo a parceria entre a NSA e as empresas da internet.

A administração de Barack Obama teve hoje de justificar as razões para ter mantido, em segredo, a continuação de um programa primeiro conhecido há sete anos, no tempo do antecessor George W. Bush.

Josh Earnest, um porta-voz da Casa Branca, disse aos jornalistas, a bordo do avião Air Force One, que Barack Obama saúda o debate entre segurança e liberdades cívicas, mas está determinado a utilizar todas as ferramentas possíveis para manter a segurança nacional.

A revelação já foi criticada por organizações defensoras das liberdades individuais e da privacidade, que acusam o Governo de espiar os cidadãos.

Já deputados e legisladores asseguram que esta medida está protegida pela controversa Lei Patriota, adotada após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.



NSA está a gravar milhões de telefonemas de cidadãos

Espionagem do governo dos EUA na internet, a rede mundial de computadores tem o fluxo de dados rastreada pelo governo americano, dados das redes sociais e emails violados.

Pela primeira vez, a Agência de Segurança Nacional (NSA) está a gravar indiscriminadamente milhões de telefonemas de cidadãos norte-americanos, sejam ou não suspeitos de alguma coisa.

A Agência de Segurança Nacional (NSA) está a gravar milhões de telefonemas de clientes da Verizon, uma das maiores operadoras de telecomunicações dos Estados Unidos, devido a uma decisão secreta dos tribunais tomada em abril.

Segundo o jornal britânico "The Guardian", a ordem foi dada para os serviços secretos norte-americanos acederem à base de dados da Verizon, de forma a que a NSA possa recolher informações sobre todos os telefonemas que se fazem dentro dos Estados Unidos, bem como para países estrangeiros. O documento, ao qual o jornal teve acesso, revela pela primeira vez, durante a administração Obama, que milhões de telefonemas efetuados pelos norte-americanos estão a ser gravados e recolhidos de forma indiscriminada, independentemente de os visados serem ou não suspeitos de algo.

A ordem, assinada pelo juíz Roger Vinson, concede ao governo dos Estados Unidos uma "autoridade ilimitada" para aceder aos dados que considerar necessários durante um período de três meses, que termina a 19 de julho deste ano.

Conforme os termos da decisão, serão registados os números de telefone, tanto de quem fez a chamada como do destinatário, as suas localizações, a duração da chamada, a identificação dos intervenientes e os dias e horas em que as chamadas foram efetuadas. O conteúdo privado das conversas telefónicas também não estará protegido.

A medida não é comum nos Estados Unidos, uma vez que a NSA só costuma ter autorizações do género quando existe um suspeito específico ou a probabilidade de alguma ameaça para a segurança do país.

O "Guardian" contactou a NSA, a Casa Branca e o Departamento da Justiça para tentar perceber a razão da medida mas todos recusaram comentar. Um porta-voz da sede da Version em Washington também recusou fazer qualquer comentário para o jornal britânico.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Faça login a partir do seu estômago


A Motorola quer colocar chips nos nossos estômagos que sirvam como método de aceder a todos os aparelhos tecnológicos. Com este novo sistema nunca mais terá de memorizar passwords.

Idealmente cada um de nós terá uma password diferente para as várias contas de e-mail pessoais e de trabalho, Facebook, YouTube, LinkedIn, Blogspot... enfim, para qualquer site que necessite de um login.

Memorizar todas as palavras-chave ocupa demasiada memória e não são raras as vezes em que não conseguimos lembrar-nos dos acessos. E se houver uma maneira orgânica de o fazer? E se lhe bastasse engolir um chip de computador?

Durante a D11, uma conferência de inovação tecnológica que decorreu na semana passada, a responsável pela equipa de tecnologia da Motorola, Regina Dugan, apresentou a ideia inovadora de haver um pequeno comprimido no nosso estômago que, quando ativado, funcione como palavra-chave para aceder a qualquer smartphone, portátil, gadget ou qualquer outro aparelho onde tenhamos informação pessoal.

Caso esta ideia passe das mentes inovadoras para os nossos estômagos, irá simplificar bastante o processo de acesso a todos aparelhos, permitindo esvaziar a nossa mente com os mais variados caracteres que compõem cada password e transportar-nos para o futuro.

“A autenticação é irritante”, disse Dugan durante a conferência. “É tão irritante que apenas metade das pessoas o fazem, apesar de toda a informação pessoal que têm nos smartphones”.

Esta pílula tecnológica será ativada dentro do estômago de quem a ingerir, podendo ser ligada e desligada com o toque da pessoa junto do aparelho em questão. Mas esta seria uma necessidade diária, já que o chip com os nossos dados acabaria por ser expelido pelo nosso organismo.

Este tipo de tecnologia ingerível já anteriormente foi aprovada pela FDA (organização norte-americana que gere a alimentação e medicação), mas aplicada a casos de medicina, como, por exemplo, sensores que registam os horários de quando alguém tomou os seus comprimidos.

“Todas as manhãs, tomo vitaminas e de vez em quando alguns comprimidos, porque não juntar mais um?” questionou Regina Dugan.

De qualquer forma, este pode ser um método de tentar facilitar um processo complexo, que nos obriga a memorizar vários códigos e associá-los a determinados sites. Poderá não ser a melhor solução, mas é sem dúvida uma forma da Motorola dar um passo em direção ao futuro.


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